Rússia condena quatro de seus cidadãos por tráfico de drogas na Argentina

Quatro réus, presos há quatro anos na Argentina enquanto tentavam obter quase 400 quilos de cocaína, foram considerados culpados

Por Agência EFE 

Um tribunal russo sentenciou quatro acusados ​​de pertencer a uma quadrilha de traficantes que operava clandestinamente de uma das dependências da embaixada russa em Buenos Aires, que foi desmantelada em março de 2018.

Segundo Sergei Yurosh, advogado de Andréi Kovalchuk, indicado como líder da quadrilha, ele foi condenado a 18 anos de prisão em uma prisão de alta segurança, além da multa de 1,8 milhão de rublos (aproximadamente 23.550 dólares).

Os três réus restantes, Ishtimir Judzánov, Víktor Kalmikóv e o ex-administrador da Embaixada da Rússia na Argentina, Ali Bayánov, receberam penas de 13, 16 e 17 anos de prisão, respectivamente, segundo a agência russa Interfax.

Yurosh declarou à mídia russa que apelará quanto à condenação.

Os quatro réus, presos há quatro anos na Argentina enquanto tentavam obter quase 400 quilos de cocaína através da missão diplomática russa, foram considerados culpados no dia 13 de dezembro em Moscou.

De acordo com a versão oficial, em dezembro de 2017, três cidadãos russos foram presos durante uma operação policial internacional enquanto recebiam um carregamento de drogas, anteriormente descoberto na embaixada russa em Buenos Aires e substituídos por pacotes falsos.

O quarto implicado, Kovalchuk, foi preso na Alemanha no final de fevereiro de 2018, após a ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, assegurar que a quadrilha havia sido “desmantelada”.

Nenhum dos quatro réus admitiu sua culpa, e a defesa de Kovalchuk insiste que se trata de uma provocação da polícia argentina em cooperação com os serviços de inteligência dos Estados Unidos, realizada para desacreditar a missão diplomática russa.

A investigação começou no dia 13 de dezembro de 2016 quando o embaixador russo no país, Viktor Koronelli, comunicou às autoridades argentinas a “suspeita” de que havia doze malas diplomáticas contendo drogas em um anexo da embaixada.

A polícia argentina e o serviço de segurança federal russo foram ao juiz Julián Ercolini, que emitiu uma ordem para que pudessem entrar na embaixada para verificar as malas, após o que a Gendarmerie pôde verificar que havia 389 quilos de cocaína, avaliados em 50 milhões de euros (cerca de 57 milhões de dólares).

Então, eles decidiram trocar o conteúdo das malas por farinha e uma tarefa de acompanhamento começou por uma equipe composta por membros do Ministério de Segurança da Argentina e da Rússia, da embaixada e do Serviço Federal de Segurança da Rússia. 

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