PF deflagra Operação contra empresa suspeita de lavagem de dinheiro em contrato com a Petrobras

Por Italo Toni Bianchi, Terça Livre

A Polícia Federal (PF) realizou uma ação, na quinta-feira (30), em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF), visando apurar esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo contratos de 2015, durante a gestão Dilma Rousseff (PT). Os valores dos contratos analisados entre a Petrobras e a Global chegam a R$550 milhões. O nome da operação é Descarte, fazendo referência a uma das empresas investigadas.

Foi verificado que o grupo investigado simulou várias operações comerciais e financeiras inexistentes, com a finalidade de desviar dinheiro de empresas que atuam na área de medicamentos para empresas de fachada. As operações fictícias buscavam gerar dinheiro em espécie, que, por sua vez, era utilizado como propina a agentes políticos como pagamento, em troca de favorecimento na contratação das empresas por estatais.

A participação dos executivos, funcionários e sócios das empresas envolvidas nos ilícitos também está sendo investigada. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e operação de instituição financeira sem autorização.

A Global Gestões em Saúde esteve envolvida na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) por conta de denúncias de irregularidades na compra da Covaxin, vacina indiana que não chegou a ser adquirida pelo Governo Federal. As investigações têm como base delações de 2019 e, no âmbito da CPI, pode envolver interesses do relator, Renan Calheiros (MDB-AL).

A ação envolveu cerca de 50 policiais federais e servidores da Receita Federal, no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão na Grande São Paulo e na cidade de Passos/MG. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo/SP, informou a PF.

O jornalista Allan dos Santos destacou, durante o Boletim da Noite dessa quinta-feira (30), o fato de as matérias que veicularam o assunto na imprensa não tratarem que as investigações remontam o governos anteriores, notadamente o de Michel Temer. Ademais, a forma como o assunto é posto transmite ao leitor a impressão que a CPI da Pandemia está trabalhando pela elucidação de irregularidades no âmbito do atual governo, o que não é verdade.

 

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