Reportagem exclusiva: os truques escondidos no sistema de votação da eleição dos EUA – Parte 1

Por Cai Rong

A mídia esquerdista anunciou na manhã de sábado que Biden havia vencido a eleição, sendo que a eleição ainda não foi concluída, em contrapartida, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu manter a eleição em total acordo com a lei.

A respeito de algumas questões estranhas que aconteceram esta semana nas eleições, incluindo a suposta “falha” do software de votação alterando sistematicamente os votos de Trump para os de Biden, o público levantou várias dúvidas sobre o sistema de votação eletrônico: quais as especificações das urnas eletrônicas usadas para contar os votos dos eleitores? O quão confiável elas são? Quais são os fabricantes de urnas eletrônicas de votação nos Estados Unidos? Quem pode manipular as eleições nos EUA?

Houve uma reportagem que atraiu a atenção de muitas pessoas. De acordo com uma reportagem da mídia política online americana, Townhall, a presidente do Partido Republicano de Michigan, Laura Cox, disse que de 88 condados, 47 deles usavam o mesmo tipo de software de tabulação, que funcionou mau e causou erro de contagem de votos. Um dos condados, Antrim, identificou o erro em mais de 6.000 votos, dos quais eram para Trump, mas foram para Biden. Quando esse erro foi identificado, o condado já havia anunciado a vitória de Biden.

Além disso, em dois condados da Geórgia, o sistema do equipamento de votação caiu e ficou fora do ar na manhã de terça-feira e a contagem foi pausada e posteriormente suspensa, o diretor eleitoral dos condados disse que a falha técnica deve ter sido causada pela atualização automática de software na máquina eleitoral na noite anterior à contagem.

Todos os condados usam máquinas de votação fabricadas pela Dominion Voting Systems. Em 2014, a Dominion Voting Systems e a Clinton Foundation formaram uma joint venture no valor de USD$ 2,25 milhões.

Máquina de votação usada para contagem dos votos do estado

A Ballot Pedia, enciclopédia política on-line, sem fins lucrativos e apartidária, que abrange políticas, eleições e políticas públicas federais, estaduais e locais americanas, listou o equipamento de votação e os métodos de tabulação usados ​​pelos estados nas eleições gerais de 3 de novembro de 2020. Pela pesquisa, conseguimos enxergar que a maioria dos estados optou pelo preenchimento do papel da votação à mão e, em seguida, utilizaram leitores ópticos para escanear o resultado. Em alguns estados, são usadas urnas eletrônicas de voto, DRE (Direct Recording Eletronic), às quais possuem a opção de registrar manualmente o resultado dos votos pelos mesários na tela das máquinas.

A urna eletrônica DRE tem causado vários transtornos, pois além do mau funcionamento, indícios de hackers ameaçando a segurança de dados e a impossibilidade de revisão (não há registro do voto original) foram as causas que impediram sua implementação em larga escala.

Portanto, a maioria dos estados permite que você registre seu voto em papel e, em seguida, a máquina de leitura de registro dos votos os escaneia. Esse também é o caso em Nova Iorque.

As vantagens dos scanners ópticos são a contagem rápida e o baixo custo. Porém, afinal de contas, são máquinas que reconhecem o resultado através da imagem do voto, portanto, são suscetíveis a erros sistemáticos e de programação, e são facilmente atacadas por programas maliciosos ou hackers para manipular os resultados de forma que, se não for realizada uma revisão das contagens, os erros não serão fáceis de detectar. Também pode acontecer o mau funcionamento devido a erros de calibração ou danos ao sensor, especialmente em comunidades minoritárias onde máquinas mais velhas são usadas.

Nas últimas eleições gerais, devido a erros nos scanners ópticos, o erro de leitura foi identificado. Por exemplo, na eleição presidencial de 2000, dezenas de milhares de cédulas na Flórida não foram contadas devido a falhas na leitura do voto. Cerca de 31.775 votos de eleitores não foram lidos e consequentemente não foram computados.

Em 3 de novembro, uma “falha de software de tabulação” no condado de Michigan levou a um erro na contagem dos votos, referindo-se aos scanners ópticos.

No entanto, os indícios de fraude não pararam por aqui.

Software “exclusivo” do fabricante possui dados confidenciais

O site National Election Defense Coalition expõe vários artigos sobre os riscos dos sistemas de votação eletrônica. Entre eles, o artigo “Por que o sistema de votação dos EUA é vulnerável à manipulação indetectável e a ataques cibernéticos” aponta que a menos que a votação seja contada de forma precisa e transparente o direito de voto não é usufruído da forma correta. O software “exclusivo” dessas empresas não é restringido por inspeções baseadas na lei, e mesmo os mesários do Bureau Eleitoral não conseguem encontrar nenhuma saída para esta situação constrangedora.

O artigo disse que os especialistas em segurança eleitoral já mostraram repetidamente evidências de que o resultado do atual teste de verificação e inspeção (incluindo testes de “lógica e precisão”) não podem ser confiados pois não são independentes a fim de garantir a segurança do sistema de votação. Como por exemplo: o teste de “lógica e precisão” não detecta problemas como invasão de programas maliciosos no scanner.

Nos anos 2018 e 2019, na maior convenção mundial de Hacker, DefCon, na sessão de Voting Machine Hacking Village, os hackers conseguiram hackear 4 máquinas diferentes de votação eletrônica em menos de 30 minutos, e os hackers apontaram que as urnas eletrônicas são mais fáceis de burlar do que roteadores Wi-Fi ou smartphones. Até crianças podem acessar uma urna eletrônica em apenas dois minutos usando uma caneta esferográfica para abrir a fechadura.

A Coalizão de Defesa Eleitoral Nacional lista os problemas comuns das urnas eletrônicas: aumentar ou diminuir com manuseio o número de votos para o candidato específico; alterar as votação dos eleitores pelas urnas eletrônicas; contagem incorreta de votos; passar no teste de inspeção no dia anterior à votação mas no dia da votação a máquina apresentar falhas; máquinas fora do ar, etc. Havia também um caso que a máquina queimou e até pegou fogo.

A coalizão apontou que, se os resultados da votação não forem recalculados e revisados, é provável que o resultado das eleições seja distorcido facilmente, pequenos erros ou programas maliciosos não identificados podem fazer com que o candidato errado, vença.

Máquina de votação BMD (Ballot Marking Device) recebe forte críticas

Na eleição deste ano, um quarto dos eleitores com deficiência contou com a ‘boa e velha’ marcação de cédula de votação (BMD), e especialistas de segurança questionam sua confiabilidade. Pessoas com deficiência nos Estados Unidos representam 26% da população total, mais de 61 milhões de pessoas.

A máquina de marcação de cédula é conveniente para a população que possui dificuldades para preencher as cédulas físicas à mão, então podem clicar na tela com toques e após a seleção dos candidatos, podem imprimir o próprio registros de votação e leva-lo com eles. O custo da máquina de preenchimento de cédulas é duas vezes maior que o leitor eletrônico de votos.

Conforme observamos na imagem extraída do Ballot Pedia, muitos estados utilizam máquinas de marcação de cédula, incluindo estados pendulares (um termo estadunidense, utilizado pela mídia, na cobertura política, para se referir a estados de uma república federativa nos quais, durante uma eleição, nenhum partido ou candidato possui maioria absoluta nas intenções de voto). As máquinas de marcação de cédulas mais comumente usadas são produzidas pela Election System and Software Company (ES&S) e Dominion Voting System Company, que providenciam a leitura de códigos de barras.

Mesmo que as máquinas não façam a leitura de código de barras, os eleitores não terão a certeza se seus votos originais serão computados devido à presença de hackers ou erros de sistema. A Universidade de Michigan realizou uma pesquisa e notou que 7% das pessoas tiveram sua votação alterada de um candidato para outro quando a leitura foi realizada pelas máquinas.

Um artigo do Atlanta Gazette (THE ATLANTA JOURNAL-CONSTITUTION) de 2 de maio de 2019, apontou que o estado da Geórgia compraria o sistema eleitoral estadual, que depende da tecnologia touch screen, por 150 milhões de dólares. O departamento de Segurança Interna dos EUA, o time de segurança cibernética e o time de segurança de infraestrutura realizaram em conjunto um estudo comprovando que se as máquinas forem hackeadas e manipuladas, elas podem imprimir a votação original do eleitor, mesmo que tenha registrado a votação para o candidato oposto.

De acordo com essa pesquisa, muitos eleitores não verificam se o resultado impresso condiz com a votação realizada por eles mesmos. E mesmo quando um eleitor encontra a divergência, ele ou ela pode solicitar o preenchimento de uma segunda via para substituição, porém a causa do problema não foi de fato corrigida e eliminada.

Philip B. Stark, estudante da Universidade da Califórnia em Berkeley, escreveu em um artigo de pesquisa de 16 páginas sobre máquinas de marcação de cédulas em 21 de agosto de 2019: Os fornecedores de sistemas eleitorais estão trazendo máquinas de alto custo para o mercado. Mas não fornecem a confiabilidade nos resultados na leitura da votação. Uma vez que um erro é encontrado, “o único remédio é realizar uma nova eleição”.

(a ser continuado)

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