Revendo três centros de tortura e lavagem cerebral na China

Num relatório do Minghui, intitulado “O papel dos centros de lavagem cerebral da China nas mortes por tortura de praticantes do Falun Gong”, foram analisados ​​3.653 casos confirmados de morte de praticantes da disciplina espiritual do Falun Gong, nos últimos 15 anos de perseguição. Foi descoberto que 746 (11%) sofreram tortura e 367 morreram nos centros de lavagem cerebral.

O relatório lista os 15 principais centros onde ocorreram mortes por tortura. A seguir, oferecemos informação detalhada sobre os três principais.

1. Centro Xinjin de Lavagem Cerebral, em Chengdu, Sichuan

O Centro Xinjin de Lavagem Cerebral, oficialmente chamado de “Centro Legal de Chengdu”, está localizado na vila de Caiwan, na cidade de Huaqiao, condado de Xinjin, Chengdu, província de Sichuan. Ele foi fundado por escritórios da Agência 610 de Chengdu e da província de Sichuan.

Em 19 de maio de 2003, o primeiro artigo sobre este centro foi publicado no website Minghui. O artigo relatava a detenção de Guo Yufang, um praticante do Falun Gong e professor da escola primária local na cidade de Zitong, região metropolitana de Chongzhou.

Muitas outras reportagens sobre esse Centro foram publicadas no Minghui desde então – mais precisamente, um total de 1.065 artigos até 27 de fevereiro de 2014.

O primeiro caso de morte neste Centro – a morte por tortura de Liu Shengle, de Chengdu – foi notificado em 20 de junho de 2003. Até o momento, sete praticantes do Falun Gong foram torturados até a morte no Centro Xinjin: Zhou Suqiong (mulher, de 70 anos), Li Xianwen (homem, 54), Deng Shufen (m., 70), Li Xiaowen (m., 67), Liu Shengle (m., 53), Xie Deqing (h., 69) e Wang Mingrong (m., 53).

Nesse centro, injeções forçadas e frequentes de drogas que danificam o sistema nervoso têm causado o colapso mental de muitos praticantes.

Em 16 de fevereiro de 2004, o Minghui.org relatou o colapso mental de Zhu Xia, uma praticante do Falun Gong detida arbitrariamente no Centro Xinjin.

Em 2005, Tan Shaolan, outra praticante presa nesse centro, também sofreu colapso mental devido à injeção forçada de drogas desconhecidas.

Em 19 de julho de 2011, o Minghui informou que a praticante Li Guanyuan, do condado de Xinjin e de 70 anos, foi envenenada nesse centro.

Há evidências de que o Centro Xinjin também está envolvido na extração forçada de órgãos de praticantes do Falun Gong.

Em 17 de agosto de 2012, um artigo publicado no Minghui informou que o centro examinava o sangue dos praticantes presos. Quando questionado por um praticante, um médico afirmou: “Você terá sorte se o seu órgão coincidir com o que nós queremos”.

O Centro Xinjin de lavagem cerebral foi ampliado.

Em 18 de julho, de 2011, um artigo intitulado “Perseguição no Centro Xinjin de lavagem cerebral, em Chengdu” ofereceu informações detalhadas sobre esse lugar. Em maio de 2008, um terremoto danificou o edifício de seis andares. Depois disso, o governo municipal uniu a Escola de Odontologia, ao lado, com o centro de lavagem cerebral original. Desde a reforma, ambos os prédios estão sendo usados ​​para lavagem cerebral.

(a) O portão do Centro Xinjin de Lavagem Cerebral; (b) Um edifício em construção pertencente ao Centro Xinjin, (c) Yin Shunyao (à direita), i chefe do Centro Xinjin.
(a) O portão do Centro Xinjin de Lavagem Cerebral; (b) Um edifício em construção pertencente ao Centro Xinjin, (c) Yin Shunyao (à direita), i chefe do Centro Xinjin.

2. Centro Maoming de Lavagem Cerebral, em Maoming, província de Guangdong

O Centro Maoming de Lavagem Cerebral é oficialmente chamado de “Escola de Educação Legal de Maoming”. Ele está localizado ao lado da Sétima Escola de Ensino Fundamental de Maoming e do Mercado Rural de Guanshan. Muitas pessoas não sabem que a “escola legal” é uma prisão disfarçada.

A instalação fica num prédio de 5 andares e o portão está sempre fechado. Praticantes do Falun Gong são mantidos no segundo, terceiro e quarto andares. Há cinco salas em cada andar, com janelas fechadas com tábuas. Há uma cela solitária instalada no quinto andar. Muitas algemas, cassetetes policiais, e outros instrumentos usados em torturas estão escondidos no prédio.

Até 27 de fevereiro de 2014, o website Minghui publicou 206 relatórios sobre esse centro – o primeiro surgiu em 14 de dezembro de 2001.

A injeção forçada de drogas que danificam o sistema nervoso também é uma forma de tortura frequentemente aplicada no Centro Maoming. O primeiro relato sobre essa prática foi publicado em 18 de agosto de 2003.

Em 22 de maio de 2005, um artigo do Minghui relatou como Lu Xiuqing, uma praticante do Falun Gong então com 53 anos, perdeu a memória devido à injeção forçada de drogas. Após receber a injeção, a sra. Lu desmaiou e ficou em coma por quatro dias. Quando voltou à consciência, ela havia perdido a memória e não podia se mover.

Em junho de 2004, Li Mei, uma praticante, então com 48 anos de idade, da Vila Zhongpo, cidade de Poxin, distrito de Maogang, na região metropolitana de Maoming, faleceu devido à injeção forçada de drogas nesse centro.

Até o momento, cinco praticantes do Falun Gong foram torturados até a morte no Centro Maoming: Li Mei (mulher, de 48 anos), Huang Yulan (m.), Yang Mingfen (m.), Wu Yixiong (homen, 67), e Su Xiaoping (m., 54).

3. Centro Yangyuan de Lavagem Cerebral, em Wuhan, província de Hubei

O Centro Yangyuan de Lavagem Cerebral foi criado a partir do Centro Qingling de Lavagem Cerebral, no distrito de Wuchang, região metropolitana de Wuhan. Sua função original era monitorar os praticantes do Falun Gong e impedi-los de apelar contra a perseguição ou os maus tratos a que têm sido submetidos pelo regime comunista chinês. Mais tarde, tornou-se um lugar para manter os praticantes encarcerados.

Em junho de 2001, o Centro Qingling mudou-se para Yangyuan, no distrito de Wuchang, e foi transformado no Centro Yangyuan de Lavagem Cerebral, para abranger e prender os praticantes residentes de uma área maior.

Em 2002, a Agência 610 – uma subdivisão da polícia secreta chinesa, criada especificamente para suprimir e eliminar o Falun Gong – e o Comitê dos Assuntos Político-Legislativos (CAPL) da região metropolitana de Wuhan mudaram seus escritórios para esse Centro, ampliando o Centro do nível distrital para o nível metropolitano. Em maio de 2002, um grupo de policiais do Campo Hewan de Trabalho Forçado juntou-se ao Centro Yangyuan.

a. O portão do Centro Yangyuan de Lavagem Cerebral; b. O exterior do Centro Yangyuan.
a. O portão do Centro Yangyuan de Lavagem Cerebral; b. O exterior do Centro Yangyuan.

O primeiro relatório sobre esse centro, publicado no site Minghui em 9 de agosto de 2001, foi sobre a detenção e prisão de Wang Qingping (mulher) e Guo Changxin (homem), um casal de Dadongmen, distrito de Wuchang, em 5 de agosto.

Até 27 de fevereiro de 2014, 529 relatórios sobre esse Centro foram publicados no site do Minghui. A primeira morte ocorreu no dia 6 de abril de 2001. Peng Min, um praticante de 27 anos, foi de Wuhan a Pequim para apelar em favor da prática pacífica e livre do Falun Gong. Ele foi preso no Centro Qingling, onde foi espancado até a morte.

Vinte e dois dias após a morte de Peng Min, a praticante Li Yingxiu foi espancada até a morte. Até o momento, seis praticantes foram torturados até a morte no Centro Yangyuan: Peng Min (homem, de 27 anos), Li Yingxiu (mulher), Tong Huilan (m., 70), Cai Mingtao (h., 27), Hu Shuying (m., 61), e Li Junxia (m., 44).

Em 25 de outubro de 2003, o Minghui publicou um relatório sintético sobre esse centro, recapitulando as torturas ocorridas no local. Além de lavagem cerebral e espancamentos, as torturas mais comuns incluem a injeção de drogas que danificam o sistema nervoso e intoxicação alimentar.

Em 13 de janeiro, de 2004, um artigo no site Minghui relatou que quando os policiais alimentavam à força os praticantes do Falun Gong que faziam greve de fome para protestar contra a perseguição, o Centro adicionava drogas esteroides na comida para provocar hiperatividade neles.

Em 16 de junho de 2009, o Minghui informou que a praticante Xu Jiamei, de 77 anos, foi envenenada com comida comprometida no Centro Yangyuan.

Em 25 de setembro de 2009, um artigo relatou que Gao Shunqin, uma praticante de Wuhan que ficou presa no Centro Yangyuan por três meses, recebeu injeções de drogas não identificadas.

Muitos praticantes que completaram suas penas em campos de trabalho forçado, mas que se recusaram a renunciar à prática do Falun Gong e suas crenças, foram posteriormente enviados para o Centro Yangyuan, após serem soltos dos campos de trabalho.

De acordo com um artigo publicado no website Minghui em novembro de 2008, Feng Zhen, de Wuhan, que ficou preso arbitrariamente por sete anos, foi enviado para o Centro Yangyuan no mesmo dia em que foi solto.

Em 20 de março, de 2012, Yu Ganghai completou sua sentença depois de ficar preso por nove anos no Presídio Fanjiatai, em Shayang, província de Hubei. No entanto, ele não foi libertado. Em 21 de março, ele foi enviado para o Centro Yangyuan pela Agência 610 local. Sem ter sido informada sobre o reencaminhamento e paradeiro de Yu Gangha, sua família procurou por ele em todos os centros de lavagem cerebral nas proximidades e finalmente o encontrou em Yangyuan.

Em 27 de janeiro, de 2014, o Minghui relatou a detenção e prisão de Liu Haibo no Centro Yangyuan. O sr. Liu havia distribuído um software capaz de romper o bloqueio da internet e da censura imposto de pelo Partido Comunista Chinês à população. Sua família não tem permissão para visitá-lo no centro de lavagem cerebral.

 
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