O antigo calendário chinês

Uma escultura de baixo-relevo de um tigre ao longo de uma parede de esculturas em baixo-relevo representando os 12 animais do zodíaco chinês no Templo da Nuvem Branca em Pequim. (Frederic J. Brown/AFP/Getty Images)

As lendas e a mitologia são uma parte importante da cultura chinesa, especialmente em relação ao calendário chinês. Os chineses têm toda razão para se orgulhar desses tesouros, embora muitos deles sejam considerados mitos pela ciência moderna.

Existem três tipos de calendário: lunar, solar e solar-lunar. Um calendário solar considera o período de um ano que a Terra leva para dar uma volta completa em torno do sol. O calendário lunar se utiliza do período de um mês que a lua leva para girar completamente em torno da Terra. O ano lunar é cerca de 11 dias mais curto que o ano solar.

O antigo calendário chinês é um calendário solar-lunar. Os meses são fixados de acordo com os ciclos da lua, e os anos são definidos de acordo com o ano solar. A fim de coincidir com os meses às estações do ano, um mês bissexto é criado. Os chineses costumam referir-se ao antigo calendário chinês como o “calendário lunar”, também chamado de “calendário agrícola”.

Os 12 animais

Acredita-se que os 12 animais do calendário do zodíaco chinês foram escolhidos por um deus para representarem os 12 anos, continuando esse ciclo a cada 12 anos. A ordem dos 12 animais é rato, boi, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, carneiro, macaco, galo, cachorro e porco.

Os 12 animais que representam os anos na China contém ensinamentos para aos chineses antigos que lhes permitem melhor gerir o tempo e as suas vidas. Além disso, oferecem aos chineses uma maneira vital de compreender os seres humanos e nossa conexão com o universo.

A conexão celestial

Um aspecto importante do calendário chinês é o ciclo sexagenário, isto é, uma combinação dos 10 “troncos celestes” e dos 12 “ramos terrestres”.

As combinações dos troncos celestes e dos ramos terrestres formam o título de cada ano. Cada caractere representa um ano, que vai do primeiro ao último, e depois começa do zero novamente.

O antigo calendário chinês representava um meio de as pessoas agirem de forma adequada à evolução da natureza e do cosmos, assegurando-lhes uma vida segura e feliz.

A importância do calendário

Os deuses na China antiga foram chamados de sábios em culturas ocidentais. Diz-se que um deus taoista, ou sábio, transmitiu este princípio: Este universo é composto de cinco elementos — metal, madeira, água, fogo e terra —, e estes elementos existem em toda a matéria do universo. Além disso, existe a composição do “yin-yang” (negativo-positivo) de toda a matéria. Desta forma, isto certamente está no corpo humano.

Alguns livros chineses antigos indicam a composição dos cinco elementos e o equilíbrio do yin-yang em todos os troncos celestes e ramos terrestres, e seus padrões de mudança. Por exemplo, quando uma pessoa nasce, a composição dos cinco elementos e o equilíbrio do “yin-yang” para essa pessoa é definida, e pode ser lida por meio de cálculos.

 
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