Presídio de Heilongjiang é notório por torturar praticantes do Falun Gong

O Presídio Feminino de Heilongjiang, localizado na cidade de Harbin, é uma das prisões mais famosas da China por suas torturas. Dentro de suas paredes o regime chinês persegue praticantes do Falun Gong em seu esforço para forçá-los a renunciar à sua crença. A ala nº 11 tornou-se conhecida como a área onde as praticantes são torturadas.

Os principais autores das atrocidades cometidas contra as praticantes do Falun Gong são a chefe de divisão Wang Xiaoli (王晓丽) e a vice-chefe de divisão Ge Xuehong (戈雪红). As duas ordenaram prisioneiras criminais para torturar as praticantes e designaram outras presidiárias para monitorar as praticantes.

Caso as praticantes protestassem contra a detenção ilegal e se recusassem a cumprir com as exigências dos guardas, as prisioneiras são forçadas a assumir a carga de trabalho das praticantes além da sua própria carga de trabalho pesada. Isso cria ódio contra as praticantes e, muitas vezes, intensifica o abuso contra elas.

A prisão envia as praticantes para dois grupos: o “grupo de ataque”, cuja líder é a prisioneira criminosa Wang Keke (王可可) ou o “grupo de reforço”, que é composto por sessões de lavagem cerebral. O grupo de ataque inclui as presidiárias mais cruéis na prisão. Qualquer praticante que protesta contra a perseguição ao recusar trabalho é levada para o grupo de ataque, onde enfrenta tortura cada vez mais brutal.

‘Banquinho’ da tortura

Praticantes levadas à ala nº 11 são submetidas à tortura do “banquinho”. Essa tortura exige que a vítima sente-se por longas horas num banquinho, com os joelhos dobrados, mãos sobre os joelhos e os pés juntos e com os olhos abertos a todo momento.

A praticante sra. Wang Jianhui (王建辉), uma ex-funcionária do Hospital Geral da Área Petrolífera de Daqing, estava cumprindo uma pena de seis anos por praticar o Falun Gong na época que Wang Xiaoli era chefe de divisão da ala nº 11.

Wang Xiaoli forçou a praticante a se sentar sobre o “banquinho” das 5 da manhã às 21 horas todos os dias. Essa tortura resultou em feridas purulentas e, eventualmente, a sra. Wang se recusou a sentar-se por mais tempo no banco, mesmo sendo espancada.

Tortura no chão da cela

O chão da cela é outro método de tortura empregado na ala nº 11. A vítima é mantida numa cela solitária, com mãos e pés acorrentados a um anel no chão.

Por se recusar a sentar-se sobre o “banquinho”, Ge Xuehong transferiu a sra. Wang Jianhui para uma cela solitária, onde suas mãos e pés foram acorrentados a um anel no chão. Ela ficou confinada nesta posição dolorosa durante 15 dias consecutivos. Ela tinha que comer, dormir e se aliviar enquanto acorrentada no anel.

Espancamentos viciosos

Quando os outros dois métodos de tortura não podiam fazer uma praticante cumprir as exigências dos guardas, eles recorriam a espancamentos viciosos.

A sra. Wang Jianhui continuou a resistir às exigências dos guardas, recusando-se a se sentar num banquinho, a responder a chamada para atividades e a realizar trabalhos forçados.

Wang Xiaoli e Ge Xuehong requisitaram a cinco detentas, incluindo Wang Keke para chutar as pernas da sra. Wang até que caísse no chão. Os espancamentos ocorreram diariamente de 9 julho a 9 de setembro de 2014. Quando estes espancamentos não foram suficientes para derrotá-la, as detentas arrastaram a sra. Wang Jianhui para uma área sem uma câmera onde elas chutaram seus peitos e virilha e puxaram seu cabelo. Elas enfiaram um pano sujo na sua boca e envolveram fita adesiva em volta da cabeça para impedi-la de gritar durante os espancamentos.

Apesar da tortura e abuso, a sra. Wang manteve-se firme na sua crença.

 
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