Perseguição à prática de meditação Falun Gong completa 14 anos

Praticantes do Falun Gong se exercitam em Pequim, China, antes de a perseguição à disciplina espiritual começar em 20 de julho de 1999 (Minghui.org)

Ao longo da década de 1990, antes de ser rotulado de ‘Inimigo Público No. 1’ na propaganda estatal chinesa, os praticantes do Falun Gong em toda a China tinham o espírito tranquilo. Eles haviam descoberto a chave para a saúde e encontrado significado para suas vidas e estavam ansiosos por explorar e compartilhar estes horizontes.

Levantar-se pela manhã para fazer seus exercícios de “qigong” – movimentos suaves seguidos de meditação com as pernas cruzadas na posição de lótus – estudar os textos do Falun Gong juntos e então prosseguir com seus afazeres diários.

Elizabeth Zhang, uma praticante do Falun Gong desde 1997, começaria seus exercícios em casa às 3h da manhã, antes de sair para trabalhar às 6h. Nos fins de semana, ela ia ao parque para se reunir com outros praticantes do Falun Gong, mas, em geral, praticava por si mesma.

“Na China, naquela época, você podia ir a qualquer parque ou espaço público e veria pessoas praticando o Falun Gong. Era muito harmonioso”, diz ela. “Ninguém perguntaria o seu nome. Depois de terminar os exercícios, você simplesmente ia para casa.”

Zhang, como muitos outros, foi atraída ao Falun Gong pelo que ela mencionou como os imensos benefícios à saúde conferidos pela prática. “Antes de praticar o Falun Gong, eu não tinha ideia de como era não ter qualquer doença”, diz ela em entrevista por telefone de sua residência atual em Washington DC, EUA.

Zhang nasceu com um defeito congênito no coração e passou por uma cirurgia de peito aberto aos 11 anos. “Meu corpo sempre foi fraco. Se alguém estivesse doente ao meu redor, eu adoeceria. Eu nunca escaparia da gripe”, diz ela.

Depois de praticar o Falun Gong, colegas e alunos perguntavam: “Professora Zhang, você está praticando esportes?” Ela responderia: “Eu medito. Eu pratico o Falun Gong.”

A história de Cui Zijing, uma ex-cientista da Universidade Tsinghua, uma das instituições de maior prestígio na China, é semelhante: Sofrendo de miocardite grave, um tipo de inflamação do coração, ela só podia subir um lance de escadas antes de precisar parar para respirar. “Às vezes, eu acordava no meio da noite com o coração palpitando tão forte que tinha medo de morrer subitamente”, diz ela.

Cui agora vive em Chicago e deixou a China em 2006, sete anos após a perseguição contra sua fé começar. Antes de 20 de julho de 1999, no entanto, Cui era uma praticante do Falun Gong ativa e entusiasta na China.

Embora os problemas de saúde a tenham impelido de começar a praticar, ela rapidamente descobriu que o Falun Gong continha algo muito mais profundo do que isso. “Eu percebi que esta é realmente uma prática de cultivo”, diz ela. O termo “prática de cultivo” se refere a disciplinas de mente-corpo que têm sido transmitidas há milênios na China, geralmente envolvendo uma combinação de meditação e disciplina moral.

“Eu não sabia o que era o cultivo. Eu só tinha ouvido falar de taoístas que se cultivavam nas montanhas por meio da leitura de livros de artes marciais. Mas eu não entendia bem o que era”. diz Cui. “Depois de praticar o Falun Gong, eu percebi: ‘Oh, nós estamos realmente fazendo prática de cultivo, o cultivo de acordo com a natureza do universo.’”

Os princípios sustentados pelo Falun Gong – verdade, compaixão e tolerância – eram particularmente atraentes, diz Cui, porque ela sentiu que era óbvio que eram simples e bons.

John Meng, um praticante do Falun Gong que agora reside na Austrália como um estudioso, conta como foi a primeira vez que viu os praticantes: “Eles faziam o quinto exercício num bosque. Eu achei seus movimentos de mão tão belos.” O quinto exercício é uma meditação sentada. “Meu estado de espírito naquele momento é difícil de descrever com palavras, mas eu sabia que tinha reencontrado a esperança pela vida”, escreveu ele num e-mail.

Depois de começar a praticar o Falun Gong, diz ele: “Muitas coisas mudaram.” Ele começou a tratar as pessoas gentilmente, parou de entrar em conflitos com colegas, estudou e trabalhou duro e fez “muitos amigos verdadeiros que também eram praticantes e me ajudaram bastante a melhorar meu caráter”.

Meng continua: “O Falun Gong foi muito bem recebido pelas pessoas porque estimula os praticantes a realizarem boas-obras e tem efeitos maravilhosos na saúde. E é exatamente por estes fatores que o Falun Gong se difundiu e popularizou tão rápido na China.”

Ao redor deles, os chineses viam seus familiares e colegas transformados pela prática espiritual, segundo Yang Qing, que era engenheiro na China e depois de se aposentar passou a coordenar um local de prática do Falun Gong perto da entrada sul da Universidade Tsinghua.

Yang diz que quando entendeu o que era o Falun Gong, ele ficou muito animado. “Eu praticava outro tipo de qigong, mas nunca falávamos sobre verdade, compaixão e tolerância. Não falávamos sobre retornar ao nosso ser verdadeiro. No Falun Gong, eu sentia ter encontrado o verdadeiro caminho do autocultivo. Eu estava feliz do fundo do coração, eu havia encontrado um caminho reto de cultivo que podia conduzir-me verdadeiramente.”

Assim, ele chegava ao local de prática às 4h da manhã todos os dias e varria o chão e os caminhos próximos e então meditava por uma hora antes que uma multidão chegasse às 6h. Ele ensinou a prática a seu filho e esposa, cujo câncer, diz ele, eventualmente desapareceu.

Yang diz que artigos apareciam regularmente nos jornais elogiando uma ou outra boa ação que alguém havia feito – uma grande quantia de dinheiro perdido retornada ou levar um estranho ferido ao hospital e garantir que a família fosse avisada – que estavam inevitavelmente associados ao Falun Gong e seu poder de transformação moral.

“A prática cresceu muito rápido na China”, diz ele. O fundador da prática, o Sr. Li Hongzhi, foi convidado a falar nos austeros salões da Secretaria de Segurança Pública da China. A polícia e os monitores de bairro gostavam dos praticantes do Falun Gong, diz Yang, porque sabiam que nenhum deles lhes causaria problemas.

Tudo isso mudou em 20 de julho de 1999, quando Jiang Zemin, o ex-secretário-geral do Partido Comunista Chinês, lançou uma campanha de perseguição contra a prática pacífica. Os monitores locais, citados por Yang, implementaram os decretos do líder chinês, embora sem entusiasmo, diz Yang. Um deles se lamentou a Yang: “Nós sabemos que vocês são boas pessoas.”

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