Observatório 2013 revela violência e discriminação no carnaval baiano

Afródromo em Salvador, Bahia no domingo, 10 de fevereiro (Tatiana Azeviche - Setur/Flicr)
Afródromo em Salvador, Bahia no domingo, 10 de fevereiro (Tatiana Azeviche – Setur/Flicr)

Ocorrências de violência e discriminação ainda existem em meio à folia e diversão do carnaval baiano.

Desde quinta-feira (7) até este domingo (10) o Observatório da Discriminação Racial, Violência contra a Mulher e LGBT registrou 121 ocorrêcias de discriminação, além de 28 casos de violência contra a mulher e 3 contra lésbicas, gays, bisexuais, travestis e transexuais (LGBT).

“Este resultado confirma que, nesta grande festa popular, a presença do racismo é evidente e ratifica a necessidade e a importância do Observatório como uma ferramenta para a formulação de políticas públicas”, segundo informe publicado pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur).

O Observatório da Discriminação Racial, Violência contra a Mulher e LGBT está em sua oitava edição e é promovido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Semur em parceria com mais de 30 órgãos. Equipes monitoram a festa em diversos pontos da capital baiana observando agressões e desigualdades e registrando as reclamações das vítimas.

O slogan do carnaval baiano este ano é ‘Século XXI: Respeito à diversidade e a dignidade humana’. “O tema vem com a proposta de provocar a reflexão da importância de se estabelecer uma vida social mais harmônica e preservadora das individualidades que propiciam o desenvolvimento da sociedade”, segundo a Semur.

Considerada uma das maiores festas populares do mundo, o carnaval de Salvador reúne 2 milhões de pessoas no carnaval a cada ano, entre as quais cerca de 600 mil turistas, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes) do governo da Bahia.

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