Rússia e Turquia estabelecerão cessar-fogo em Idlib nesta noite

Por EFE

Moscou, 5 mar – Rússia e Turquia estabelecerão a partir desta meia-noite um cessar-fogo na província síria de Idlib, anunciou nesta quinta-feira o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

“Nesta meia-noite estabeleceremos um cessar-fogo”, disse Erdogan em entrevista coletiva com o presidente russo, Vladimir Putin, após se reunir durante seis horas no Kremlin.

Ambos assinaram um documento que detalha os termos do fim das hostilidades e as tentativas de Moscou e Ancara de manter a trégua em vigor, após várias tentativas mal-sucedidas.

O Ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, relatou que as partes concordaram que a cessação das hostilidades seria implementada dentro da área de redução da tensão em Idlib a partir de 0h01 (horário local; 19h01 desta quinta-feira em Brasília).

Além disso, Moscou e Ancara definiram a criação de “um corredor de segurança” ao longo da estrada M4, que liga Aleppo a Latakia.

Lavrov, acompanhado pelo chanceler turco, Mevlüt Çavusoglu, afirmou que este corredor será “6 quilômetros para o norte e 6 quilômetros para o sul”. Os termos específicos do funcionamento deste corredor de segurança serão estabelecidos dentro de sete dias pelos ministérios da Defesa russo e turco.

Os dois países também iniciarão patrulhas conjuntas ao longo da rodovia M4 a partir de 15 de março, disse o chefe da diplomacia russa, minutos depois que Putin e Erdogan anunciaram o acordo para frear a escalada da violência em Idlib.

“Assinamos um documento conjunto com decisões sobre Idlib que serão uma boa base para cessar a ação militar na zona de redução da tensão”, disse Putin ao apresentar o pacto.

O governante russo descreveu o resultado do encontro com Erdogan em Moscou como “positivo”, e disse esperar que a iniciativa “ponha fim ao sofrimento da população civil” na Síria.

Putin confessou que Moscou nem sempre compartilha as avaliações de Ancara sobre a situação na Síria, mas em “momentos críticos” as partes conseguem encontrar pontos em comum e “encontrar decisões aceitáveis”.

“A mesma coisa aconteceu hoje”, disse o chefe do Kremlin, que lembrou que já se reuniu com Erdogan três vezes neste ano.

 
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