Novo medicamento para pacientes gravemente doentes com a COVID-19 mostra promessa

Único problema é que o pedido deve ser feito pelo médico do paciente, e isso pode impedir os pacientes de realmente tentar

Por Nanette Holt 

Novas informações coletadas sob a lei federal “Ato do Direito de Tentar” mostram promessas para o novo medicamento ZYESAMI, agora em ensaios clínicos para o tratamento de casos graves da COVID-19.

As informações foram coletadas por um hospital no sudoeste dos EUA, anunciou o desenvolvedor de medicamentos NRx em um comunicado à imprensa no dia 26 de janeiro.

O ZYESAMI, desenvolvido pela empresa farmacêutica com sede em Radnor, na Pensilvânia, atualmente está sendo testado com pacientes como parte do processo de aprovação da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA. A empresa espera obter autorização para uso emergencial que permitiria o uso generalizado do medicamento no tratamento da COVID-19.

Por enquanto, a droga progrediu o suficiente no processo para ser usada por mais pacientes sob a lei federal Ato do Direito de Tentar. Essa lei permite o uso de medicamentos em investigação para pacientes diagnosticados com doenças ou condições com risco de vida, que tentaram todas as opções de tratamento aprovadas e que não podem participar de um ensaio clínico para acessar certos tratamentos não aprovados.

O hospital informou que 16 dos 19 pacientes tratados com ZYESAMI para insuficiência respiratória pela COVID-19 “sobreviveram à UTI”, anunciou o NRx. ZYESAMI é a marca do Aviptadil, uma versão sintética de um produto químico natural produzido no corpo humano chamado polipeptídeo intestinal vasoativo.

 ZYESAMI é uma versão sintética bioidêntica de um produto químico natural produzido no corpo humano chamado polipeptídeo intestinal vasoativo (VIP). Pode ajudar os pacientes com a COVID-19, aumentando a produção de surfactante nos pulmões e bloqueando citocinas tóxicas, afirma o desenvolvedor do medicamento, NRx (NRx)

ZYESAMI é uma versão sintética bioidêntica de um produto químico natural produzido no corpo humano chamado polipeptídeo intestinal vasoativo (VIP). Pode ajudar os pacientes com a COVID-19, aumentando a produção de surfactante nos pulmões e bloqueando citocinas tóxicas, afirma o desenvolvedor do medicamento, NRx (NRx)

O relatório do hospital relata que não houve eventos adversos graves associados ao uso do medicamento, de acordo com o comunicado da empresa. Os pacientes foram tratados durante o surto da variante Ômicron no primeiro início de insuficiência respiratória, após primeiramente tentar o Remdesivir e outras terapias aprovadas.

Sob o Arto do Direito de Tentar, o NRx atualmente fornece o medicamento apenas pelo custo da noite para o paciente, afirmou o porta-voz da empresa, Jack Hirschfield, ao Epoch Times. As solicitações podem ser feitas através do formulário no site da empresa. O único problema é que o pedido deve ser feito pelo médico do paciente.

E isso pode impedir os pacientes de realmente tentar.

A família do empresário do Arizona, Stephen Judge, pediu repetidamente ao Banner Ironwood Medical Center, em Queen Creek, no Arizona, para permitir tratamentos alternativos, incluindo ZYESAMI, quando os protocolos padrão do hospital para a COVID-19 falharam. O hospital desaprova todos os pedidos, afirmou a filha de Judge, Caitlin Judge Treister.

O Epoch Times estava recebendo cartas entre a família e o hospital, mostrando que o hospital não estava disposto a que o novo medicamento fosse usado sob o Ato do Direito de Tentar. O Epoch Times enviou vários pedidos de comentários ao departamento de mídia e relações públicas do Banner Ironwood Medical Center, mas não recebeu resposta.

Após a morte de Judge, sua filha estava trabalhando com outra família querendo experimentar o ZYESAMI, quando todos os outros tratamentos para a COVID-19 falharam em ajudar seu ente querido em um hospital de Minnesota. Por duas semanas, a família esperou que a droga fosse dada, apenas para descobrir que o pedido nunca foi submetido ao NRx, relatou Treister. Esse paciente sofreu um ataque cardíaco fulminante antes que a droga pudesse ser obtida, afirmou ela.

“Infelizmente, nem todos conseguem fazer com que o hospital coopere com a ato do Direito de Tentar”, afirmou Jonathan Javitt, CEO da NRx.

A empresa compartilhou um documento em seu site explicando os detalhes técnicos de como o novo medicamento funciona. Em termos simplificados, quando o vírus que causa a COVID-19 entra nos pulmões, ele causa o acúmulo de toxinas e restringe a produção de surfactantes.

Surfactante é a substância natural feita no corpo que ajuda a manter centenas de milhares de pequenos sacos de ar nos pulmões abertos. Quando esses sacos de ar estão abertos, eles permitem que o oxigênio se mova dos pulmões para o sangue e por todo o corpo. A COVID-19 faz com que esses sacos de ar parem de funcionar corretamente.

O ZYESAMI funciona ligando-se às células dos pulmões, aumentando a produção de surfactante, impedindo a produção de toxinas relacionadas ao vírus e bloqueando a replicação do vírus, afirmou Javitt ao Epoch Times. A droga continua a ser testada em um estudo em andamento do National Institutes of Health (NIH).

O empreiteiro de telhados, Joel Webb, de 40 anos, de Colleyville, no Texas, compartilhou com entusiasmo sua história de uso do ZYESAMI como parte de um teste anterior em meados de outubro. Sua recuperação, declarou o marido e pai de quatro filhos, foi nada menos que milagrosa.

Quando percebeu que sua infecção pela COVID-19 estava ficando séria, ele resistiu a ir ao hospital. Três amigos da igreja já haviam morrido pelo vírus. Dar entrada no hospital parecia significar morte certa, afirmou ele ao Epoch Times.

Mas quando uma amiga médica requisitou que ele fosse examinado em uma clínica de emergência onde ela estava trabalhando, ele concordou.

Ele estava doente há cerca de sete dias, e “cheguei ao ponto de nem mesmo saber onde estava”, declarou ele.

Uma tomografia computadorizada mostrou que seus pulmões pareciam cheios de cacos de vidro. Imediatamente, seu médico no hospital de Frisco, no Texas, ofereceu o ZYESAMI, afirmando a Webb que ainda estava em testes. Webb e sua família recusaram. Parecia muito arriscado tentar um medicamento não aprovado, afirmou ele.

Nos dias seguintes, a condição de Webb piorou drasticamente. Ele exigia quantidades crescentes de oxigênio. O próximo passo, afirmaram-lhe, era usar um respirador.

Devastada, sua família se reuniu ao redor dele na unidade de terapia intensiva e orou. De repente, ele afirmou, eles estavam em paz sobre tentar ZYESAMI e contaram a seus médicos.

Pouco depois, um mensageiro entregou a droga, relatou ele. Naquela noite, ele se lembra do técnico de enfermagem, Daniel Igheghe, segurando sua mão, orando com ele e cantando uma canção de adoração cristã para ajudar Webb a adormecer, enquanto lutava para respirar.

No dia seguinte, algo incrível aconteceu, afirmou. Seus sinais vitais melhoraram rapidamente e sua necessidade de oxigênio diminuiu drasticamente. A tendência continuou de forma constante. Logo, ele estava fora da UTI. E nove dias depois de ser internado no hospital, ele saiu, sem mais oxigênio. 

A partir da esquerda: Daniella Del Pilar Angulo Thompson, o técnico de enfermagem Daniel Igheghe; Joel Webb; e o farmacêutico Chad Friece se reuniram em 25 de janeiro, no Texas Health Frisco, para uma foto comemorando a recuperação de Webb da COVID-19 (Joel Webb)
A partir da esquerda: Daniella Del Pilar Angulo Thompson, o técnico de enfermagem Daniel Igheghe; Joel Webb; e o farmacêutico Chad Friece se reuniram em 25 de janeiro, no Texas Health Frisco, para uma foto comemorando a recuperação de Webb da COVID-19 (Joel Webb)

Recentemente, ele retornou, porém, para agradecer pessoalmente à enfermeira que segurou sua mão e orou com ele, ao médico que recomendou o medicamento experimental e ao farmacêutico que prescreveu a receita. Ele afirma que não teve efeitos colaterais do ZYESAMI, além de se sentir corado e quente, enquanto a droga pingava em sua veia.

“Então você fica com frio”, relatou ele com uma risada. “Você pode sentir isso e você sabe que conseguiu alguma coisa”.

No fim de semana passado, ele fez uma caminhada de cinco quilômetros e agradeceu pela droga que ele acredita ter salvado sua vida.

“Dou toda a glória a Deus”, declarou ele.

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