Opinião: O covil de ladrões e delinquentes

Por Tian Yuan, Epoch Times

No dia em que o Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos divulgou seu relatório condenatório sobre o ex-vice-diretor do Departamento Federal de Investigação (FBI), Andrew McCabe, o presidente norte-americano Donald Trump escreveu numa mensagem no Twitter: “Não houve conluio, tudo foi feito por esse covil de ladrões e delinquentes!” O “covil de ladrões e delinquentes” aparentemente se refere às altas autoridades do DOJ e do FBI durante o governo do ex-presidente Barack Obama, incluindo McCabe e James Comey, o diretor do FBI que foi demitido.

McCabe vazou ou autorizou um subordinado a vazar para a mídia informação sobre uma investigação em curso e mentiu sobre isso, não uma vez, mas quatro vezes, aos investigadores do DOJ.

Comey escreveu sete memorandos sobre suas conversas com Trump, das quais quatro foram classificados como confidenciais. Ele vazou pelo menos um desses memorandos para a mídia por meio de um amigo, que era um funcionário do FBI. McCabe, Comey e seu amigo são os “ladrões e delinquentes” do FBI. Eles devem ser processados ​​em toda a extensão da lei.

Isso também levanta a questão: o DOJ e o FBI eram o único “covil de ladrões e delinquentes” na gestão Obama?

A resposta é definitivamente não. O diretor de inteligência nacional sob Obama, James Clapper, acaba de se juntar às fileiras de vazadores de informações e mentirosos encontrados entre altos funcionários de Obama, de acordo com um relatório divulgado pelo Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes.

Uma das principais descobertas do relatório é que, sem autorização, Clapper divulgou detalhes para Jake Tapper, da CNN, sobre um informe a Obama e ao então presidente-eleito Trump sobre o dossiê de Steele. Mas quando Clapper testemunhou perante o Comitê de Inteligência da Câmara em julho de 2017, ele “negou categoricamente” discutir o dossiê ou qualquer outra inteligência relacionada à investigação russa com jornalistas.

Provavelmente percebendo que ele havia cometido perjúrio, Clapper então esclareceu e reconheceu que ele vazou informações sobre o informe para Tapper e possivelmente para alguns outros jornalistas, de acordo com o relatório.

O vazamento de Clapper para a CNN foi significativo porque forneceu a desculpa para alguns meios de comunicação publicarem o dossiê, diz o relatório. Organizações de mídia como a CNN tinham o dossiê no final de 2016, mas tinham medo de publicá-lo devido à sua natureza imoral e não verificada.

Tapper escreveu um artigo sobre o informe e o dossiê, com base no vazamento de Clapper, em 10 de janeiro de 2017. Poucas horas depois, a mídia Buzzfeed postou o texto completo do dossiê.

Um dia depois que o dossiê foi a público, Clapper emitiu um comunicado dizendo que a comunidade de inteligência “está pronta para servir sua administração”, referindo-se à gestão Trump. Ele também disse: “Eu expressei meu profundo desânimo [para Trump] a respeito dos vazamentos que foram aparecendo na imprensa, e nós dois concordamos que eles são extremamente corrosivos e prejudiciais à nossa segurança nacional.” Sendo o próprio vazador de duas faces, Clapper elevou a perfídia e chicanice política a um nível totalmente novo.

A CNN premiou Clapper com generosidade, ele se juntou à rede como analista de segurança nacional em agosto de 2017.

Alguns dizem que nos círculos políticos de elite, a duplicidade e a punhalada pelas costas são a norma, então o que Clapper fez não é muito surpreendente. Mas o fato de que parece haver tantos McCabes, Comeys e Clappers na gestão Obama ainda é surpreendente. Enquanto o Comitê de Inteligência da Câmara continua a expor mais trapaças e falsidades, a questão interessante é: “Quem será o próximo?”

As opiniões expressas neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente as opiniões do Epoch Times.

 
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