Ranking aponta níveis de corrupção em escala mundial

Servidores públicos protestam contra as medidas de austeridade e demissões previstas para o setor em Atenas, na Grécia (Angelos Tzortzinis / AFP / Getty Images)

A comunista Coreia do Norte, a Somália sem lei e o devastado Afeganistão são considerados os países mais corruptos do mundo, diz um novo relatório global sobre a percepção da corrupção. Países como a Grécia e o Egito também são considerados problemáticos, de acordo com as mais recentes avaliações do grupo Transparência Internacional.

O novo ranking não trouxe muita surpresa, exceto pelo fato de que os vários países que passaram pela turbulenta “Primavera Árabe” foram percebidos como mais corruptos do que já eram antes. O Egito, palco de inúmeros protestos e revoltas que acarretaram a derrubada do presidente Hosni Mubarak, que governou o país por décadas e, atualmente, é dirigido pelo presidente Mohamed Morsi, escorregou na tabela do 112 º para o 118º.

O ranking de corrupção da Transparência Internacional é baseado na percepção da corrupção do setor público e não na quantidade de casos de corrupção que ocorrem no país. No entanto, o relatório sublinha que a corrupção continua a ser um problema persistente e difundido em todo o mundo.

“A corrupção destrói vidas e comunidades,  prejudica países e instituições. Ela provoca a ira popular que gera ainda mais instabilidade social e exacerba os conflitos violentos “, diz um comunicado da Transparência Internacional.

“A corrupção é traduzida como sofrimento humano, com famílias pobres sendo extorquidas para terem acesso a cuidados médicos ou para conseguir água potável”, diz o comunicado. Cerca de dois terços dos 176 países classificados marcaram 50 ou muito menos que 100 pontos, o que indica altos níveis de corrupção no mundo.

“Um crescente grito anti-corrupção forçou vários governantes a resignarem de seus cargos no ano passado, entretanto após a poeira baixar ficou evidente que os níveis de suborno, abusos de poder e negociações indevidas ainda são muito altos em muitos países”, disse a Transparência Internacional em um comunicado.

Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia foram os países onde os seus cidadãos percebem menos corrupção e, portanto, foram classificados em primeiro lugar, marcando 90 pontos cada. Austrália, Suécia, Noruega, Canadá e Suíça também ocuparam uma alta posição. Os Estados Unidos ficaram em 19º, marcando 73 pontos.

Com uma pontuação de 36, a Grécia ficou em último lugar na Europa ocupando a antiga posição da Bulgária do relatório anterior. A Grécia está recebendo uma série de empréstimos da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional para tentar estabilizar o país. A Itália e a Romênia também tiveram uma pontuação relativamente baixa, marcando 42 e 44 pontos, respectivamente.

Na América Latina, a Venezuela ficou em último lugar, com uma pontuação de apenas 19, enquanto Uruguai e Chile marcaram 72 pontos, os melhores da região. O Brasil ocupa a 69º posição, enquanto a Argentina está em 102º e o México em 105º lugar. A China e a Índia, os dois países mais populosos do mundo, ficaram em 80º e 94º lugar, respectivamente.

A Transparência Internacional disse que as prioridades no combate à corrupção incluem medidas para melhorar o lobby, o financiamento político e trazer mais transparência com o gasto público e processos de contratação.

“As principais economias do mundo devem dar o exemplo, certificando-se de que suas instituições são totalmente transparentes e que os seus líderes sejam responsabilizados por seus atos”, disse Cobus de Swardt, diretor-executivo da Transparência Internacional, em um comunicado.

Faça o download do relatório aqui.

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