Secretário-geral da ONU exige medidas urgentes para proteção dos mares

A exploração não sustentável, a mudança climática e a acidificação das águas ameaçam os princípios básicos da vida e a economia global
Barcos pesqueiros trabalham no mar (Ted Aljibe/AFP/Getty Images)

Na última quinta-feira, Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), dirigiu-se aos líderes mundiais e exigiu que se tomassem medidas urgentes para a proteção dos mares.

A poluição, exploração insustentável, mudança climática e acidificação dos oceanos ameaçam os princípios básicos da vida e a economia global, disse Ban Ki-moon.

“Precisamos de uma ação prática e oportuna em nível nacional, regional e global para melhorar a saúde dos oceanos e recuperar e preservar os recursos do mar”, foi a mensagem enviada por Ban Ki-moon à Conferência Internacional realizada em Paris sobre o tema da proteção dos mares.

Ele afirmou que é hora de fazer esforços mais pragmáticos e concentrados, já que centenas de espécies da flora estão ameaçadas.

Cinco espécies de tubarões e arraias estão ameaçadas de extinção e foram incluídas na lista da ‘Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção’ (CITES), numa Conferência Mundial realizada em Bangkok no mês passado.

Nesta sexta-feira, a ‘Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação’ (FAO) apelou novamente pelo uso racional dos oceanos e por esforços para o desenvolvimento sustentável da pesca.

José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO, disse que a pesca de captura e aquicultura representam 15% do consumo de proteína per capita mundial e geram mais de 200 milhões de empregos em todo o mundo.

Ele recordou que o sudoeste do Pacífico compreende cerca de 15% da superfície da Terra, incluindo cerca de duas mil ilhas e atóis e que os oceanos absorvem 25% do dióxido de carbono que os seres humanos emitem para a atmosfera.

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