Pentágono estreita restrições da COVID-19 após secretário Austin testar positivo

Austin está totalmente vacinado e recebeu uma dose de reforço em outubro de 2021

Por Jack Phillips 

O Departamento de Defesa (DOD), na sexta-feira, reforçou suas restrições para a COVID-19 em meio a um aumento nos casos em todo o país, dias após o secretário Lloyd Austin testar positivo para o vírus.

A partir do dia 10 de janeiro às 5h, o Pentágono reduzirá seu limite de ocupação para 25% ou menos, enquanto o distanciamento social permanecerá em 1,80 metro. O pessoal, incluindo pessoas totalmente vacinadas, deverá usar máscara em ambientes fechados, a menos que esteja sozinho no escritório, comendo ou bebendo, ou em várias outras circunstâncias, de acordo com dois memorandos emitidos pelo DOD.

Em um memorando para a equipe (pdf), a vice-secretária de Defesa Kathleen Hicks requisitou a todos os supervisores para que usem o número máximo de oportunidades de teletrabalho, bem como o agendamento flexível.

“É minha intenção fazer cumprir esse limite o máximo possível”, escreveu Hicks na diretiva. “Estamos passando por uma situação em rápida evolução e seus pedidos cuidadosamente considerados de exceção da taxa de ocupação podem ser concedidos pelo [Diretor de Administração e Gestão do Departamento de Defesa dos EUA], mas devem ser limitados a atividades de missão crítica e devem explicar o porquê alternativas para uma taxa de ocupação mais alta são insuficientes”.

A “diligência contínua e adesão aos limites de ocupação dos membros da equipe do DOD ajudarão a reduzir o aumento de novos casos”, afirmou Hicks.

Nos últimos meses, o Pentágono operou sob uma diretriz que permite que 40% do pessoal trabalhe no prédio enquanto o restante trabalha em teletrabalho.

“Tendências de crescimento significativo, o aumento na contagem de casos positivos, incluindo a disseminação atual da variante Ômicron, bem como a consideração de que a maioria de nossa força de trabalho está totalmente vacinada, pesou fortemente na decisão de ajustar os planos de segurança”, escreveu Michael Donley, o Diretor de Administração e Gestão, em um memorando para a liderança sênior do Pentágono (pdf).

Embora os dados tenham sugerido que a Ômicron pode se espalhar facilmente, dados e estudos mostraram que ela parece causar menos mortes e hospitalizações do que as variantes dominantes anteriormente. Estudos também sugeriram que a cepa pode infectar facilmente indivíduos totalmente vacinados e com reforço.

Um funcionário da Organização Mundial da Saúde, citando estudos, afirmou no início desta semana que, como a Ômicron infecta principalmente o trato respiratório superior, é menos provável que cause pneumonia grave.

E a última diretiva permitirá que o DOD “mantenha medidas de proteção à saúde, mitigando a disseminação da COVID-19 em nossas próprias comunidades, entre nosso pessoal militar, funcionários civis do DOD e mão de obra contratada no local”, escreveu Donley.

No início desta semana, Austin confirmou que testou positivo para a COVID-19, doença causada pelo vírus do PCC (Partido Comunista Chinês). Austin, que está totalmente vacinado e recebeu uma dose de reforço em outubro de 2021, relata que está com sintomas leves.

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