Poupança pode render mais que fundos com Selic de volta a um dígito

Após o retorno da taxa básica de juros à casa de um dígito com a redução da Selic para 9,25% ontem pelo Copom, a caderneta de poupança pode voltar a render mais que os fundos de renda fixa, principalmente em aplicações menores e de curto prazo, devido às taxas de administração praticadas pelos fundos.

Sem taxa de administração, a poupança não sofre tributação de Imposto de Renda e ainda tem o rendimento garantido por lei (taxa referencial mais 6,17% ao ano). A tributação do IR nos fundos é maior quanto menor o prazo de resgate.

Como a Selic ainda está acima de 8,5% ao ano, ambas as poupanças, antiga e nova, oferecem o mesmo rendimento. Quando a Selic fica abaixo deste patamar, a caderneta passa a pagar 70% da Selic mais a TR.

O ganho mensal da caderneta de poupança é de 0,55%. Já o ganho nos fundos com taxa de administração anual de 0,50% e prazo de resgate de seis meses é de 0,54%, menor que a poupança. Nos casos de fundos com taxa de administração de 1%, o rendimento mensal fica ainda menor, caindo para 0,51% ao mês (seis meses).

Somente em investimentos a partir de seis meses a um ano e com taxa de administração de 0,50% é que o ganho da renda fixa pode ganhar da caderneta: 0,56% ao mês. Para aplicações de seis meses, a poupança fica mais vantajosa, independentemente se a taxa de administração dos fundos seja 0,50% ou 3%.

Para prazo mais longos de resgate (entre um e dois anos), os fundos podem render mais que a poupança apenas com taxa de administração entre 0,5% e 1%.

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