Os países mais felizes e depressivos do mundo

Um restaurante próximo de Tamarindo, Costa Rica. A Costa Rica é o lugar mais feliz no mundo, segundo o Índice Planeta Feliz (Tara MacIsaac/Epoch Times)

A felicidade é uma combinação de alta expectativa de vida, uma sensação de bem-estar e um baixo impacto ecológico, segundo Nic Marks, fundador do Índice Planeta Feliz (IPF). De acordo com esta classificação, as pessoas na Costa Rica são as mais felizes do mundo.

O que cria uma visão pessimista sobre a vida? As medidas de austeridade e recessão, segundo o Gallup. Os gregos, portanto, têm a visão mais sombria sobre o futuro, seguidos por checos e eslovenos, descobriu o Gallup numa pesquisa divulgada em 18 de julho.

Numa pesquisa similar de 2012, o Gallup observa: “O otimismo é frequentemente encontrado entre aqueles com baixos índices atuais de vida, como é o caso em nações menos desenvolvidas. Nestes países, onde os residentes geralmente classificam inferiormente suas vidas, as pessoas tendem a esperar que suas vidas melhorarem.”

Embora alguns países europeus estejam entre os mais pessimistas sobre as perspectivas futuras, o Gallup encontrou muitos europeus confiantes de que o futuro será brilhante. A pesquisa descobriu que na Europa, Canadá, Austrália e Israel, três em cada quatro pessoas classificaram sua qualidade de vida como alta e pessoas em muitas nações ricas veem suas vidas como ‘prosperando’, o que significa que elas têm uma avaliação positiva sobre suas vidas no presente e no futuro.

De acordo com a avaliação de felicidade IPF para 2012, lançado 14 de junho, o Vietnã e a Colômbia seguem a Costa Rica como os lugares mais felizes da Terra.

A inclusão da pegada ecológica na equação de felicidade mostra o polegar para cima para o mundo em desenvolvimento. Claro, os três primeiros países do IPF e aqueles que seguem – Belize, El Salvador e Jamaica – também são agraciados com climas quentes e belas praias.

Aplicar um único método de avaliação de felicidade num mundo diverso apresenta suas dificuldades. Por exemplo, na Tailândia, 20ª no IPF, o clima é quente, então, a pegada ecológica é menor sem a necessidade de aquecimento no inverno.

Valores familiares também são diferentes na Tailândia do que em alguns outros países. Famílias grandes vivem juntas sob o mesmo teto – contribuindo também para uma pegada ecológica inferior – e os idosos recebem mais cuidados de seus parentes, com serviços médicos limitados, afetando talvez a expectativa de vida. A pegada ecológica da Tailândia é a 76ª de 151 países avaliados. Sua expectativa de vida é de 74,1 anos, 62ª entre 151.

A expectativa de vida é mais alta no Japão, 83,4 anos, seguida por Hong Kong com 82,8 anos, 82,3 anos na Suíça e Itália e Austrália empatadas com 81,9 anos. Em termos de pegada ecológica, no entanto, estes países têm algumas das maiores taxas de consumo de recursos per capita.

A expectativa de vida é mais baixa nos países africanos – Serra Leoa com 47,8 anos, seguida do Congo com 48,4 anos, a República Centro-Africana com 48,4 anos e o Afeganistão com 48,7 anos.

Para determinar a sensação de bem-estar em vários países, o IPF pediu as pessoas para avaliarem seu bem-estar geral numa escala de 1 a 10. A Dinamarca foi maior com 7,8, seguida pelo Canadá com 7,7 e a Noruega com 7,6. Na parte inferior da lista estava o Togo com 2,8, a Tanzânia com 3,2 e o Botswana com 3,6.

O Brasil ocupou a 21ª posição geral dentre 151 países, com expectativa de vida de 73,5 anos (70ª do mundo), sensação de bem-estar avaliada em 6,8 de 10 (22ª do mundo) e pegada ecológica de 2,9 (89ª do mundo).

Os Estados Unidos ocupam 104ª no IPF, com expectativa de vida de 73 anos (33ª do mundo), sensação de bem-estar avaliada em 7,2 de 10 (17ª do mundo) e alta pegada ecológica (145ª posição de 151 países, ou seja, apenas seis países classificados consomem mais recursos per capita do que os norte-americanos).

As menores pegadas ecológicas foram encontradas no Afeganistão, Haiti e Bangladesh.

A Costa Rica, o lugar mais feliz do mundo pelos padrões do IPF, estabeleceu uma democracia desarmada em 1949, que perdura até os dias atuais. O então líder José Figueres Ferrer conferiu direito de voto para todos, incluindo mulheres e minorias e aboliu o exército.

Atualmente, a Costa Rica recebe 90% de sua energia proveniente de fontes renováveis, o que foi citado pelo presidente norte-americano Barack Obama como uma história de sucesso. Se atingir seu objetivo de se tornar 100% neutra em carbono até 2021, a Costa Rica será a primeira do mundo.

(Statista)
(Statista)

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