‘Projeto Veritas’ intima Estadão por cometer calúnia e difamação

Por Brehnno Galgane – Terça Livre

O veículo de notícias Estadão, na última quinta-feira (10/09), publicou uma matéria difamatória, acusando o jornalista americano Ryan Hartwig de manipular notícias. Após a matéria escrita pelo jornalista Felipe Frazão, Hartwig, autor do Projeto Veritas, exigiu esclarecimento e retratação das falsas acusações feitas.

Na matéria, em tom depreciativo, Frazão fala sobre a vinda de Hartwig ao Brasil e comenta que ele faz parte da iniciativa ‘Projeto Veritas’, afirmando, com efeito, que “busca desacreditar jornalistas, empresas de comunicação e gigantes da Big Tech”.

A matéria do Estadão alega, também, que a organização “tem como principal método, segundo especialistas, criar situações para filmar e depois editar seletivamente conversas informais com jornalistas e executivos sobre política e suas empresas”.

Contudo, Hartwig, questionando a matéria escrita por Frazão, esclarece que, “ao escrever esta declaração, você disse aos seus leitores que eles deveriam acreditar nisso como se fosse verdade, como uma questão factual. O que é fato, no entanto, por uma questão de lei, é que você e o Estadão cometeram difamação ao atacar de forma inadequada, e deliberada, e descaracterizar a organização ‘Projeto Veritas’”

Acrescentou, ainda, na nota que Frazão poderia “considerar isso uma exigência formal de uma retratação imediata”.

“Mesmo no Brasil, a grande mídia continua espalhando mentiras sobre mim”, escreveu Hartwig em seu Twitter.

Hartwig elucidou, também, que “o ‘Projeto Veritas’ é favorável à verdade, que é o que ‘Veritas’ significa. Nós perseguimos e expomos a verdade, aonde quer que ela nos leve. Não somos a favor de nenhuma ideologia particular nem editamos seletivamente nossos vídeos”.

Na nota, Hartwig também questiona quem são os supostos “especialistas”, desafiando, inclusive, Frazão a comprovar as acusações.

Hartwig lembrou, ainda, a Frazão de que se ele tivesse se importado em escrever um artigo puramente baseado em fatos, você teria resistido ao desejo de atacar uma fonte que expõe irregularidades.”

“O Projeto Veritas não está apenas invicto em litígios, incluindo alegações de difamação em tribunais federais, mas também garantiu retratações de mais de 300 outros escritores que cometeram o mesmo erro que você [Frazão]”, completou Hartwig.

Seus colegas americanos no Washington Post, Daily Mail e Business Insider também escolheram mal. Só no último mês, os escritores de cada um desses veículos escreveram as mesmas palavras que você, provavelmente informando como os seus ‘especialistas’”, disse Hartwig. Aliás, “cada um deles fizeram reparações, em um esforço para evitar serem processados por difamação.”

“Trabalhei muito para chegar onde estou e, acredite, minha visita ao Brasil não foi de forma alguma um período de férias. 17 reuniões em 7 dias. Paguei uma grande parte da minha viagem com meus fundos pessoais, colocando grande parte no meu cartão de crédito”, comentou Ryan Hartwig em seu Twitter.

Em comunicado, o ‘Projeto Veritas’ diz que a decisão de garantir a sua retratação não renuncia, conforme evidenciado por esta carta, nossa reputação e histórico de sucesso sem mácula. Esteja ciente de que seu esforço para difamar o caráter do Projeto Veritas com tal arrogância, deliberada e imprudente, escrever e publicar, sob a crença de que fazer isso não tem consequências, é um erro.”

No Twitter, Hartwig  também observou que a mídia no Brasil é “tão desonesta quanto a dos Estados Unidos”. E acrescentou, ainda: “voltarei ao Brasil para depor no Congresso Nacional sobre censura”.

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