Operações da PF ligam doleiros, máfia italiana e governo, segundo MPF/PR

O Ministério Público Federal do Paraná, através da Operação Lava-Jato, que tramita na 6ª Vara Federal, em Curitiba, emitiu denúncia ligando os doleiros Alberto Youssef e Maria de Fátima Stocker, com o financiamento do narcotráfico de cocaína do Brasil para a Europa, especialmente conectados a máfia italiana Ndrangheta.

Veja documento emitido pelo MPF/PR aqui!

Maria de Fátima Stocker está presa na Penitenciária Madrid V – Soto Mayor, na Espanha, há cerca de 15 dias. A doleira foi presa pela Interpol, em uma operação na qual participaram representantes das polícias especiais da Espanha, Suíça, Inglaterra e Itália. Quem encaminhou à Interpol o pedido para a sua prisão foi a Polícia Federal de Santos, no litoral paulista. O alerta da polícia italiana gerou a Operação Monte Pollino, que se conectou com a Operação Lava-Jato.

Leia também: Doleira presa na Espanha revela ligação de dinheiro desviado à Petrobras

A Polícia Federal, através da operação Lava-Jato, bateu de frente com um gigantesco esquema de desvio de recursos públicos no governo de Dilma Rousseff ligados à Petrobras, ao deputado federal André Vargas – então vice-presidente da Câmara dos Deputados -, investigado por corrupção na estatal, e ao doleiros Alberto Youssef.

O cruzamento dos dados coletados nas duas operações – Lava-Jato e Monte Pollino – que envolve Vargas, os doleiros Youssef e Stocker, mais a Petrobras, é a chave para se descobrir a origem do dinheiro que financia o tráfico internacional de duas toneladas mensais de cocaína pura – originárias do Peru e da Bolívia – promovido pela máfia italiana Ndranghetta, que utiliza os portos do Brasil como via para a Europa.

Maria de Fátima Stocker deverá ser defendida na Justiça Federal brasileira pelo advogado Eduardo Jobim, de Santa Maria.

Essa matéria foi originalmente publicada na Rádio Vox

Com participação do jornalista Vitor Vieira

Editada pela redação do Epoch Times

 
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