O altruísmo reduz a necessidade de recompensa

Uma nova pesquisa mostra que o amor altruísta – um altruísmo profundo e autêntico voltado à felicidade dos outros – inibe áreas do cérebro estimuladas pela recompensa pessoal.

“Quando nós realmente desejamos desinteressadamente o bem-estar dos outros, o nosso cérebro não reage da mesma maneira como quando estamos apaixonados, isso porque o interesse pelo bem-estar dos outros é um tipo de amor não dirigido diretamente a nós mesmos”, disse Judson Brewer, professor de psiquiatria na Universidade de Yale.

A notícia foi relatada na revista ‘Brain and Behavior’ (Cérebro e Comportamento) e explica os limites neurológicos entre estes dois tipos de amor (o apaixonado e o altruísta).

Na pesquisa, os cérebros de pessoas que costumam meditar foi examinado por meio de ressonância magnética. Quando uma pessoa acostumada a meditar repete silenciosamente para si mesma frases do tipo “Que todos os seres sejam felizes”, os centros de recompensa do cérebro – que normalmente são fortemente ativados pela visão do rosto da pessoa amada – quase não se manifestam na ressonância”. O tipo de meditação mencionado é o do tipo usado no Budismo e que agora é comumente praticado no Ocidente em programas de redução de estresse.

A paz interior proporcionada pelo altruísmo desinteressado – típico em personalidades religiosas ou caridosas como a de Madre Teresa ou o Dalai Lama – é diametralmente oposta à ansiedade ou à insegurança inconsciente existente entre pessoas apaixonadas, pois é uma relação na qual não se espera uma retribuição do carinho dado ao outro.

“Esse tipo de prática meditativa tem como objetivo específico desenvolver e despertar em nós o amor altruísta: um amor que não busca obter nada em troca”, disse Judson Brewer.

O que leva uma pessoa a ser altruísta? Reflita como você se sente diante de atos de grande sacrifício e amor ao próximo realizado pelos outros ou até mesmo sobre o sentimento que você tem quando ajuda alguém desinteressadamente, com um sorriso no rosto, como, por exemplo, quando você permite que uma pessoa entre ou saia enquanto você segura gentilmente a porta aberta para ela”.

 
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