ARTIGO - Publicado em - Atualizado em 27/12/2017 às 0:07

Opinião: Trump envia poderosa mensagem aos transgressores no mundo

Ordem executiva envia forte mensagem ao regime comunista da China que os EUA responsabilizarão os perseguidores

EUA, Trump, ordem executiva, direitos humanos, corrupção - Praticantes do Falun Gong realizam uma vigília de velas para aqueles que morreram durante a perseguição na China, em Washington, D.C., em 14 de julho de 2016, marcando também o 17º ano da brutal perseguição ao Falun Gong na China (Benjamin Chasteen/The Epoch Times)

Praticantes do Falun Gong realizam uma vigília de velas para aqueles que morreram durante a perseguição na China, em Washington, D.C., em 14 de julho de 2016, marcando também o 17º ano da brutal perseguição ao Falun Gong na China (Benjamin Chasteen/The Epoch Times)

Na quinta-feira, o presidente estadunidense Donald Trump deixou claro ao mundo que os Estados Unidos não mais aceitarão as graves violações dos direitos humanos e a corrupção que tem ocorrido no mundo.

Trump emitiu uma Ordem Executiva declarando uma emergência nacional para lidar com aqueles que cometem esses crimes.

Ao explicar suas ações, Trump fez referência à importância dos valores e aos danos que os perpetradores causaram às sociedades de todo o mundo.

A nova ordem executiva depende em parte da autoridade outorgada pela Lei Global Magnitsky, que permite ao poder executivo impor proibições de visto e sanções a pessoas responsáveis ​​por violações dos direitos humanos ou corrupção significativa. Trump ordenou o congelamento dos ativos de indivíduos e a proibição de perpetradores entrarem nos Estados Unidos.

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É uma mensagem definitiva para aqueles que cometem abusos de direitos humanos e se envolvem em corrupção que os Estados Unidos, sob o presidente Trump, não mais aceitarão isso.

A ordem executiva visa não apenas quem comete os crimes, mas também aqueles que os facilitam, sejam estrangeiros ou cidadãos dos EUA.

Durante muito tempo, o mundo viu os responsáveis ​​por graves abusos contra os direitos humanos atuarem com impunidade.

Com a ordem executiva, Trump está mostrando ao mundo que “America primeiro” não significa que a América não se preocupa com o que acontece no mundo. Com Trump no cargo, os EUA retornaram a uma posição de líder moral no mundo.

EUA, Trump, ordem executiva, direitos humanos, corrupção - O presidente estadunidense Donald Trump deixa a Casa Branca em direção à Flórida em 22 de desembro de 2017 (Charlotte Cuthbertson/The Epoch Times)

O presidente estadunidense Donald Trump deixa a Casa Branca em direção à Flórida em 22 de desembro de 2017 (Charlotte Cuthbertson/The Epoch Times)

Um dos maiores e, em muitos aspectos negligenciados, abusos dos direitos humanos ocorridos hoje é a perseguição ao Falun Gong na China.

Essa prática de meditação pacífica tornou-se extremamente popular na China na década de 1990, ao ponto de cerca de 100 milhões de chineses praticarem-na.

O regime comunista chinês e seu líder Jiang Zemin não conseguiram aceitar a popularidade da prática, que operava fora do controle ideológico do Partido Comunista Chinês.

Desde julho de 1999, foi documentado que mais de 4 mil praticantes do Falun Gong foram mortos como resultado de uma campanha de perseguição viciosa lançada por Jiang Zemin. Acredita-se que o número real seja muito maior, devido à dificuldade de obter informações sensíveis da China.

Ao lançar a perseguição, Jiang Zemin ordenou, “Destruam suas reputações, arruínem-nos financeiramente e quebrem-nos fisicamente.” Ele usou os vastos recursos da China, incluindo sua mídia estatal, forças armadas, força policial, sistema educacional e de justiça e inclusive seu sistema de saúde, para lançar uma campanha de perseguição sem precedentes contra o grupo de meditadores pacíficos.

EUA, Trump, ordem executiva, direitos humanos, corrupção - Yin Liping testemunha diante da Comissão Executiva do Congresso sobre a China, em 14 de abril de 2017, sobre o "Uso difundido da tortura na China". A sra. Yin é uma praticante do Falun Gong que sobreviveu a tortura, trabalhos forçados e violência sexual em Masanjia e outros campos de trabalhos forçados na China (Lisa Fan/The Epoch Times)

Yin Liping testemunha diante da Comissão Executiva do Congresso sobre a China, em 14 de abril de 2017, sobre o “Uso difundido da tortura na China”. A sra. Yin é uma praticante do Falun Gong que sobreviveu a tortura, trabalhos forçados e violência sexual em Masanjia e outros campos de trabalhos forçados na China (Lisa Fan/The Epoch Times)

De acordo com o Departamento de Estado dos EUA no relatório de Liberdade Religiosa Internacional de 2016, o regime chinês mantém até hoje “um aparato de segurança extralegal administrado pelo Partido Comunista para eliminar o movimento do Falun Gong”.

Fontes do Falun Gong estimam que milhões de praticantes foram detidos ilegalmente desde 1999 em campos de trabalhos forçados, prisões, centros de detenção e de lavagem cerebral, e assim por diante na China.

Mas as atrocidades do regime chinês se expandiram muito além da mera tortura e morte de seus prisioneiros de consciência.

EUA, Trump, ordem executiva, direitos humanos, corrupção - Praticantes do Falun Gong dramatizam uma extração forçada de órgãos para serem vendidos, durante uma manifestação em Taipei em 20 de julho de 2014 (Mandy Cheng/AFP/Getty Images)

Praticantes do Falun Gong dramatizam uma extração forçada de órgãos para serem vendidos, durante uma manifestação em Taipei em 20 de julho de 2014 (Mandy Cheng/AFP/Getty Images)

Desde 2006, houve numerosas alegações credíveis de que o regime chinês estabeleceu um sistema, sancionado pelo Estado, de transplante forçado de órgãos, com a principal fonte dos órgãos provenientes dos praticantes do Falun Gong.

As alegações foram relatadas pela primeira vez pelo Epoch Times em março de 2006. Em resposta a um convite do Comitê para Investigar a Persecução ao Falun Gong em maio de 2006, David Kilgour, um ex-secretário de Estado canadense para a Ásia-Pacífico, e David Matas, um advogado internacional de direitos humanos, investigaram minuciosamente as reivindicações da extração forçada de órgãos.

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Em seu relatório inicial da investigação (veja aqui a versão mais atualizada), publicado em julho de 2006, os pesquisadores descobriram uma disponibilidade abundante de órgãos de praticantes do Falun Gong para venda nos hospitais chineses. Kilgour e Matas concluíram em sua pesquisa que esses praticantes do Falun Gong foram mortos por seus órgãos enquanto estavam presos.

Os órgãos foram vendidos para chineses e estrangeiros ricos que podiam solicitar um transplante num curto prazo de tempo, frequentemente de poucos dias. Enquanto o regime chinês sempre negou as alegações, ele não foi capaz de explicar o enorme aumento do número de transplantes de órgãos que ocorrem na China e que coincide com o início da perseguição ao Falun Gong.

EUA, Trump, ordem executiva, direitos humanos, corrupção - O ex-parlamentar canadense David Kilgour (erq.) e o advogado internacional de direitos humanos David Matas testemunharam sobre sua investigação de sete anos sobre a extração forçada de órgãos na China ao Subcomitê de Direitos Humanos do Parlamento do Canadá em 5 de fevereiro de 2013 (Matthew Little/The Epoch Times)

O ex-parlamentar canadense David Kilgour (erq.) e o advogado internacional de direitos humanos David Matas testemunharam sobre sua investigação de sete anos sobre a extração forçada de órgãos na China ao Subcomitê de Direitos Humanos do Parlamento do Canadá em 5 de fevereiro de 2013 (Matthew Little/The Epoch Times)

As alegações também suscitaram preocupações nos mais altos níveis do governo nos Estados Unidos. Em junho de 2016, a Câmara dos Representantes adotou uma resolução que expressa preocupação “em relação a relatórios persistentes e credíveis da extração sistemática, e sancionada pelo Estado, de órgãos de prisioneiros de consciência sem consentimento na República Popular da China, inclusive de um grande número de praticantes do Falun Gong e membros de outras minorias religiosas e étnicas”.

Juntamente com a ordem executiva de Trump, 13 indivíduos já foram alvo do Departamento do Tesouro. Entre eles, Gao Yan, diretor do Departamento de Segurança Pública de Pequim, a Divisão Chaoyang, devido à morte de uma ativista dos direitos humanos em março de 2014 quando ela estava numa prisão na China. Enquanto no cargo, Gao Yan foi responsável por conduzir a perseguição ao Falun Gong. Chen Youbang, um funcionário do Ministério das Relações Exteriores, processou a Divisão Chaoyang por prisão ilegal e tortura sofridas em 2012 por praticar o Falun Gong.

A lista da ordem executiva também inclui Mukhtar Hamid Shah, um cirurgião paquistanês especializado em transplante de rim que a polícia paquistanesa acredita estar envolvido em sequestros e na remoção e tráfico de órgãos humanos.

Estes dois exemplos mostram que aqueles que participaram ou permitiram a tortura e o assassinato de cidadãos inocentes, ou a remoção involuntária dos órgãos de pessoas, como os praticantes do Falun Gong, poderão em breve ser alvo do estado de emergência decretado por Trump.

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