Regime chinês manda fechar empresas norte-coreanas no país

A China deu às empresas norte-coreanas existentes no país o prazo de 120 dias para que fechem as portas. O anúncio foi feito através do Ministério do Comércio do regime chinês, segundo informou o Korea Herald em 28 de setembro. Também irá pôr fim às empresas comuns entre China e Coreia.

Recentemente, o banco central da China também obrigou os bancos a implementar as sanções determinadas pela ONU contra a Coreia do Norte, informou a agência Reuters em 21 de setembro. Os bancos foram notificados para que neguem serviços e encerrem empréstimos existentes de clientes norte-coreanos.

A medida aplica sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, que foram uma resposta aos recentes testes nucleares da Coreia do Norte, ao lançamento de um míssil sobre o Japão e às ameaças de ataque ao território de Guam nos Estados Unidos .

Em 14 de agosto, a China anunciou pela primeira vez que apoiaria as sanções da ONU, bloqueando as importações da Coreia do Norte, incluindo ferro, chumbo e carvão. Também apoiou uma segunda rodada de sanções aprovada em 11 de setembro.

Depois que as sanções foram aprovadas, o ditador da Coreia do Norte Kim Jong-un disparou um míssil balístico de médio alcance sobre o Japão no dia 15 de setembro.

O Secretário de Defesa dos Estados Unidos James Mattis respondeu em 15 de setembro, dizendo que os Estados Unidos apoiam seus aliados, entre eles o Japão e a Coreia do Sul, e que “permanecemos preparados para nos defendermos e aos nossos aliados de qualquer ataque ou provocação, e usar todas as capacidades à nossa disposição contra a ameaça da Coreia do Norte “.

O secretário de Defesa James Mattis (à esquerda) e o general Joseph Dunford, presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, conversam com a imprensa sobre a situação na Coreia do Norte na Casa Branca, em Washington D.C., em 3 de setembro de 2017 (Nicholas Kamm/AFP/Getty Images)
O secretário de Defesa James Mattis (à esquerda) e o general Joseph Dunford, presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, conversam com a imprensa sobre a situação na Coreia do Norte na Casa Branca, em Washington D.C., em 3 de setembro de 2017 (Nicholas Kamm/AFP/Getty Images)

Pouco tempo depois, Donald Trump falou com o presidente da Corwia do Sul, Moon Jae-in. Trump disse no Twitter em 17 de setembro que “eu perguntei como vai o Homem Foguete. Longas filas estão se formando para comprar gasolina na Coreia do Norte. Que pena!”

No dia seguinte, em 18 de setembro, Trump falou com o presidente chinês Xi Jinping sobre o apoio da China às sanções. Um comunicado da Casa Branca declarou: “Ambos os líderes se comprometeram a aumentar a pressão sobre a Coreia do Norte através da aplicação vigorosa das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

Embaixadores da ONU votam durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova York em 11 de setembro de 2017 (Stephanie Keith/Reuters)
Embaixadores da ONU votam durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova York em 11 de setembro de 2017 (Stephanie Keith/Reuters)

Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul propuseram cortar o fornecimento de petróleo à Coreia do Norte, um ato que segundo o jornal financeiro japonês Nikkei Asian Review disse em 30 de agosto, “atacaria o ponto vital dos programas de armas de Pyongyang “.

No entanto, a proibição do fornecimento de petróleo não foi incluída nas sanções. O regime chinês fornece cerca de 90% do petróleo bruto documentado da Coreia do Norte.

No passado, o Partido Comunista Chinês PCCh era o mais forte defensor da Coreia do Norte e (forneceu tecnologia) e equipamentos para seus programas nucleares. No entanto, as relações entre os dois estados comunistas mudaram nos últimos anos.

O ex-líder do Partido Comunista Chinês, Jiang Zemin, promoveu relações entre a China e a Coreia do Norte, e essas relações foram mantidas por sua facção política na China, desafiando a atual liderança chinesa.

Enquanto isso, Xi mantém relações relativamente frias com a Coreia do Norte e afirma que irá cooperar com os Estados Unidos e as Nações Unidas para começar a desmantelar os sistemas de apoio da China ao regime comunista coreano, que foram construídos por Jiang.

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