Publicado em - Atualizado em 07/09/2017 às 19:29

Petição à Casa Branca pede designação de terrorista para George Soros

George Soros no Instituto para o Novo Pensamento Econômico (INET) em Paris, em 9 de abril de 2015 (Eric Piermont/AFP/Getty Images)

George Soros no Instituto para o Novo Pensamento Econômico (INET) em Paris, em 9 de abril de 2015 (Eric Piermont/AFP/Getty Images)

A petição We the People, à Casa Branca, insta os Estados Unidos a listar o multibilionário George Soros como terrorista e a confiscar os bens de suas organizações e das organizações a ele vinculadas.

Soros tem sido um dos principais financiadores por trás de muitas revoluções em todo o mundo, e também desempenhou um papel de liderança na quebra das moedas de diversos países, incluindo as mais famosas no Reino Unido. Nos Estados Unidos, ajudou a organizar a oposição ao presidente Donald Trump.

De acordo com o site da Casa Branca, “We the People é uma plataforma que empodera o público americano… a falar diretamente com o governo e se tornar um agente de mudança”.

A petição contra George Soros foi iniciada em 20 de agosto por ‘E.B.’ e, até 7 de setembro, tinha mais de 142.843 mil assinaturas, mais que as 100.000 assinaturas necessárias até o dia 19 de setembro para obter uma resposta da Casa Branca.

O abaixo-assinado alega que “George Soros intencionalmente e de forma contínua tentou desestabilizar e de diversas formas cometer atos de agitação contra os Estados Unidos e seus cidadãos”, e afirma que ele aplicou um modelo de táticas terroristas semelhantes aos propostos pelo radical marxista Saul Alinsky.

Continua, afirmando que os programas financiados pela Soros trabalharam para “facilitar o colapso dos sistemas e do governo constitucional dos Estados Unidos, e desenvolveu uma influência insana e indevida sobre todo o Partido Democrata e uma grande parte do Governo Federal dos EUA”.

Solicita ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos que declare Soros, suas organizações e os membros de sua equipe como terroristas; e que aproveite suas riquezas e ativos sob a Lei de Confiscação de Ativos Civis.

Soros já foi descrito como um terrorista antes. Ele é mencionado como um exemplo típico de um ‘terrorista financeiro’ em um documento militar chinês, ‘Guerra irrestrita’, que foi publicado em 1999 por dois então coronéis e tornou-se um documento fundamental dos programas de guerra híbridos assimétricos do regime chinês.

“Acreditamos que, em pouco tempo, a ‘guerra financeira’ será, sem dúvida, uma definição nos vários tipos de dicionários do jargão militar oficial”, afirma o documento, acrescentando que “o principal protagonista nesta seção do livro de história não será um estadista ou um estrategista militar; em vez disso, será George Soros”.

“As características típicas do terrorismo, incluindo transnacional, oculto, sem regras e tremendamente destrutivo, nos deram razão para chamar de terrorismo financeiro”, afirma o documento.

Depois de explicar detalhadamente os métodos de Soros, acrescenta: “A julgar por esse tipo de padrão, quem pode dizer que George Soros não é um terrorista financeiro?”

A afirmação da petição de que Soros visa a “facilitar o colapso dos sistemas e do governo constitucional dos Estados Unidos” ocorre no contexto de sua longa história de movimentos de financiamento para derrubar governos.

Ele ajudou a financiar a ‘Revolução do Bulldozer’, em outubro de 2000, na Sérvia, de acordo com The Los Angeles Times, que publicou em janeiro de 2001 que Soros “desempenhou um papel fundamental na derrubada dramática no ano passado do presidente Slobodan Milosevic” através de sua Rede Soros Foundations.

Em novembro de 2003, o Globe and Mail reportou que a derrubada do presidente georgiano Eduard Shevardnadze “levou a marca de Soros”. O jornal citou Zaza Gachechiladze, editor-chefe do The Georgian Messenger, afirmando: “É amplamente aceita a opinião pública aqui de que o sr. Soros é a pessoa que planejou a derrubada de Shevardnadze”.

Soros também foi um dos principais financiadores da desestabilização da Ucrânia no conflito com a Rússia, de acordo com o Daily Caller.

Ainda, de acordo com a WND, através da Open Society, de Soros, ele também desempenhou um papel nos movimentos da Primavera Árabe, que desestabilizou várias nações árabes. WND informou que a Open Society “financiou a principal voz da oposição na Tunísia, Radio Kalima, que defendeu os tumultos que levaram à expulsão do presidente Zine El Abidine Ben Ali”.

Nos Estados Unidos, o financiamento de Soros está vinculado a muitos grupos anti-Trump, e ele é um forte financiador de candidatos democratas.

Daily Mail informou em janeiro de 2015 que Soros “doou US$ 33 milhões para organizações de “justiça social” que ajudaram a transformar os eventos em Ferguson de um protesto local a um ponto de inflamação nacional”.

Durante as Eleições 2016, Soros financiou os esforços mais alvejando diretamente ao presidente Donald Trump.

A Fox News informou em março de 2016 que George Soros, juntamente com outros doadores, lançou uma campanha de US$ 15 milhões para que os latinos e os imigrantes votassem.

Em novembro de 2014, as Open Society Foundations de Soros forneceram uma doação de US$ 50 milhões ao American Civil Liberties Union (ACLU), que liderou muitos movimentos anti-Trump. A Newsmax informou em março que a ACLU estava lançando treinamentos de resistência a nível nacional, e a NPR também noticou em março que um advogado da ACLU estava “no coração da resistência legal à agenda de Trump”.

Soros também tem um histórico de lançamento de ações para gerar crise financeira em países alvo e, em seguida, lucrar com ela.

Em 1992, ele abateu a libra esterlina, depois de “ter apostado US$ 10 bilhões na queda de seu valor”, de acordo com o livro ‘The Shadow Party’, dos autores mais vendidos do New York Times, David Horowitz e Richard Poe. O Banco da Inglaterra tentou manter a libra esterlina à tona “comprando libras tão rápido quanto Soros pudesse despejá-las”, mas como outros investidores seguiram Soros, o banco finalmente desistiu.

Isto levou a uma crise financeira global e, descreve o livro, “quando acabou, milhões de trabalhadores britânicos se defrontaram com seus recursos diminuídos, enquanto Soros contabilizava seus ganhos”. Ele observa que Soros fez cerca de US$ 2 bilhões com a crise fabricada.

O livro também acrescenta que, em 1993, Soros executou uma tática semelhante que quebrou o marco alemão. Ele fez isso com uma única carta ao Times, de Londres, afirmando: “Espero que o marco caia contra todas as principais moedas”. Isto provocou a venda desesperada.

Soros repetiu isso depois, em julho de 1998, de acordo com ‘The Shadow Party’. Ele disse ao Financial Times, de Londres, “que o governo russo deve desvalorizar o rublo em 15 a 25%”. Isto novamente levou à venda desesperada, o que jogou a Rússia numa depressão financeira.

O livro aborda vários outros casos, incluindo logo após o ataque terrorista ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Numa tentativa de evitar que o ataque causasse uma crise financeira nos Estados Unidos, investidores e grandes empresas se uniram para investir, e o Federal Reserve injetou dinheiro na economia de modo a impedir que os mercados encolhessem.

No entanto, Soros tinha outros planos. Em vez de ajudar a unir o mercado, Soros apostou contra isso. Após os ataques, George Soros declarou, em 19 de setembro de 2001, que “não acho que você possa operar mercados com princípios patrióticos”, de acordo com ‘The Shadow Party’, e para muitos que seguiram Soros, “era tudo o que precisavam saber”.

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