Publicado em - Atualizado em 02/10/2017 às 19:38

Regime chinês manda fechar empresas norte-coreanas no país

Ditador norte-coreano Kim Jong-un visita o Comando da Força Estratégica do Exército Popular da Coreia (EPC) em local desconhecido na Coreia do Norte, nesta foto sem data publicada pela Korean Central News Agency da Coreia do Norte em 15 de agosto de 2017 (KCNA/através da Reuters)

Ditador norte-coreano Kim Jong-un visita o Comando da Força Estratégica do Exército Popular da Coreia (EPC) em local desconhecido na Coreia do Norte, nesta foto sem data publicada pela Korean Central News Agency da Coreia do Norte em 15 de agosto de 2017 (KCNA/através da Reuters)

A China deu às empresas norte-coreanas existentes no país o prazo de 120 dias para que fechem as portas. O anúncio foi feito através do Ministério do Comércio do regime chinês, segundo informou o Korea Herald em 28 de setembro. Também irá pôr fim às empresas comuns entre China e Coreia.

Recentemente, o banco central da China também obrigou os bancos a implementar as sanções determinadas pela ONU contra a Coreia do Norte, informou a agência Reuters em 21 de setembro. Os bancos foram notificados para que neguem serviços e encerrem empréstimos existentes de clientes norte-coreanos.

A medida aplica sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, que foram uma resposta aos recentes testes nucleares da Coreia do Norte, ao lançamento de um míssil sobre o Japão e às ameaças de ataque ao território de Guam nos Estados Unidos .

Em 14 de agosto, a China anunciou pela primeira vez que apoiaria as sanções da ONU, bloqueando as importações da Coreia do Norte, incluindo ferro, chumbo e carvão. Também apoiou uma segunda rodada de sanções aprovada em 11 de setembro.

Depois que as sanções foram aprovadas, o ditador da Coreia do Norte Kim Jong-un disparou um míssil balístico de médio alcance sobre o Japão no dia 15 de setembro.

O Secretário de Defesa dos Estados Unidos James Mattis respondeu em 15 de setembro, dizendo que os Estados Unidos apoiam seus aliados, entre eles o Japão e a Coreia do Sul, e que “permanecemos preparados para nos defendermos e aos nossos aliados de qualquer ataque ou provocação, e usar todas as capacidades à nossa disposição contra a ameaça da Coreia do Norte “.

O secretário de Defesa James Mattis (à esquerda) e o general Joseph Dunford, presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, conversam com a imprensa sobre a situação na Coreia do Norte na Casa Branca, em Washington D.C., em 3 de setembro de 2017 (Nicholas Kamm/AFP/Getty Images)

O secretário de Defesa James Mattis (à esquerda) e o general Joseph Dunford, presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, conversam com a imprensa sobre a situação na Coreia do Norte na Casa Branca, em Washington D.C., em 3 de setembro de 2017 (Nicholas Kamm/AFP/Getty Images)

Pouco tempo depois, Donald Trump falou com o presidente da Corwia do Sul, Moon Jae-in. Trump disse no Twitter em 17 de setembro que “eu perguntei como vai o Homem Foguete. Longas filas estão se formando para comprar gasolina na Coreia do Norte. Que pena!”

No dia seguinte, em 18 de setembro, Trump falou com o presidente chinês Xi Jinping sobre o apoio da China às sanções. Um comunicado da Casa Branca declarou: “Ambos os líderes se comprometeram a aumentar a pressão sobre a Coreia do Norte através da aplicação vigorosa das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

Embaixadores da ONU votam durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova York em 11 de setembro de 2017 (Stephanie Keith/Reuters)

Embaixadores da ONU votam durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova York em 11 de setembro de 2017 (Stephanie Keith/Reuters)

Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul propuseram cortar o fornecimento de petróleo à Coreia do Norte, um ato que segundo o jornal financeiro japonês Nikkei Asian Review disse em 30 de agosto, “atacaria o ponto vital dos programas de armas de Pyongyang “.

No entanto, a proibição do fornecimento de petróleo não foi incluída nas sanções. O regime chinês fornece cerca de 90% do petróleo bruto documentado da Coreia do Norte.

No passado, o Partido Comunista Chinês PCCh era o mais forte defensor da Coreia do Norte e (forneceu tecnologia) e equipamentos para seus programas nucleares. No entanto, as relações entre os dois estados comunistas mudaram nos últimos anos.

O ex-líder do Partido Comunista Chinês, Jiang Zemin, promoveu relações entre a China e a Coreia do Norte, e essas relações foram mantidas por sua facção política na China, desafiando a atual liderança chinesa.

Enquanto isso, Xi mantém relações relativamente frias com a Coreia do Norte e afirma que irá cooperar com os Estados Unidos e as Nações Unidas para começar a desmantelar os sistemas de apoio da China ao regime comunista coreano, que foram construídos por Jiang.

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