Polícia motorizada chilena atropela três manifestantes durante protesto

A estudante de psicologia da Universidade Arcis, Francisca Sandoval, sofreu graves danos e perda de consciência após ter se chocado contra o meio-fio
Manifestação contra a nova Lei da Pesca, em Santiago, Chile (Cortesia / Ecocéanos)

As organizações ambientais e estudantis que convocaram a manifestação no centro de Santiago no dia 27 de novembro, para protestar contra a nova Lei da Pesca no Chile, denunciaram com um vídeo o atropelamento de três pessoas enquanto corriam pela rua. O vídeo postado nas redes sociais mostra o momento do atropelamento de uma jovem e de outras duas pessoas por um policial motorizado.

A estudante de psicologia da Universidade Arcis, Francisca Sandoval, sofreu graves danos e perda de consciência após ter se chocado contra o meio-fio, relatou a Rádio Infinita. A jovem foi atendida na Clínica Dávila e liberada perto da uma hora da manhã.

De acordo com a rádio, a família Sandoval anunciou que irá à justiça pelo atropelamento. Eles disseram que Francisca estava na esquina da Catedral de Santiago com a rua Bandera filmando a manifestação.

O representante do Instituto de Direitos Humanos da Universidade Arcis, Alihuen Antileo, entregou uma carta à direção geral da polícia solicitando a expulsão do policial que estava dirigindo a moto, informou a agência Terra. Também, foi solicitada a baixa do comandante que encabeçava a patrulha, Mario Ramirez, por defender as ações do policia infrator.

“Solicitamos também a expulsão do Sr. (Mario) Ramirez, comandante da Primeira Divisão de Santiago, porque na versão entregue ontem (terça-feira) e esta manhã (quarta-feira), ele ratifica a versão oficial da polícia, dizendo que é de responsabilidade dos manifestantes o ocorrido”, disse Alihuen Antileo, segundo o Terra.

Os representantes da Universidade Arcis, observam que, neste caso, existe uma clara ocultação da verdade sobre o que realmente aconteceu, comparando-se com as imagens do vídeo. “Neste vídeo você pode ver a covarde e criminosa ação do agente público”, denuncia a organização Ecoceanos.

A manifestação não autorizada pelo governo foi organizada para protestar contra a recente decisão do Senado, que por maioria de votos concedeu renovação automática por mais 20 anos, 92% dos recursos marítimos à 7 empresas privadas e deixou de fora da lei os povos nativos que vivem da pesca ao longo da região costeira do país.

A Lei da Pesca que ainda transita no Senado, continuou com a votação de novas propostas até as últimas horas de ontem (28).

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