Ondas de choque de Saturno criam acelerador de partículas

Esta interpretação artística mostra a sonda Cassini da NASA explorando o ambiente magnético de Saturno. A magnetosfera de Saturno é retratada em cinza, enquanto a complexa região do arco de choque – a onda de choque do vento solar que circunda a magnetosfera – aparece em azul (ESA)

A sonda Cassini detectou uma forte onda de choque ao estudar o planeta dos anéis, revelando uma aceleração enorme de elétrons normalmente esperada a partir de restos de supernovas.

A onda de choque formou-se devido à interação entre uma rajada de vento solar e a magnetosfera do planeta numa orientação “quase paralela”, ou seja, a frente da onda e o campo magnético estavam praticamente em linha um com o outro.

Quando estrelas distantes explodem, as supernovas resultantes podem enviar detritos tão rápido que as partículas são aceleradas quase à velocidade da luz, possivelmente agindo como a principal fonte de raios cósmicos na Via Láctea.

“Essencialmente, a Cassini nos deu a capacidade de estudar a natureza de um choque de supernova in situ em nosso próprio sistema solar, fazendo uma ponte com os distantes fenômenos astrofísicos de alta energia que normalmente só são estudados remotamente”, disse Adam Masters, o principal autor do estudo do Instituto Espacial e Ciência Astronáutica do Japão, num comunicado de imprensa.

A onda de choque seria a mais forte já detectada vindo de Saturno e esta foi a primeira vez que os elétrons foram identificados se acelerando a partir de um choque quase paralelo no local.

Os resultados foram publicados na revista Nature Physics em 17 de fevereiro.

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