Primeiro Ministro do Japão indica Trump para o Prêmio Nobel da Paz

Quando Trump falou sobre o avanço com a Coreia do Norte durante um comício em Michigan no ano passado, em 28 de abril, a multidão começou a gritar: "Nobel, Nobel, Nobel"

Por Ivan Pentchoukov, Epoch Times

Antes de seu segundo encontro com Kim Jong-un, líder do regime comunista da Coreia do Norte, o presidente Donald Trump disse em 15 de fevereiro que o líder do Japão o indicou para o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho, ao abrir um diálogo com o país isolado.

O primeiro-ministro Shinzo Abe “me deu a mais bela cópia de uma carta que ele enviou para as pessoas, entregando-me algo chamado Prêmio Nobel”, disse Trump a repórteres no Rose Garden quando perguntado sobre sua próxima reunião com Kim no final deste mês no Vietnã.

“Ele disse: ‘Eu o nomeei respeitosamente em nome do Japão. Peço que você receba o Prêmio Nobel da Paz'”.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que também considera Trump como responsável pelo início das negociações com a Coreia do Norte, também o apoia para o Prêmio Nobel da Paz.

Trump disse que as primeiras trocas com Kim estavam cheias de “fogo e fúria”, mas desde a sua primeira reunião no ano passado em Singapura, os dois estabeleceram um bom relacionamento. Ele disse que Abe o indicou porque temia que a Coreia do Norte realizasse testes de mísseis sobre o Japão.

(Mandel Ngan/AFP/Getty Images)
(Mandel Ngan/AFP/Getty Images)

A Associated Press não pôde confirmar a indicação imediatamente. A Embaixada do Japão em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Em 2009, o presidente Barack Obama recebeu o Prêmio Nobel da Paz por estabelecer o compromisso dos Estados Unidos de “buscar a paz e a segurança em um mundo sem armas nucleares”.

“Provavelmente nunca vou conseguir isso, mas tudo bem”, disse Trump. “Eles deram o prêmio a Obama. Ele nem sabe por que ele recebeu.”

Congressistas nomeiam Trump para o Prêmio Nobel da Paz de 2019

Um grupo de 18 parlamentares da Câmara dos Deputados assinou uma carta nomeando formalmente o presidente Donald Trump para o Prêmio Nobel da Paz de 2019, por seus esforços em levar a paz à Península Coreana em 1º de maio de 2018.

“Desde que assumiu o cargo, o presidente Trump tem trabalhado incansavelmente para exercer pressão máxima sobre a Coreia do Norte, a fim de acabar com seus programas de armas ilícitas e alcançar a paz na região”, diz a carta escrita pelo deputado Luke Messer e assinada por 17 membros da Câmara dos Deputados do Partido Republicano.

A indicação formal veio depois de uma declaração do presidente sul-coreano Moon Jae-in na qual ele disse que “Trump deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz”. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kang Kyung-wha, atribuíram a Trump o mérito desse avanço.

“Sua administração conseguiu unir a comunidade internacional, incluindo a China, para impor um dos sistemas de sanções internacionais mais bem-sucedidos da história”, diz a carta. “As sanções dizimaram a economia norte-coreana e são amplamente consideradas responsáveis por trazerem a Coreia do Norte para a mesa de negociações.”

(Drew Angerer/Getty Images)
(Drew Angerer/Getty Images)

Messer apresentou a ideia de nomear Trump para o prêmio em março de 2018.

“A única razão pela qual o ditador norte-coreano sentou-se à mesa para conversar é porque o presidente Trump o encarou firmemente e mostrou a ele que temos um líder nos Estados Unidos que é sério e que mudou a dinâmica de uma forma significativa”, disse Messer à rede de notícias Fox News. “É por isso que eu acho que deveria ser considerado para o Prêmio Nobel da Paz.”

Quando Trump falou sobre o avanço com a Coreia do Norte durante um comício em Michigan no ano passado, em 28 de abril, a multidão começou a gritar: “Nobel, Nobel, Nobel”.

Trump enfrentou a ameaça da Coreia do Norte no início de sua presidência, enquanto ao mesmo tempo enfrentava uma série de grandes crises internas e externas. O ditador do regime comunista, Kim Jong-un, testou vários mísseis supostamente capazes de chegar aos Estados Unidos e detonou o que Pyongyang afirma ter sido uma bomba de hidrogênio.

Trump respondeu com fortes ameaças de ação militar e uma correspondente realocação de armas de fogo na península coreana. Ao mesmo tempo, liderou um regime de sanções sem precedentes e forjou alianças com atores-chave na região.

 
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