Ômicron escapa da proteção do reforço de mRNA, aponta estudo Sul-Africano

Diretora técnica da OMS afirmou que é improvável que a variante Ômicron seja a última cepa

Por Isabel van Brugen

A variante Ômicron do coronavírus é capaz de evitar a proteção obtida com as vacinas de RNA mensageiro contra a COVID-19, como as fabricadas pela Pfizer e Moderna, descobriu um estudo sul-africano.

Um estudo publicado no dia 18 de janeiro no The Lancet examinou alguns dos primeiros casos documentados da cepa Ômicron, altamente transmissível, que surgiu na África do Sul no final de outubro de 2021.

Entre o final de novembro de 2021 e o início de dezembro de 2021, um grupo de sete alemães que recebeu três doses de vacina, incluindo pelo menos duas doses de uma vacina de RNA mensageiro, visitou a Cidade do Cabo, na África do Sul, e posteriormente desenvolveu a COVID-19 sintomática. Nenhum dos indivíduos relatou um histórico de infecção pela COVID-19. A COVID-19 é a doença causada pelo vírus do PCC (Partido Comunista Chinês).

Os casos entre o grupo foram as primeiras infecções documentadas com a variante Ômicron em indivíduos totalmente vacinados após o recebimento de doses de de reforço da vacina, de acordo com o estudo.

“A presença deste grupo da Alemanha apresentou uma oportunidade única para estudar infecções por casos inovadores da Ômicron em indivíduos com reforços de vacina de mRNA”, afirma o estudo.

Os autores observaram que suas descobertas são limitadas a “um baixo número de indivíduos e indivíduos relativamente jovens e saudáveis”.

“Esta série de casos adiciona mais evidências de que, como previsto, a Ômicron é capaz de evadir a imunidade induzida por vacinas de mRNA”, afirma o estudo.

Os pesquisadores também declararam que suas descobertas ressaltam a importância de adotar medidas para conter a propagação do vírus, como distanciamento social e uso de máscaras.

As vacinas contra a COVID-19 foram inicialmente anunciadas como uma forma de impedir que as pessoas contraíssem o vírus do PCC, e as autoridades esperavam que a vacinação de pessoas suficientes levaria à imunidade do rebanho, uma situação em que o vírus seria bastante diminuído ou até mesmo eliminado.

Essas esperanças não deram certo, em grande parte porque as vacinas se mostraram cada vez mais ineficazes na prevenção de infecções, mesmo antes do surgimento da variante Ômicron.

Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) relataram no dia 18 de janeiro que novas variantes do novo coronavírus provavelmente surgirão, dados os atuais altos níveis de transmissão.

Maria Van Kerkhove, diretora técnica da OMS sobre a COVID-19, afirmou em um briefing em Genebra, que é improvável que a variante Ômicron seja a última cepa, pois o vírus ainda está “circulando em um nível muito intenso” em todo o mundo.

“Estamos ouvindo muitas pessoas sugerirem que a Ômicron é a última variante, que acabou depois disso. E não é assim”, afirmou ela.

Van Kerkhove declarou que os países devem manter as medidas para conter a transmissão do vírus, a fim de reduzir casos graves da doença e mortes, como usar máscaras, distanciamento social e evitar áreas lotadas.

O Dr. Anthony Fauci, principal conselheiro médico do presidente Joe Biden, afirmou no dia 17 de janeiro que os esforços de pesquisa agora devem se concentrar nas vacinas contra a COVID-19 que podem fornecer ampla proteção contra novas cepas do vírus.

“Nós não queremos entrar em um ‘caça toupeira’ para cada variante, onde você tem que fazer um reforço contra uma variante específica”, declarou Fauci. “Você a perseguiria para sempre”.

Zachary Stieber contribuiu para esta reportagem.

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