Presidente da Federação Espanhola de Futebol é preso por corrupção

O presidente da Federação Espanhola de Futebol e vice-presidente da Fifa, Ángel María Villar, 67 anos, foi preso nesta terça-feira (18) pelos crimes de apropriação indevida de dinheiro e uso de documentos falsificados na organização de partidas internacionais durante sua gestão. A operação também efetuou buscas em vários escritórios em Madri como parte de uma investigação contra a corrupção, notificou a polícia.

Juntamente com Villar, seu filho, conhecido como Gorka Villar, e vários outros membros da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), foram igualmente detidos, suspeitos de conspiração, fraude e pagamentos indevidos, e uma ação de busca de provas está sendo realizada na sede da Federação. No mínimo 10 pessoas já se encontram presas pela polícia no âmbito de uma operação anticorrupção, conforme informou a mídia espanhola.

Villar, ex-jogador do Athletic Bilbao, Villar foi multado em 26 mil dólares em 2016 pelo Comitê de Ética da Fifa porque se recusou a cooperar com uma investigação sobre a disputa para sediar as Copas do Mundo de 2018 e 2022, que causou uma grave crise na história do órgão mundial de futebol. Villar também é vice-presidente da Uefa e disputou a presidência do órgão no ano passado para ficar no lugar do francês Michel Platini, antes de desistir após ser chamado para se reeleger na RFEF. Villar é o líder do futebol espanhol desde 1988. Foi reeleito em maio para o seu oitavo mandato e atualmente participa do Comitê Executivo da Fifa. Ele também é o presidente em exercício da Uefa.

De acordo com as primeiras informações, a ação policial de hoje foi coordenada pelo juiz anticorrupção da Audiência Nacional de Madri, Santiago Pedraz, após investigações iniciadas no ano passado graças a uma denúncia feita pelo Conselho Superior do Esporte.

O presidente da Federação também responde a outro processo sobre o uso não justificado de um subsídio público de 1,2 milhões de euros destinados à projetos esportivos em países da África e da América Central os quais, porém, nunca foram realizados.

A Fifa e a Uefa pronunciaram-se em comunicados separados, dizendo ter ciência do que está sendo dita pela mídia sobre Villar, mas não quiseram fazer comentários adicionais.

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