Organizadores do Comboio da Liberdade são presos em Ottawa

Apesar das prisões, muitos manifestantes permanecem em Ottawa

Por Jared Gnam 

Chris Barber e Tamara Lich, dois dos principais organizadores do protesto Comboio da Liberdade, foram presos em Ottawa, segundo relatos online.

Embora o Serviço de Polícia de Ottawa tenha dito ao Epoch Times que não pode confirmar ou negar as prisões até que as acusações sejam apresentadas, o advogado Chris Wilson, que representou os organizadores em casos anteriores, confirmou em um tweet que Barber foi preso na noite de 17 de fevereiro. Horas após sua prisão, a conta do Comboio da Liberdade no Twitter postou um vídeo mostrando a prisão de Lich.

O porta-voz do comboio, Tom Marazzo, afirmou em uma coletiva de imprensa online que Barber foi acusado de danos criminais.

A polícia realizou várias outras prisões no dia 17 de fevereiro.

Apesar das prisões, muitos manifestantes permanecem em Ottawa. Os protestos começaram como um comboio de caminhoneiros que se opunham à exigência do governo federal de que os motoristas que cruzassem a fronteira EUA-Canadá fossem vacinados contra a COVID-19, mas se tornaram um grande movimento à medida que mais pessoas do país se uniram à causa para eliminar todos os mandatos e restrições da pandemia. Comboios de caminhões e veículos começaram a convergir em Ottawa no dia 29 de janeiro, e muitos deles permanecem acampados protestando do lado de fora do Parlamento.

Barber e Lich também estão entre os três organizadores do protesto citados na ação coletiva movida no Superior Tribunal de Justiça de Ontário, pelo advogado Paul Champ, em nome de seu cliente Zexi Li, um funcionário público.

O processo inclui o organizador do Comboio da Liberdade, Benjamin Dichter.

Polícia no local do protesto contra mandatos da COVID-19, no Parlamento, em Ottawa, no dia 17 de fevereiro de 2022 (Jonathan Ren/Epoch Times)
Polícia no local do protesto contra mandatos da COVID-19, no Parlamento, em Ottawa, no dia 17 de fevereiro de 2022 (Jonathan Ren/Epoch Times)

No dia 17 de fevereiro, o chefe de polícia interino de Ottawa alertou que a ação para despejar os manifestantes do Comboio da Liberdade era “iminente”.

As prisões ocorreram após o governo Trudeau invocar o Ato de Emergência, no dia 14 de fevereiro, marcando a primeira vez que essa medida de longo alcance foi usada desde que se tornou lei, em 1988.

Em uma entrevista coletiva realizada no dia 14 de fevereiro, Lich afirmou que, apesar do uso do Ato pelo governo, os manifestantes permanecerão em Ottawa, mas se comportarão de maneira pacífica.

“Não temos medo. De fato, cada vez que o governo decide suspender ainda mais nossas liberdades civis, nossa determinação se fortalece e a importância de nossa missão fica mais clara”, afirmou Lich. “Permaneceremos pacíficos, mas permaneceremos diante do Parlamento até que os mandatos terminem de forma decisiva”.

Durante uma entrevista coletiva, o chefe de polícia interino de Ottawa, Steve Bell, pediu aos manifestantes que deixem o centro da cidade.

“Queremos acabar com esse protesto ilegal de forma pacífica e segura”, afirmou Bell a repórteres. “Temos um plano muito deliberado que será metódico e levará tempo para avançar e remover completamente qualquer pessoa do núcleo”.

Bell, que sucedeu o ex-chefe de polícia Peter Sloly no dia 15 de fevereiro após sua renúncia, afirmou que as polícias de Ontário e Quebec se juntaram aos oficiais de Ottawa e estão “absolutamente comprometidas” em encerrar o protesto.

“Este fim de semana vai ser muito diferente dos três últimos”, declarou Bell.

A polícia está se preparando para o quarto fim de semana consecutivo de manifestações, enquanto o Environment Canada alerta para uma tempestade de inverno anunciada para a área de Ottawa, com 20 a 30 centímetros de neve prevista para a manhã de 18 de fevereiro.

A polícia afirma que montou um perímetro ao redor do centro de Ottawa com mais de 100 postos de controle para garantir que apenas aqueles que trabalham e moram na área, ou a polícia e os serviços médicos de emergência, possam entrar.

Com a colaboração de Limin Zhou e informações da The Canadian Press.

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