Professora ensina prática ancestral chinesa a seus alunos e eles desenvolvem comportamentos admiráveis

Por Sarah Le

A professora de uma escola estadual em Montevidéu, capital do Uruguai, decidiu experimentar uma prática de meditação em sua escola, onde muitas crianças vivem em meio à violência e à pobreza. Muitas pessoas ficaram surpresas com os resultados.

Yennyfer Quartino ensina crianças entre 11 e 14 anos de idade em uma sala de sexta série. Durante anos, os alunos tiveram sérios problemas com comportamento violento, fadiga e falta de concentração, o que vinha dificultando o progresso em seus estudos.

“O dia na escola é longo”, disse ela ao site Minghui.org.

“Muitos alunos viviam cansados, não tinham energia e não podiam se concentrar nas atividades das aulas”

Em 2016, Yennyfer aprendeu o Falun Dafa (também chamado de Falun Gong), uma disciplina espiritual que valoriza o caráter moral e ensina práticas milenares chinesas. O Falun Dafa ensina os princípios “Verdade, Compaixão e Tolerância”, assim como cinco exercícios de energia vital e meditação, para melhorar o corpo e a mente. Este sistema, originalmente da China, é atualmente praticado em mais de 100 países.

(Foto cortesia Minghui)
(Foto cortesia Minghui)

Yennyfer é responsável pelo mesmo grupo de alunos desde a quinta série. Ela já havia experimentado várias disciplinas e atividades cinestésicas com seus alunos anteriormente e começou a notar algumas melhoras.

“Este ano decidimos tentar algo diferente, que é o Falun Dafa, e os resultados foram maravilhosos”, disse Yennyfer.

Seus alunos começaram a fazer os exercícios todos os dias no pátio da escola depois do almoço, pouco antes das aulas da tarde. Depois de algumas semanas, outros alunos quiseram participar. Agora quase toda a escola faz os exercícios diariamente no pátio.

“Essas crianças tinham sérios problemas de concentração e eram agressivas na sala de aula. As mudanças que eles têm mostrado são comovedoras”, disse o inspetor da escola.

Outras pessoas também notaram os efeitos nas crianças.

“Eles se beneficiam não apenas fisicamente, mas espiritualmente. Eles respiram e relaxam e chegam à sala de aula focados e com uma boa atitude”, afirmou a diretora.

(Foto cortesia Minghui)
(Foto cortesia Minghui)

As próprias crianças também notaram a diferença.

“Eu me sinto relaxada. Eu gosto, e depois quando vamos para a sala de aula, eu sinto que todo o estresse que eu tinha antes de praticar o Falun Dafa se foi”, disse Josefina, uma aluna do sexto ano, que é especialmente apreciadora da prática do Falun Dafa.

“Eu me sinto mais relaxada e livre”, disse uma garota da terceira série.
“Sinto muita energia”, disse um outro aluno da quarta série.

Duas garotas do terceiro ano, Nicole e Belén, disseram em uníssono que a prática lhes dá “Força!”.

A professora Yennyfer também elaborou um projeto para sua turma, que se concentra em direitos humanos, como parte do projeto geral da escola para estabelecer uma cultura de paz.

As crianças aprendem sobre os diferentes conflitos militares e abusos dos direitos humanos que ocorreram e continuam a ocorrer em todo o mundo, e trabalham juntas para fornecerem algumas ideias para a solução pacífica desses conflitos.

Um caso que estudam é a perseguição ao Falun Dafa na China, que começou em 1999.

“A paz na sociedade não pode existir onde há violência, e o lugar para começar uma transformação está dentro de nós”, escreveu Yennyfer para o projeto.

Os praticantes do Falun Gong participam de um desfile e seguram coroas com fotos de praticantes que foram mortos na China por suas crenças. (Benjamin Chasteen / The Epoch Times)
Os praticantes do Falun Gong participam de um desfile e seguram coroas com fotos de praticantes que foram mortos na China por suas crenças. (Benjamin Chasteen / The Epoch Times)

O objetivo do programa é desenvolver uma coexistência pacífica “onde o respeito, a comunicação, a escuta e o tratamento justo possam ser alcançados”.

Os alunos dizem que agora resolvem conflitos falando e discutindo, porque “eles se entendem melhor e ninguém se machuca mais”.

“Antes todos tinham um temperamento ruim, mas agora estamos mais tranquilos”, disse Joaquín, aluno do sexto ano.
“Se ele se comportar mal, devo tolerá-lo”, disse Leandro, outro estudante.

A nova abordagem ajudou os alunos a aprenderem e se desenvolverem, e abriu uma porta para as crianças experimentarem a paz, o autocontrole e a confiança.

Nota do Editor:

Falun Dafa (também conhecido como Falun Gong) é um sistema de auto-cultivo para o aprimoramento pessoal, baseada nos princípios universais “verdade, compaixão e tolerância”. Foi apresentado ao público pelo Sr. Li Hongzhi, em 1992 na China. Atualmente, é praticado por mais de 100 milhões de pessoas, em 114 países. Mas, este sistema pacífico de meditação está sendo brutalmente perseguido na China, desde 1999. Para mais informações, visite: www.falundafa.org,  www.faluninfo.org, pt.minghui.org

 
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