Quase 240 mil foram deslocados por conflitos internos após golpe em Mianmar

Por Agência EFE

Cerca de 240 mil pessoas foram deslocadas de suas casas em Mianmar como resultado de conflitos internos após o golpe de Estado militar de 1º de fevereiro, informou um escritório das Nações Unidas neste sábado.

A deterioração da situação de segurança nas regiões de Sagaing e Magway, no oeste do país, só em setembro, devido aos confrontos armados entre o exército e as milícias civis pró-democracia, resultou em cerca de 75 mil pessoas deslocadas, disse o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) em um relatório.

Em meados de setembro, os militares invadiram uma área sob o controle da oposição, matando vários civis e destruindo casas e propriedades, além de causar a fuga de milhares de pessoas.

“As restrições de acesso (em zonas de conflito) continuam sendo um desafio para a entrega de ajuda aos mais necessitados”, declarou a agência. “É difícil determinar o impacto humanitário total na ausência de licenças para visitar a região”, acrescentou.

Nove meses depois da revolta, a junta militar que tomou o poder e terminou uma década de democracia incipiente ainda não está no controle de todo o país.

A milícia Força para a Defesa Popular, criada pelo governo democrático autodenominado de Mianmar para lutar contra os militares, intensificou os ataques contra os militares desde que declarou uma “guerra defensiva”, no mês passado.

Além disso, vários grupos rebeldes armados ligados às diversas minorias étnicas que compõem o país intensificaram sua pressão contra os Tatmadaw – como são conhecidas as forças armadas birmanesas.

A rejeição popular do golpe militar também foi demonstrada por protestos em todo o país e por um movimento de desobediência civil que conseguiu deter parte da administração e do setor privado.

Pelo menos 1.147 pessoas morreram como resultado da repressão brutal da polícia e dos soldados desde o golpe. As forças de segurança atiraram para matar manifestantes pacíficos, de acordo com a Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos, que também estima que mais de 7 mil membros da oposição foram detidos.

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