Quarentena é decretada em Fernando de Noronha diante do vírus do PCC

Arquipélago possui 24 casos confirmados de COVID-19, nenhum deles grave

Por Agência EFE

O governo do estado de Pernambuco, nordeste do Brasil, que administra territorialmente o arquipélago de Fernando de Noronha, o mais importante e turístico do Brasil, decretou nesta quinta-feira a quarentena obrigatória nas 21 ilhas como medida de combate ao coronavírus SARS-CoV-2, causando da doença do vírus do PCC (Partido Comunista Chinês), comumente conhecido como novo coronavírus.

Entre 20 e 30 de abril, de acordo com a disposição das autoridades regionais, os pouco mais de 3.500 moradores do arquipélago só poderão deixar suas residências para estocar alimentos e mantimentos, comprar remédios e receber atendimento médico, conforme decreto regional.

O arquipélago, localizado no Atlântico e a 360 quilômetros da costa brasileira, possui 24 casos confirmados de COVID-19, nenhum deles grave, e todos os pacientes estão sendo tratados em isolamento domiciliar.

“Fernando de Noronha exige atenção especial devido à dificuldade de acesso e à limitação dos recursos de saúde existentes no local. Estamos com o Ministério da Saúde enviando uma equipe com seis profissionais de saúde para um estudo epidemiológico “, afirmou o secretário regional de Saúde, André Longo.

Em 5 de abril, Pernambuco suspendeu a entrada de turistas nas 21 ilhas e, desde 21 de março, restringiu os vôos comerciais, autorizando apenas os necessários para abastecer o arquipélago e, assim, evitar o colapso do sistema de saúde em caso de propagação maior da COVID-19.

A partida e entrada justificadas de residentes e funcionários que trabalham nas ilhas continuaram sendo permitidas em vôos semanais para suprir o arquipélago com provisões, que desde 2013 proibiam a chegada de navios de cruzeiro.

Antes da pandemia, o governo federal considerava revogar essa medida e reviver o tráfego de navios de cruzeiro de até 600 passageiros nas ilhas.

O estado de Pernambuco, cuja capital Recife e outras cidades adotaram medidas para restringir o movimento da população, como o fechamento do comércio, totaliza 160 das mortes de 1924 e 1.683 dos 30425 casos confirmados em todo o país, segundo dados reportados nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde.

 
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