Seca na China transforma vastas extensões de terra em deserto

A terra ressecada e erodida na província de Guizhou. Áreas do Noroeste e Sul da China enfrentam sérios problemas devido à seca por anos consecutivos (Arquivo Epoch Times)

Quatro anos de secas no Sul e Noroeste da China têm resultado em catastrófica desertificação, colheitas ruins ou inexistentes e escassez de água, afetando a vida de 400 milhões de pessoas, segundo uma ONG chinesa.

A Fundação Verde da China diz que um total de 2,6 milhões de quilômetros quadrados de terra se transformou em deserto, o equivalente a 27,4% das terras da China. Em média, 2.460 quilômetros quadrados de terra se desertificam a cada ano, mas a seca está acelerando o processo.

Em 18 de março, o Diário do Povo, uma mídia estatal porta-voz do regime chinês, informou que 12 províncias foram afetadas, incluindo Hubei, Guizhou, Yunnan e Sichuan.

A Sra. Chen de Wangjiazhai, na província de Guizhou, disse ao Epoch Times que as pessoas têm esperado pela chuva para poderem plantar. “Não vemos qualquer chuva há alguns meses, talvez metade de um ano […] A terra está seca e dura e não pode ser cultivada; mesmo milho não cresce aqui.”

Na cidade de Laohekou, província de Hubei, uma espessa camada de areia de até 50 centímetros de profundidade se depositou ao longo das margens do rio Hanjiang e toda a área num raio de 2 km do rio está coberta de areia.

Uma moradora disse ao Epoch Times que não chove desde setembro, “As culturas secaram e a vida é muito difícil. Áreas próximas ao rio estão cheias de areia, que se espalha e expande todos os dias. Não importa o quão duro cavemos, há areia por toda parte.”

O problema da desertificação que a China enfrenta é um dos mais graves do mundo e pode prejudicar gravemente o desenvolvimento econômico e social do país.

A proeminente autora e economista chinesa He Qinglian escreveu num artigo de 2005 que grande parte dos danos ao ecossistema pode ser atribuída ao Partido Comunista Chinês (PCC) e sua questão ambiental, que está emaranhada à política.

A Sra. He disse que a degradação provocada pela tecnologia moderna mal-empregada, como a barragem das Três Gargantas, é muito pior do que o dano causado pelos governantes mongóis durante a Dinastia Yuan, que transformaram as terras férteis ao sul do rio Yangtzé em fazendas de criação de animais e eram desprezados pelos agricultores locais.

“Além dos problemas com o sistema de governo, o regime deveria redirecionar sua paixão em promover a cultura do PCC, que é simples lavagem cerebral, para popularizar conceitos ambientais saudáveis entre as pessoas”, acrescentou ela.

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