Oficial do PCC junta-se à Interpol, legisladores internacionais pedem revogação dos tratados de extradição com a China

Eleição de Hu oferece ao regime chinês 'luz verde para continuar uso da Interpol como veículo à suas políticas repressivas em todo o mundo'

Por Dorothy Li 

Parlamentares globais pediram aos governos para que revoguem seus tratados de extradição com a China mediante ao medo de que o regime comunista use o órgão internacional de aplicação da lei para perseguir dissidentes através das fronteiras, já que o indicado da China conquistou uma importante posição na Interpol.

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), em 25 de novembro elegeu Hu Binchen, um funcionário do Ministério de Segurança Pública da China, como um delegado da Ásia em seu Comitê Executivo de 13 membros durante a reunião anual da Assembleia Geral da Interpol, em Istambul.

A eleição de Hu oferece ao regime chinês “luz verde para continuar utilizando a Interpol como um veículo para suas políticas repressivas em todo o mundo e coloca milhares de dissidentes de Hong Kong, uigures, tibetanos, taiwaneses e chineses que vivem no exterior sob risco ainda maior”, afirmou a Aliança Parlamentar sobre a China (IPAC) em um comunicado na quinta-feira.

O regime chinês “abusou repetidamente do Aviso Vermelho da Interpol para perseguir dissidentes no exílio”, segundo o IPAC.

Cinquenta políticos do grupo apresentaram suas objeções à candidatura de Hu em uma carta conjunta no dia 15 de novembro. Eles alegaram que o regime chinês enviou Hu para continuar expandindo seu “longo braço de policiamento no exterior”, citando o relatório de um grupo de defesa dos direitos humanos, o Safeguard Defenders.

O relatório, intitulado “No Room to Run”(Sem Espaço para Escapar), examina como o regime impediu que seus Avisos Vermelhos pela Interpol viessem ao público, colocando milhares de ativistas e dissidentes em risco de prisão, detenção e extradição para a China. De acordo com o relatório divulgado em 15 de novembro, o departamento de cooperação internacional, no qual Hu trabalha como um alto funcionário, é responsável por perseguir supostos fugitivos no exterior, por meios legais ou ilegais.

O grupo internacional de parlamentares multipartidários está agora “profundamente preocupado” com a eleição de Hu.

“Reiteramos nosso apelo para que todos os governos revoguem os tratados de extradição com a RPC e Hong Kong”, declarou o IPAC. “Ativistas, dissidentes e exilados que vivem no exterior devem ser protegidos contra assédio e intimidação das autoridades da RPC”.

A presidente do grupo de direitos humanos Hong Kong Link, Gloria Fung, expressou suas preocupações, em uma entrevista anterior ao Epoch Times, sobre o uso indevido do banco de dados da organização por Pequim após a eleição de Hu.

O diretor do Safeguard Defenders, Peter Dahlin, alertou em um post na quinta-feira, relatando: “uma raposa agora é encarregada de vigiar as ovelhas”.

O ex-presidente da Interpol, Meng Hongwei, está atualmente cumprindo uma pena de 13 anos de prisão na China. O oficial sênior de segurança chinesa desapareceu em 2018 durante uma visita domiciliar. Meng mais tarde reapareceu no tribunal e foi acusado de aceitar subornos, embora sua esposa, que recebeu asilo político na França, tenha negado a acusação.

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