Nove Comentários sobre o Partido Comunista Chinês – Capítulo 8

COMO O PARTIDO COMUNISTA CHINÊS É UM CULTO MALIGNO

Este é o oitavo dos Nove Comentários

Original em chinês, 19 de novembro de 2004

Prefácio

O colapso do bloco socialista encabeçado pela União Soviética no início dos anos 90 marcou a queda do comunismo depois de quase um século. Entretanto, o Partido Comunista Chinês (PCC) inesperadamente sobreviveu e ainda controla a China, uma nação com um quinto da população mundial. Surge uma pergunta inevitável: O Partido Comunista Chinês de hoje ainda é verdadeiramente comunista?

Ninguém na China de hoje, incluindo membros do Partido, acredita no comunismo. Depois de cinquenta anos de socialismo, o Partido Comunista Chinês terminou por adotar a propriedade privada e o mercado de ações. Ele busca investimento estrangeiro para implantar novas empresas, enquanto explora os trabalhadores e camponeses o mais que pode. Isso se opõe completamente aos ideais do comunismo. Apesar de transigir com o capitalismo, o Partido Comunista Chinês mantém controle absoluto sobre o povo da China. A Constituição, conforme revisada em 2004, ainda declara rigidamente: “O povo chinês de várias etnias continuará aderindo à ditadura democrática popular e ao caminho socialista sob a liderança do Partido Comunista Chinês, guiado pelo marxismo-leninismo, pela ideologia de Mao Tsé-Tung, a teoria de Deng Xiaoping e o importante pensamento das ‘Três Representações’ […]”

“O leopardo morreu, mas sua pele ainda permanece.” [1] O Partido Comunista Chinês de hoje herdou apenas “sua pele” e a usa para manter seu regime.

Qual é a natureza da pele herdada pelo Partido Comunista Chinês, isso é, qual é seu regime de fato?

I. As características de culto do Partido Comunista Chinês

O Partido Comunista é essencialmente um culto maligno que prejudica o ser humano.

Embora o Partido Comunista nunca tenha sido considerado uma religião, ele tem todos os traços de uma religião (Tabela 1). No início de seu estabelecimento, ele considerava o marxismo como a verdade absoluta no mundo. Ele adorava Marx devotamente como seu Deus espiritual e incitava o povo a se engajar em uma luta permanente com o objetivo de construir um “paraíso comunista na Terra”.

Tabela: Características religiosas do Partido Comunista Chinês

O Partido Comunista é significativamente diferente de qualquer religião reta. Todas as religiões ortodoxas acreditam em Deus e na benevolência e têm como propósito ensinar a moralidade à humanidade e salvar as almas. O Partido Comunista não acredita em Deus e se opõe à moralidade tradicional.

O que o Partido Comunista tem feito prova ser ele mesmo um culto do mal. As doutrinas do Partido Comunista são baseadas na luta de classes, nas revoluções violentas e ditadura do proletariado, o que resultou na chamada “revolução comunista” cheia de sangue e violência. O terror vermelho sob o comunismo, durante cerca de um século, perdurou trazendo desastres a dezenas de países no mundo ao custo de dezenas de milhões de vidas. A fé comunista, que criou um inferno na Terra, não é nada mais que o culto mais vil no mundo.

As características de culto que tem o Partido Comunista Chinês podem ser resumidas em seis itens:

1. Combinando doutrinas e eliminando dissidentes

O Partido Comunista tem o marxismo como sua doutrina religiosa e o expõe como “a verdade inquebrável”. As doutrinas do Partido Comunista carecem de benevolência e tolerância. Ao invés disso, elas estão cheias de arrogância. O marxismo foi um produto do período inicial do capitalismo, quando a produtividade era baixa e a ciência subdesenvolvida. Ele não tinha um entendimento correto de todas as relações entre humanidade e sociedade e entre humanidade e natureza. Infelizmente, essa ideologia herética se desenvolveu dentro do movimento comunista internacional e prejudicou o mundo humano por cerca de um século antes de o povo rejeitá-lo, depois de verificar na prática que ele era completamente errado.

Os líderes do Partido, desde Lenin, sempre fizeram alterações nas doutrinas do culto. Desde a teoria de revolução violenta de Lenin, passando pela teoria da revolução contínua de Mao Tsé-Tung sob a ditadura do proletariado até as “Três Representações” de Jiang Zemin, a história do Partido Comunista está cheia dessas teorias heréticas e falsas. Embora essas teorias tenham causado, na prática, constantes desastres e sejam autocontraditórias, o Partido Comunista sempre se declara universalmente correto e obriga o povo a estudar suas doutrinas.

A maneira mais efetiva para o culto maligno do comunismo espalhar sua doutrina é eliminando dissidentes. Pelo fato de a doutrina e de o comportamento desse culto maligno serem tão ridículos, o Partido Comunista tem que forçar o povo a aceitá-los, eliminando os dissidentes mediante violência. Depois que o Partido Comunista Chinês agarrou as rédeas do poder na China, ele implantou a “reforma agrária” para eliminar a classe dos proprietários; a “reforma social” na indústria e comércio para eliminar os capitalistas; o movimento de “supressão dos reacionários” para eliminar as religiões populares e os funcionários que ocupavam os postos antes de os comunistas tomarem o poder; o “movimento antidireitista” para silenciar os intelectuais; e a “Revolução Cultural” para erradicar a cultura tradicional chinesa. O Partido Comunista Chinês foi capaz de unificar a China sob o culto maligno do comunismo e alcançar uma situação em que cada um lê o Livro Vermelho, executa a “dança da lealdade” e “pede instruções ao Partido pela manhã e se reporta ao Partido ao fim do dia”. No período posterior aos reinados de Mao e Deng, o Partido Comunista Chinês declarou que o Falun Gong, uma prática de cultivo tradicional que acredita na “Verdade, Compaixão e Tolerância”, competia com o Partido pelas massas e por isso tentou erradicar o Falun Gong. Por isso ele iniciou uma perseguição genocida ao Falun Gong que continua até hoje.

2. Promoção de culto ao líder e ponto de vista supremacista

De Marx a Jiang Zemin, as fotografias dos líderes do Partido Comunista são expostas de maneira proeminente para adoração. A autoridade absoluta dos líderes do Partido Comunista proíbe qualquer desafio. Mao Tsé-Tung era tido como “o sol vermelho” e “o grande libertador”. O Partido falava de forma exagerada sobre seus escritos, dizendo que “uma sentença [dele] equivale a 10 mil sentenças comuns”. Como um “membro comum do Partido”, Deng Xiaoping dominou certa vez a política chinesa como suserano. A teoria das “Três Representações” de Jiang Zemin tem pouco mais de 40 caracteres em extensão incluindo pontuação, mas a 4ª Sessão Plenária do Partido Comunista Chinês a elevou como “dando uma resposta criativa a questões como o que é socialismo, como se construir o socialismo, que tipo de Partido estamos construindo e como construir o Partido”. O Partido também falou exageradamente do pensamento das “Três Representações”, embora nesse caso realmente ridicularizando-o ao dizer que ele era uma continuação e desenvolvimento do marxismo-leninismo, do pensamento de Mao Tsé-Tung e da teoria de Deng Xiaoping.

O massacre gratuito de pessoas inocentes conduzido por Stalin, a catástrofe da Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, o massacre da Praça Tiananmen ordenado por Deng Xiaoping e a perseguição atual ao Falun Gong promovida por Jiang Zemin são os resultados dramáticos da ditadura herética do Partido Comunista.

Por um lado, o Partido Comunista Chinês prega em sua Constituição: “Todo o poder na República Popular da China pertence ao povo. Os órgãos por meio dos quais o povo exerce o poder de Estado são o Congresso Nacional do Povo (CNP) e o Congresso Popular local em diferentes níveis.” “Nenhuma organização ou indivíduo pode usufruir do privilégio de estar acima da Constituição e da lei.” [2] Por outro lado, o Alvará do Partido Comunista Chinês estipula que o Partido Comunista Chinês seja o centro da liderança da causa socialista chinesa, estando acima do país e do povo. O presidente do Comitê Central do CNP fez “importantes discursos” por todo o país, pretendendo que o CNP, o órgão mais elevado do Estado, deve aderir à liderança do Partido Comunista Chinês. De acordo com os princípios de “centralismo democrático” do Partido Comunista Chinês, o Partido inteiro deve obedecer ao Comitê Central do Partido. Indo ao fundo da questão, o que o CNP realmente insiste é na ditadura do secretário-geral, a qual, por sua vez, está protegida pela legislação.

3. Violenta lavagem cerebral, controle mental, organização estrita e sem saída após ser admitido

A organização do Partido Comunista Chinês é extremamente rígida: uma pessoa precisa de duas referências de membros do Partido antes de ser admitida; uma vez admitida, precisa jurar lealdade eterna ao Partido; deve pagar uma taxa como membro; atender atividades organizacionais e participar em grupos de estudo político. As organizações do Partido penetram todos os níveis do governo. Há organizações básicas do Partido Comunista Chinês em cada vila, cidade e bairro. O Partido Comunista Chinês controla não somente os membros do Partido e seus negócios, mas também os dos não membros, porque o regime inteiro precisa “aderir à liderança do Partido”. Nos anos das campanhas de luta de classes, os “sacerdotes” da religião do Partido Comunista Chinês, isso é, os secretários do Partido em todos os níveis, com frequência não sabiam exatamente o que fazer a não ser disciplinar o povo.

A “crítica e a autocrítica” nas reuniões do Partido servem como um meio comum e interminável de controlar as mentes dos membros do Partido. Através de sua existência, o Partido Comunista Chinês lançou uma série de movimentos políticos para “purificar os membros do Partido”, “retificar a atmosfera do Partido”, “capturar traidores”, “purgar as Divisões Antibolcheviques (Divisões AB)” [3] e “disciplinar o Partido”, testando periodicamente o “senso da natureza do Partido” – quer dizer, usando de violência e terror para testar a devoção dos membros ao Partido, enquanto assegura que eles se mantenham para sempre alinhados.

Aderir ao Partido Comunista Chinês é o mesmo que assinar um contrato irrevogável de venda do corpo e da alma. Com as regras do Partido Comunista Chinês estando sempre acima das leis da nação, o Partido pode, a seu critério, despedir qualquer membro do Partido, ao passo que um membro qualquer do Partido não pode sair sem que sofra severa punição. Deixar o Partido é considerado deslealdade e isso traz duras consequências. Durante a Revolução Cultural, quando o culto do Partido Comunista Chinês detinha poder absoluto, era do conhecimento de todos que se o Partido quisesse uma pessoa morta, ela não poderia viver; e se a quisesse viva, ela não poderia morrer. Se uma pessoa cometesse suicídio, seria rotulada como “temendo a punição do povo por seus crimes” e os membros de sua família também seriam implicados e punidos.

O processo de decisão dentro do Partido acontece como uma caixa preta, em que suas lutas internas devem ser mantidas em segredo absoluto. Os documentos do Partido são todos confidenciais. Temendo a exposição de seus atos criminosos, o Partido Comunista Chinês frequentemente prende dissidentes incriminando-os por “divulgar segredos de Estado”.

4. Incitando violência, carnificina e sacrifício pelo Partido

Mao Tsé-Tung disse: “Uma revolução não é um jantar, ou escrever um artigo, ou pintar um quadro, ou fazer um bordado; ela não pode ser tão refinada, gentil e delicada, tão controlada, bondosa, cortês, contida e magnânima. A revolução é uma insurreição, um ato de violência por meio do qual uma classe destitui a outra.” [4]

Deng Xiaoping recomendou: “Matar 200 mil pessoas em troca de 20 anos de estabilidade.”

Jiang Zemin ordenou: “Destrua-os fisicamente [os praticantes do Falun Gong], difame-os e arruíne-os financeiramente.”

O Partido Comunista Chinês promove a violência e tem matado um número incontável de pessoas em seus movimentos políticos. Ele educa o povo para tratar o inimigo “tão friamente como um inverno severo”. A bandeira vermelha é vermelha por ter sido “tingida com o sangue vermelho dos mártires”. O Partido adora o vermelho devido a sua adição por sangue e carnificina.

O Partido Comunista Chinês faz uma exibição de exemplos “heróicos” para encorajar as pessoas a se sacrificarem pelo Partido. Quando Zhang Side morreu trabalhando em um forno produzindo ópio, Mao Tsé-Tung louvou sua morte como sendo “tão pesada como o Monte Tai”. [5] Naqueles anos frenéticos, “palavras corajosas” como “não temer nem as dificuldades nem a morte” e “grandes sacrifícios fortalecem a vontade; nós faremos o sol e a lua brilharem em novos céus” davam aspiração em meio à extrema carência de suprimentos.

Em fins de 1970, os vietcongues enviaram suas tropas e destruíram o regime do Khmer Vermelho sustentado pelo Partido Comunista Chinês e que havia cometido crimes indescritíveis. Embora o Partido Comunista Chinês estivesse furioso, ele não podia enviar tropas para apoiar o Khmer Vermelho, já que a China e o Camboja não tinham fronteira comum. Em vez disso, o Partido Comunista Chinês declarou guerra ao Vietnam por meio da fronteira chinesa-vietnamita para punir os vietcongues, mas alegando autodefesa. Dezenas de milhares de soldados chineses sacrificaram seu sangue e suas vidas por esta luta entre os partidos comunistas. Na verdade, suas mortes não tinham nada a ver com território ou soberania. Entretanto, alguns anos mais tarde, o Partido Comunista Chinês relembrou desgraçadamente o sacrifício sem sentido de tantas vidas jovens e inocentes como “o espírito heroico revolucionário”, tomando emprestado irreverentemente a canção “A conduta elegante tingida de sangue”. Em 1981, 154 mártires chineses morreram recapturando o Monte Faka na província de Guangxi, mas o Partido Comunista Chinês casualmente devolveu-o ao Vietnam depois que a China e o Vietnam revisaram suas fronteiras.

No início de 2003, quando a violenta propagação do SARS ameaçou a vida das pessoas, o Partido Comunista Chinês admitiu prontamente muitas enfermeiras jovens. Essas mulheres rapidamente foram confinadas em hospitais para cuidar de pacientes com SARS. O Partido Comunista Chinês expõe pessoas jovens ao maior perigo para, assim, estabelecer sua “imagem gloriosa” de “não temer nem dificuldades nem a morte”. No entanto, o Partido Comunista Chinês não tem explicação sobre onde estão os restantes dos atuais 65 milhões de membros do Partido e que imagem eles trouxeram para o Partido.

5. Negando a crença em Deus e suprimindo a natureza humana

O Partido Comunista Chinês defende o ateísmo e alega que a religião é um “ópio espiritual” que pode intoxicar o povo. Ele usa seu poder para esmagar todas as religiões na China e, então, se deifica, dando ao culto do Partido Comunista Chinês o controle absoluto do país.

Ao mesmo tempo em que sabota a religião, o Partido Comunista Chinês também destrói a cultura tradicional. Ele alega que a tradição, a moralidade e a ética eram feudalistas, supersticiosas e reacionárias, erradicando-as em nome da revolução. Durante a Revolução Cultural, fatos terríveis se difundiram violando as tradições chinesas, tais como casais acusando-se mutuamente, estudantes batendo em seus professores, pais e filhos se virando uns contra os outros, a Guarda Vermelha matando inocentes cruelmente e rebeldes batendo, destruindo e saqueando. Essas foram as consequências naturais da supressão da natureza humana pelo Partido Comunista Chinês.

Depois de estabelecer seu regime, o Partido Comunista Chinês forçou as minorias nacionais a jurarem aliança à liderança comunista, comprometendo a rica e colorida cultura étnica.

Em 4 de junho de 1989, o chamado “Exército de Libertação Popular” massacrou estudantes em Pequim. Isso fez os chineses perderem completamente a esperança no futuro político da China. Daí em diante, o povo inteiro só se interessa em ganhar dinheiro. De 1999 até hoje, o Partido Comunista Chinês vem perseguindo brutalmente o Falun Gong, opondo-se a “Verdade, Compaixão e Tolerância” e causando, assim, um acelerado declínio nos padrões morais.

Desde o início deste século, uma nova onda de confiscos ilegais de terras [6] e de recursos financeiros e materiais [pelos oficiais corruptos do Partido Comunista Chinês em conivência com aproveitadores] deixou muita gente na miséria e desabrigada. O número de pessoas apelando ao governo por justiça tem aumentado drasticamente e os conflitos sociais têm se intensificado. Os protestos em larga escala, os quais a polícia e as forças armadas suprimem violentamente, são frequentes. A natureza fascista da “República” se tornou notória e a sociedade perdeu sua consciência moral.

No passado, um vilão não incomodava seu vizinho de porta, ou, assim dizendo, a raposa vai à caça longe de casa. Hoje em dia, quando uma pessoa quer trapacear alguém, ele prefere seus parentes e amigos e, depois, chama isso de “crimes entre pessoas íntimas”.

No passado, o chinês respeitava a castidade acima de tudo, ao passo que o povo hoje ridiculariza o pobre, mas não as prostitutas. Na China, a história da destruição da natureza humana e de seus valores morais está vividamente espelhada na canção abaixo:

“Nos anos 50 as pessoas se ajudavam mutuamente,

Nos anos 60 as pessoas se esforçavam juntas,

Nos anos 70 as pessoas enganavam umas às outras,

Nos anos 80 as pessoas preocupavam-se só consigo mesmas,

Nos anos 90 as pessoas tiravam vantagem de todos que encontravam.”

6. Tomada do poder por meio das armas, monopolização da economia e ambições políticas e econômicas desmesuradas

O único propósito de estabelecer o Partido Comunista Chinês foi o de tomar o poder pela força das armas e, assim, gerar um sistema dominante de Estado que mantivesse o monopólio de uma economia planificada. A ambição desmesurada do Partido Comunista Chinês ultrapassa de longe a de um culto maligno que simplesmente acumula dinheiro.

Em um país de propriedade pública socialista regida pelo Partido Comunista, as organizações do Partido têm grande poder, isso é, os comitês e ramificações do Partido em todos os níveis são impostos ou possuem a infraestrutura padrão do Estado. As organizações possessivas do Partido controlam a máquina do Estado e drenam recursos diretamente dos cofres do governo em diferentes níveis. Como um vampiro, o Partido Comunista Chinês suga uma quantia imensa da riqueza da nação.

II. O desgaste causado pelo Partido Comunista Chinês

Quando são mencionados incidentes como a teoria de Aum Shinri Kyo (A Suprema Verdade) matando pessoas com o gás sarin, ou os membros do Templo Solar ascendendo ao Céu mediante suicídio, ou ainda o suicídio em massa de 900 seguidores de Jim Jones do Templo do Povo, todos tremem de medo e indignação. No entanto, o Partido Comunista Chinês é um culto maligno que cometeu crimes mil vezes piores, tendo destruído incontáveis vidas. Isso porque o Partido Comunista Chinês possui as seguintes características únicas que um culto comum não tem.

O culto do mal se tornou uma religião do Estado

Na maioria dos países, se uma pessoa não segue uma religião, ela ainda pode usufruir de uma vida feliz sem ler os livros ou ouvir os princípios daquela religião. Entretanto, na China Continental, é impossível alguém viver lá sem a constante exposição às doutrinas e propagandas do culto do Partido Comunista Chinês, porque depois que o Partido tomou o poder, transformou esse culto maligno em uma religião de Estado.

O Partido Comunista Chinês começa a incutir seu discurso político desde o jardim da infância e escola primária. Não se pode seguir para a educação superior ou obter uma promoção sem passar no exame político. Qualquer das questões colocadas no exame político não permite que a pessoa pense independentemente. Para passar, os que fazem os exames devem memorizar as respostas padronizadas fornecidas pelo Partido Comunista Chinês. O infeliz povo chinês é forçado a repetir os sermões do Partido Comunista Chinês desde quando são jovens, provocando uma repetitiva lavagem cerebral. Quando um oficial é promovido a um posto mais alto no governo, independente se for ou não membro do Partido Comunista Chinês, tem que frequentar a Escola do Partido. Ele não será promovido até que preencha as exigências para se formar na Escola do Partido.

Na China, onde o Partido Comunista é a religião do Estado, não é permitida a existência de grupos com opiniões diferentes. Até os “partidos democráticos”, criados pelo Partido Comunista Chinês meramente como vitrine política, e a reformada “Igreja dos Três-Autos” (isso é, autoadministração, autosustentação e autopropagação) têm de oficialmente reconhecer a liderança do Partido Comunista Chinês. De acordo com a lógica de culto do Partido Comunista Chinês, antes de abraçar qualquer outra crença, a lealdade ao Partido Comunista Chinês é a prioridade número um.

Controles sociais vão a extremos

Esse culto maligno foi capaz de se tornar uma religião de Estado porque o Partido Comunista Chinês tem total controle social e priva o indivíduo de liberdade. Esse tipo de controle não tem precedente, uma vez que o Partido Comunista Chinês privou o povo de propriedade privada, que é a base da liberdade. Antes da década de 1980, as pessoas nas áreas urbanas somente podiam ganhar a vida trabalhando em empresas controladas pelo Partido. Camponeses nas zonas rurais tinham que viver nas terras pertencentes às comunas do Partido. Ninguém podia escapar do controle do Partido Comunista Chinês. Em um país socialista como a China, as organizações do Partido Comunista estão em todos os lugares, desde o governo central até os níveis básicos da sociedade, incluindo vilas e bairros. Por meio dos comitês do Partido e seus braços em todos os níveis, o Partido Comunista Chinês mantém um controle absoluto sobre a sociedade. Um controle tão rígido esmaga a liberdade individual, a liberdade de movimento (sistema de registro de residência), a liberdade de expressão (500 mil direitistas foram perseguidos pelo Partido Comunista Chinês por praticarem a liberdade de expressão), a liberdade de pensamento (Lin Zhao e Zhang Zhixin [7] foram executados por terem dúvidas a respeito do Partido Comunista Chinês) e a liberdade de obter informação (é ilegal ler livros proibidos ou ouvir as “estações de rádio dos ‘inimigos’” e o acesso à internet também é monitorado).

As pessoas podem dizer que agora a propriedade privada é permitida pelo Partido Comunista Chinês, mas não devemos esquecer que essa política de reforma e abertura chegou somente quando o socialismo alcançou um ponto em que as pessoas não tinham o suficiente para comer e a economia nacional estava à beira do colapso. O Partido Comunista Chinês teve de dar um passo atrás para se salvar da destruição. Entretanto, mesmo depois da reforma e abertura, o Partido Comunista Chinês nunca relaxou seu controle sobre o povo. A atual e brutal perseguição aos praticantes de Falun Gong somente poderia acontecer em um país controlado pelo Partido Comunista. Se o Partido Comunista Chinês fosse se tornar um gigante econômico, como ele deseja, é certo que o Partido intensificaria seu controle sobre o povo chinês.

Promovendo a violência e desprezando a vida

Quase todos os cultos malignos controlam seus seguidores ou resistem à pressão externa mediante violência. Mas poucos fizeram tão extenso uso de meios violentos e sem escrúpulos como o Partido Comunista Chinês. Até o número total de mortes causadas por qualquer outro culto maligno no mundo não pode ser comparado ao número de pessoas mortas pelo Partido Comunista Chinês. O culto do Partido Comunista Chinês vê a humanidade simplesmente como um meio de atingir seu objetivo; matar é somente outro meio para isso. Dessa forma, o Partido Comunista Chinês não tem reservas e nem escrúpulos em perseguir as pessoas. Qualquer um – incluindo os partidários, membros e líderes do Partido Comunista Chinês – pode se tornar alvo de perseguição.

O apoio do Partido Comunista Chinês ao Khmer Vermelho do Camboja é um caso típico da brutalidade do Partido Comunista e da desconsideração pela vida. Durante seu domínio de três anos e oito meses, inspirado e guiado pelos ensinamentos de Mao Tsé-Tung, o Partido Comunista do Camboja de Pol Pot massacrou dois milhões de pessoas, cerca de um quarto da população do país, para “eliminar o sistema de propriedade privada”. Desse total de mortos, mais de 200 mil eram de etnia chinesa.

Para registrar os crimes cometidos pelo Partido Comunista e lembrar das vítimas, o Camboja construiu um museu para documentar e exibir as atrocidades do Khmer Vermelho. O museu está em uma antiga prisão do Khmer Vermelho. A construção, originalmente uma faculdade, foi transformada por Pol Pot na Prisão S-21, usada especificamente para lidar com prisioneiros de consciência. Muitos intelectuais foram detidos ali e torturados até a morte. Dispostos ao longo da estrutura da prisão estão vários instrumentos de tortura e também fotos em preto e branco das vítimas antes de serem mortas. Há muitas torturas horríveis documentadas: gargantas cortadas, cérebros perfurados, crianças jogadas no chão e mortas, etc. Todos esses métodos de tortura foram ensinados pelos “especialistas e técnicos profissionais” que o Partido Comunista Chinês enviou em apoio ao Khmer Vermelho. O Partido Comunista Chinês treinou até os fotógrafos, especializados em tirar fotos dos prisioneiros antes de serem executados, fosse para registro ou entretenimento.

Exatamente nessa Prisão S-21, foi projetada uma máquina de perfurar cabeças e extrair cérebros humanos para fazer refeições nutritivas para os líderes do Partido Comunista do Camboja. Os prisioneiros de consciência eram amarrados a uma cadeira em frente dessa máquina. A vítima ficava extremamente apavorada, porque uma broca giratória furava a cabeça por trás e rápida e eficientemente extraía o cérebro antes que a vítima morresse.

III. A natureza de culto do Partido Comunista

O que faz o Partido Comunista tão tirânico e tão mal? Quando o espectro do Partido Comunista veio ao mundo, ele veio com uma missão assustadora. O Manifesto Comunista tem uma passagem muito famosa próxima ao final:

“Os comunistas não escondem suas opiniões e seus objetivos. Eles declaram abertamente que o que querem somente pode ser conseguido mediante a derrocada forçada de todas as condições sociais existentes. As classes dirigentes tremem diante de uma revolução comunista. Os proletários não têm nada a perder a não ser suas correntes. Eles têm um mundo a ganhar.”

A missão desse espectro era usar a violência para desafiar abertamente a sociedade humana, para esmagar o velho mundo, “eliminar a propriedade privada”, “eliminar o caráter, a independência e a liberdade da burguesia”, para eliminar a exploração e as famílias e deixar os proletários governarem o mundo.

Esse partido político, que abertamente anunciou o desejo de “bater, esmagar e roubar”, não apenas negou que seu ponto de vista é mau, mas também declarou hipocritamente no Manifesto Comunista: “A revolução comunista é a ruptura mais radical com as relações tradicionais; não é de se admirar que seu desenvolvimento implique na ruptura mais radical com as ideias tradicionais.”

De onde vêm os pensamentos tradicionais? De acordo com a concepção ateísta da lei da natureza, os pensamentos tradicionais vêm naturalmente das leis da natureza e da sociedade. Eles são os resultados do movimento sistemático do universo. Entretanto, de acordo com os que acreditam em Deus, as tradições humanas e os valores morais são dados por Deus. Independente de sua origem, a moralidade humana mais fundamental, as normas de comportamento e os padrões de julgamento do que é bom e do que é mau são relativamente estáveis; eles têm sido a base para regular o comportamento humano e manter a ordem social por milhares de anos. Se a humanidade perde suas normas e padrões morais para julgar o bom e o mau, os seres humanos não iriam se degenerar e se transformar em bestas? Quando o Manifesto Comunista declara que irá “romper fundamentalmente com as ideias tradicionais”, ele ameaça a base da existência normal da sociedade humana. O Partido Comunista estava fadado a se tornar um culto maligno que traz destruição para a humanidade.

O documento inteiro do Manifesto Comunista, que estabelece os princípios para o Partido Comunista, é permeado de pronunciamentos extremos e não contém um mínimo de bondade e tolerância. Marx e Engels pensaram que haviam achado a lei do desenvolvimento social por meio do materialismo dialético. Assim, com a “verdade” nas mãos, eles questionaram tudo e negaram tudo. Eles obstinadamente impuseram ao povo as ilusões comunistas e não abriram mão de promover o uso da violência para destruir as estruturas sociais existentes e as fundações culturais. O que veio com o Manifesto Comunista para o recém-criado Partido Comunista foi um espectro perverso que se opõe às leis celestes, extermina a natureza humana e se mostra arrogante, extremamente egoísta e totalmente implacável.

IV. A teoria do Partido Comunista sobre o fim do mundo – O medo do fim do Partido

Marx e Engels gradualmente introduziram um espírito perverso no Partido Comunista. Lênin fundou o Partido Comunista na Rússia e, por meio da violência de patifes, derrubou o governo transitório constituído depois da Revolução de Fevereiro, [8] sabotou a revolução burguesa na Rússia, se apossou do governo e conseguiu uma base para o culto comunista. Entretanto, o sucesso de Lênin não fez o proletariado ganhar o mundo. Ao contrário, como diz o primeiro parágrafo do Manifesto Comunista, “todos os poderes da velha Europa entraram em uma santa aliança para exorcizar esse espectro…” Depois do nascimento do Partido Comunista, ele imediatamente encarou uma crise da sobrevivência e passou a temer sua eliminação a qualquer momento.

Depois da Revolução de Outubro, [9] os comunistas russos, ou bolcheviques, não trouxeram nem paz nem pão para o povo, mas somente matança perversa. A linha de frente estava perdendo a guerra e a revolução piorou a economia na sociedade. Dessa forma, o povo começou a se rebelar. A guerra civil rapidamente se espalhou pela nação inteira e os camponeses recusaram fornecer comida para as cidades. Um grande tumulto se originou entre os cossacos perto do Rio Don; sua batalha com o Exército Vermelho trouxe um brutal derramamento de sangue. A natureza bárbara e brutal do massacre que aconteceu nessa batalha pode ser vista na literatura por meio do “Tikhii Don” de Sholokhov e outras obras sobre a história do Rio Don. As tropas, lideradas pelo Almirante Aleksandr Vailiyevich Kolchak do antigo Exército Branco e pelo General Anton Denikin, quase derrubaram o Partido Comunista Russo. Mesmo como um partido político recém-nascido, o Partido Comunista era rejeitado por quase toda a nação, talvez pelo fato de o culto comunista ser mau demais para ganhar o coração das pessoas.

A experiência do Partido Comunista Chinês foi semelhante ao da Rússia. Do “Incidente Mari” e do “Massacre de 12 de abril”, [10] até ser suprimido por cinco vezes de áreas que estavam sob controle dos comunistas chineses e, finalmente, ser forçado a realizar a “Longa Marcha” de 25 mil km, o Partido Comunista Chinês sempre enfrentou a crise de ser eliminado.

O Partido Comunista nasceu com a determinação de destruir o velho mundo por todos os meios. Ele se achou diante de um problema real: como não ser eliminado e sobreviver. O Partido Comunista tem vivido em constante temor a respeito da própria morte. Sobreviver se tornou a maior preocupação do culto comunista e sua prioridade absoluta. Com a aliança comunista internacional em desordem, a crise de sobrevivência do Partido Comunista Chinês piorou. Desde 1989, o temor pelo próprio fim se torna mais real à medida que sua morte se aproxima.

V. A arma venerada da sobrevivência do culto comunista – A luta brutal

O Partido Comunista sempre enfatizou uma disciplina de ferro, lealdade absoluta e princípios organizacionais. Todos os que se juntam ao Partido Comunista Chinês precisam jurar:

“Quero entrar para o Partido Comunista Chinês, apoiar a constituição do Partido, seguir as regras do Partido, cumprir com as obrigações de membro, executar as decisões do Partido, seguir estritamente a disciplina do Partido, manter os segredos do Partido, ser leal ao Partido, trabalhar diligentemente, dedicar toda a minha vida ao comunismo, estar sempre pronto a sacrificar tudo pelo Partido e pelo povo e nunca trair o Partido.” (Ver a Constituição do Partido Comunista Chinês, Capítulo 1, Artigo 6)

O Partido Comunista Chinês chama de “senso de natureza do Partido” esse espírito de devoção de culto ao Partido. Ele pede ao membro do Partido Comunista Chinês para estar pronto a qualquer momento a abrir mão de suas crenças pessoais e princípios para obedecer absolutamente a vontade do Partido e a vontade do líder. Se o Partido quiser que uma pessoa seja boa, então ela pode ser boa; se o Partido quiser que uma pessoa faça o mal, então ela deve fazer o mal. Caso contrário, não se enquadrará no padrão de membro do Partido, por não mostrar um forte “senso de natureza do Partido”.

Mao Tsé-Tung disse: “A filosofia marxista é uma filosofia de luta.” Para estimular e manter o “senso de natureza do Partido”, o Partido Comunista Chinês se apoia no mecanismo de lutas periódicas dentro do Partido. Por meio da mobilização contínua de lutas brutais dentro e fora do Partido, o Partido Comunista Chinês eliminou dissidentes e criou o terror vermelho. Ao mesmo tempo, o Partido Comunista Chinês continuamente purga seus membros, faz com que suas regras de culto fiquem mais estritas e estimula a aptidão dos membros pela “natureza do Partido” a fim de aumentar a capacidade de luta. É uma arma venerada que o Partido Comunista Chinês utiliza para prolongar sua sobrevivência.

Entre os líderes do Partido Comunista Chinês, Mao Tsé-Tung foi o mais adepto no aprimoramento dessa arma venerada da luta brutal dentro do Partido. A brutalidade de semelhante luta e a maldade de seus métodos começaram no início de 1930 em áreas controladas pelos comunistas chineses, a chamada “área soviética”.

Em 1930, Mao Tsé-Tung iniciou um total terror revolucionário na área soviética da província de Jiangxi, conhecido como o Expurgo da Divisão Antibolchevique (Divisão AB). Milhares de soldados do Exército Vermelho, membros do Partido, membros da Liga e civis nas bases comunistas foram brutalmente assassinados. Isso foi causado pelo poder despótico de Mao. Depois que Mao criou a área soviética em Jiangxi, ele foi logo desafiado pelo Exército Vermelho local e pelas organizações do Partido na região sudoeste de Jiangxi liderados por Li Wenlin. Mao não podia admitir uma oposição organizada justamente debaixo do seu nariz e ele usou métodos extremos para suprimir os membros do Partido suspeitos de serem dissidentes. Para criar um clima austero para o expurgo, Mao não hesitou em começar com as tropas sob seu controle direto. De fins de novembro a meados de dezembro, a Primeira Frente do Exército Vermelho entrou em uma “rápida retificação militar”. Foram criadas organizações para eliminar os contrarrevolucionários em cada nível do exército, incluindo divisões, regimentos, batalhões, companhias e pelotões, prendendo e matando membros do Partido que fossem de família de proprietários de terra ou de camponeses ricos e aqueles que tinham reclamações. Em menos de um mês, entre mais de 40 mil soldados do Exército Vermelho, 4.400 foram considerados elementos da Divisão AB, incluindo mais de 10 capitães (os capitães da Divisão AB); todos foram executados.

No período seguinte, Mao começou a punir os dissidentes na área soviética. Em dezembro de 1930, ele ordenou a Li Shaojiu, secretário-geral do Departamento Geral de Política da Primeira Frente do Exército Vermelho e diretor do Comitê de Expurgo, representar o Comitê Geral de Fronteira e ir à cidade de Futian na província de Jiangxi, onde o governo comunista estava localizado. Li Shaojiu prendeu membros do Comitê de Ação Provincial e oito líderes do 20º Exército Vermelho, incluindo Duan Liangbi e Li Baifang. Ele usou vários métodos cruéis de tortura, como espancar e queimar o corpo; pessoas que foram torturadas dessa forma tinham ferimentos por todo o corpo, dedos quebrados, queimaduras por todo o corpo e não podiam se mexer. De acordo com evidências documentadas na época, os gritos das pessoas eram tão altos que alcançavam o céu; os métodos cruéis de tortura eram extremamente desumanos.

No dia 8 de dezembro, as esposas de Li Baifang, Ma Ming e Zhou Mian foram visitá-los na prisão, mas também foram detidas como membros da Divisão AB e cruelmente torturadas. Foram severamente espancadas, e seus corpos, órgãos femininos e seios foram cortados com facas. Sob a cruel tortura, Duan Liangbi “confessou” que Li Wenlin, Jin Wanbang, Liu Di, Zhou Mian, Ma Ming e outros eram líderes da Divisão AB e que havia muitos membros da Divisão AB nas escolas do Exército Vermelho.

De 7 de dezembro até a tarde de 12 de dezembro, em apenas cinco dias, Li Shaojiu e outros prenderam mais de 120 supostos membros da Divisão AB e dúzias dos principais contrarrevolucionários da Divisão AB foram expurgados em Futian; mais de 40 pessoas foram executadas. Em 12 de dezembro de 1930, os atos cruéis de Li Shaojiu desencadearam o “Incidente de Futian” [11] que espantou grandemente a área soviética. (Fonte: “Investigação histórica do expurgo da ‘Divisão AB’ conduzido por Mao Tsé-Tung na área soviética, província de Jiangxi”, de Gao Hua)

Da área soviética a Yan’an, Mao confiou em sua teoria e prática de luta e gradualmente procurou estabelecer sua liderança absoluta do Partido. Depois que o Partido Comunista Chinês chegou ao poder em 1949, Mao continuou a apelar para esse tipo de luta interna partidária. Por exemplo, no 8º Plenário da 8ª Reunião do Comitê Central do Partido Comunista Chinês em Lushan em 1959, Mao Tsé-Tung lançou um ataque repentino a Peng Dehuai e o removeu de sua posição. [12] Foi pedido a todos os líderes centrais que assistiam à conferência que se posicionassem; os poucos que ousaram expressar opiniões diferentes foram rotulados como pertencentes ao bloco antipartido de Peng Dehuai. Durante a Revolução Cultural, os veteranos do Comitê Central do Partido Comunista Chinês foram punidos um após o outro, mas todos se entregaram sem lutar. Quem ousaria falar uma palavra contra Mao Tsé-Tung? O Partido Comunista Chinês sempre enfatizou uma disciplina de ferro, lealdade ao Partido e princípios organizacionais, exigindo obediência absoluta ao líder hierárquico. Esse tipo de natureza do Partido tornou-se profundamente arraigada nas contínuas lutas políticas.

Durante a Revolução Cultural, Li Lisan, ex-líder do Partido Comunista Chinês, chegou ao limite de sua tolerância. Aos 68 anos de idade, ele era interrogado em média sete vezes por mês. Sua esposa Li Sha foi tratada como uma espiã “revisionista soviética” e foi enviada para a prisão, com paradeiro desconhecido. Sem outra escolha e em extremo desespero, Li se suicidou ingerindo grande quantidade de pílulas para dormir. Antes de sua morte, Li Lisan escreveu uma carta a Mao Tsé-Tung verdadeiramente refletindo o “senso de natureza do Partido”, de acordo com o qual um membro do Partido Comunista Chinês não ousa abrir mão nem mesmo à beira da morte:

Presidente,

Estou agora subindo os degraus da traição ao Partido cometendo suicídio, e não tenho meios de defender meu crime. Somente uma coisa, que é a seguinte, toda a minha família e eu nunca colaboramos com Estados inimigos. Somente nesta ocasião, eu peço ao governo central para investigar e examinar os fatos e tirar conclusões baseadas na verdade…

Li Lisan

22 de junho de 1967″ [13]

Enquanto a filosofia de luta de Mao Tsé-Tung mergulhava a China em uma catástrofe sem precedentes, esse tipo de campanha política e luta interpartidária, promovida “a cada 7 ou 8 anos”, assegurou a sobrevivência do Partido Comunista Chinês. Sempre que havia uma campanha, uma minoria de 5% era perseguida e os restantes 95% submetidos à obediente adesão à linha basilar do Partido, assim aumentando a força coesiva e a capacidade destrutiva do Partido. Essas lutas eliminavam qualquer força que ousasse resistir e também os membros “vacilantes” que não queriam abrir mão de suas consciências. Por meio desse mecanismo de luta, os membros do Partido Comunista Chinês que tinham desejo pela luta e eram os melhores em usar métodos criminosos obtinham o controle. Os líderes do culto do Partido Comunista Chinês são destemidas pessoas com vasta experiência de luta e cheias do espírito do Partido. Uma luta tão brutal também produz naqueles que a experimentaram uma “lição sangrenta” e uma violenta lavagem cerebral. Ao mesmo tempo, ela continuamente energiza o Partido Comunista Chinês, fortalece seu desejo de luta, assegura sua sobrevivência e previne que se torne um bando moderado que desiste da luta.

Este tipo de natureza do partido exigida pelo Partido Comunista Chinês surgiu precisamente da natureza de culto do Partido Comunista Chinês. Para atingir seu objetivo, o Partido Comunista Chinês está determinado a romper com todos os princípios tradicionais e usar de todos os meios para lutar sem hesitar contra qualquer força que o atrapalhe. Por isso, ele precisa treinar e escravizar todos os seus membros para se tornarem ferramentas sem coração, injustas e sem fé. Essa natureza do Partido Comunista Chinês se originou de seu ódio pela sociedade humana e suas tradições, de sua delirante auto-avaliação e de seu extremo egoísmo e desprezo pelas vidas das pessoas. Para alcançar seu ideal, o Partido Comunista Chinês usou violência a qualquer preço para esmagar o mundo e eliminar todos os dissidentes. Um culto tão maligno encontraria oposição de pessoas de consciência, então ele precisa eliminar a consciência das pessoas e os pensamentos benevolentes para fazer as pessoas acreditarem na sua doutrina do mal. Assim, para assegurar sua sobrevivência, o Partido Comunista Chinês, antes de tudo, precisa destruir a consciência da pessoa, os pensamentos benevolentes e os padrões morais, transformando-a em ferramenta e escrava obediente. De acordo com a lógica do Partido Comunista Chinês, a existência e o interesse do Partido Comunista Chinês estão acima de qualquer outra coisa; estão acima até do interesse coletivo de todos os membros do Partido; dessa forma, cada membro individual do Partido deve estar preparado para se sacrificar pelo Partido.

Olhando para a história do Partido Comunista Chinês, os indivíduos que mantiveram a mentalidade intelectual tradicional, como Chen Duxiu e Qu Qiubai, ou que ainda se preocupavam com o interesse popular, como Hu Yaobang e Zhao Ziyang, ou que estavam determinados a serem oficiais limpos e prestar um real serviço ao povo como Zhu Rongji, não importa quanto houvessem contribuído ao Partido e quão despojados de ambições pessoais eles fossem, foram inevitavelmente expurgados, postos de lado ou restringidos pelos interesses e pela disciplina do Partido.

O senso de natureza do Partido ou aptidão pelo Partido, que foi injetado em seus ossos por meio de anos de luta, frequentemente os fez cederem e se renderem em momentos críticos porque em seus subconscientes a sobrevivência do Partido é o interesse maior. Eles prefeririam sacrificar a si próprios e observar a força maligna do Partido cometer assassinatos do que desafiar a sobrevivência do Partido com pensamentos conscienciosos e misericordiosos. Esse é exatamente o resultado do mecanismo de luta do Partido: ele transforma pessoas boas em ferramentas para seu uso; e utiliza a natureza do Partido para limitar ao máximo ou até eliminar a consciência humana. Dúzias de “linhas de luta” do Partido Comunista Chinês derrubaram mais de 10 líderes partidários ou seus sucessores designados; nenhum dos grandes líderes do Partido terminou bem. Embora Mao Tsé-Tung tenha sido o soberano por 43 anos, logo após sua morte, sua esposa e seu sobrinho foram colocados na prisão, o que foi aclamado por todo o Partido como uma grande vitória do maoismo. Uma comédia ou uma farsa?

Depois que o Partido Comunista Chinês agarrou o poder político, houve incessantes campanhas políticas, desde lutas do Partido promovidas em seu interior e em seu exterior. Assim foi durante a época de Mao Tsé-Tung e ainda é o caso da “reforma e abertura” na era pós-Mao. Nos anos de 1980, quando o povo somente começou a ter uma fração de liberdade no pensamento, para manter sua liderança absoluta, o Partido Comunista Chinês lançou a campanha de “Oposição ao liberalismo burguês” e propôs “Os quatro princípios fundamentais”. [14] Em 1989, os estudantes que pacificamente pediam pela democracia foram sangrentamente suprimidos, porque o Partido Comunista Chinês não permite aspirações democráticas. Em 1990, o testemunho do crescimento rápido dos praticantes do Falun Gong, que acreditam em “Verdade, Compaixão e Tolerância”, encontrou a perseguição genocida que começou em 1999, porque o Partido Comunista Chinês não tolera a natureza humana e pensamentos benevolentes. Ele precisa usar a violência para destruir a consciência das pessoas e assegurar seu poder. Uma vez no século 21, a internet interligou o mundo, mas o Partido Comunista Chinês tem gastado grandes somas de dinheiro montando redes de censura para prender liberais que se expressem online, porque o Partido Comunista Chinês teme que as pessoas obtenham informação livremente.

VI. A degeneração do culto maligno do Partido Comunista Chinês

O culto maligno do Partido Comunista Chinês governa essencialmente em oposição à natureza humana e aos princípios celestes. O Partido Comunista Chinês é conhecido por sua arrogância, prepotência, seu orgulho, e atos brutais e violentos. De forma sistemática, ele traz desastre ao país e ao povo, porém nunca admite seus erros, e nunca revela sua verdadeira natureza ao povo. O Partido Comunista Chinês nunca hesitou em mudar slogans e rótulos, que são considerados por ele como meios de manter o controle. Ele fará qualquer coisa para se manter no poder com total desconsideração pela moralidade, justiça ou pela vida humana.

A institucionalização e socialização desse culto maligno estão destinadas ao colapso. Como resultado da centralização do poder, a opinião pública tem sido calada e todos os possíveis mecanismos de monitoramento têm sido destruídos, não permanecendo nenhuma força que impeça o Partido Comunista Chinês de se corromper e desintegrar.

O Partido Comunista Chinês de hoje se tornou o maior “Partido da fraude e da corrupção” governante no mundo. De acordo com estatísticas oficiais na China, entre os 20 milhões de funcionários, oficiais ou elementos do Partido e do governo, durante os últimos 20 anos, oito milhões foram considerados culpados de corrupção e foram punidos ou disciplinados com base nas regulamentações do Partido ou do governo. Se os oficiais corruptos não identificados também forem levados em conta, estima-se que os oficiais corruptos do Partido e do governo cheguem a dois terços, dos quais somente uma pequena porção foi investigada e exposta.

A corrupção e a extorsão se tornaram a força coesiva mais intensa para a unidade do Partido Comunista Chinês. Os oficiais corruptos sabem que, sem o Partido Comunista Chinês, eles não teriam a oportunidade de ser coniventes para obter ganhos pessoais e que, se o Partido Comunista Chinês cair, eles não somente perderiam o poder e a posição, mas também enfrentariam investigação. Na novela “Ira do Céu”, que mostra as atitudes dos oficiais do Partido Comunista Chinês por trás dos bastidores, Chen Fang, o autor, revela o maior segredo do Partido Comunista Chinês usando a fala de Hao Xiangshou, um diretor assistente de um escritório municipal do Partido Comunista Chinês: “a corrupção estabilizou nosso poder político”.

O povo chinês enxerga isso claramente: “se lutarmos contra a corrupção, o Partido cairá; se não lutarmos, a nação sucumbirá”. Entretanto, o Partido Comunista Chinês não arriscará seu próprio destino lutando contra a corrupção. O que ele fará é matar alguns poucos indivíduos corruptos como um sacrifício simbólico para preservar a própria imagem. Ao custo de um pequeno número de elementos corruptos, a vida do Partido é prolongada por mais alguns anos. Hoje, os únicos objetivos do culto maligno do Partido Comunista Chinês são conservar seu poder e evitar sua morte.

Na China de hoje, a ética e a moralidade se degeneraram além do reconhecível. Produtos de qualidade inferior ou falsificados, prostituição, drogas, conspirações entre oficiais e gangues, crime organizado, fraudes, subornos – corrupção de todo tipo se tornou algo cotidiano e generalizado. O Partido Comunista Chinês tem ignorado amplamente tal decadência moral, enquanto muitos altos oficiais comandam, por trás dos bastidores, a extorsão de taxas de proteção a pessoas amedrontadas. Cai Shaoqing, um especialista em máfia e crime organizado, da Universidade de Nanjing, estima que o número de membros do crime organizado na China totalize pelo menos um milhão de pessoas. Cada membro capturado do crime organizado sempre expõe oficiais corruptos do Partido Comunista Chinês controlando funcionários do governo, juízes ou a polícia.

O Partido Comunista Chinês tem medo de que o povo chinês ganhe um senso de consciência e moralidade, por isso ele não ousa permitir que as pessoas tenham fé em uma religião ou liberdade de pensamento. Ele usa todos os recursos para perseguir as pessoas boas que têm fé, como os cristãos de igrejas subterrâneas que acreditam em Jesus e Deus e os praticantes do Falun Gong que procuram ser “verdadeiros, benevolentes e tolerantes”. O Partido Comunista Chinês tem medo de que a democracia ponha fim ao seu governo de partido único, por isso não ousa dar liberdade política ao povo. Ele age prontamente para aprisionar os liberais independentes e os defensores dos direitos civis. No entanto, ele dá ao povo uma liberdade desviada. Desde que as pessoas não se ocupem de assuntos políticos e não se oponham à liderança do Partido Comunista Chinês, podem deixar seus desejos ir em qualquer direção que queiram, mesmo que isso signifique fazer coisas perversas e antiéticas. Como resultado, o Partido Comunista Chinês está se deteriorando dramaticamente e a moralidade social na China está declinando de forma alarmante.

“Bloqueando o caminho para o Céu e abrindo as portas para o inferno” é a melhor forma de descrever como o culto maligno do Partido Comunista Chinês devastou a sociedade chinesa atual.

VII. Reflexões sobre o perverso regime do Partido Comunista Chinês

O que é o Partido Comunista?

Essa pergunta aparentemente simples não tem respostas simples. Sob a pretensão de ser “para o povo” e sob a aparência de um partido político, o Partido Comunista na verdade enganou milhões de pessoas. Não se trata de um partido político no sentido comum, mas de um culto maligno possuído por um espectro do mal. O Partido Comunista é um ser vivo que se manifesta neste mundo por meio das organizações do Partido. O que controla o Partido Comunista na verdade é o espectro do mal que primeiramente penetrou nele e é esse espectro do mal que determina a natureza maligna do Partido Comunista.

Os líderes do Partido Comunista, enquanto agem como gurus de um culto, servem somente como porta-vozes do espectro do mal e do Partido. Quando os desejos e objetivos deles correspondem aos do Partido e podem ser usados por ele, então eles são escolhidos como líderes. Mas quando deixam de atender as necessidades do Partido, são descartados impiedosamente. O mecanismo de luta do Partido assegura que somente os mais astutos, perversos e violentos permaneçam na posição de guru do Partido Comunista. Uma dúzia ou mais de líderes do Partido Comunista caiu em desgraça, o que prova a verdade desse argumento. De fato, os líderes mais altos do Partido andam em uma corda muito fina. Eles podem até se afastar da linha do Partido e deixar um bom nome na história, como Gorbachev, ou serem vítimas do Partido como muitos dos secretários-gerais.

O povo é o alvo da opressão e escravização do Partido. Sob o domínio do Partido, as pessoas não têm direitos para rejeitá-lo. Ao invés disso, são forçadas a aceitar a liderança do Partido e a cumprir com as obrigações para suportar o Partido. Também estão sujeitas a um tipo regular de lavagem cerebral. O Partido Comunista Chinês obriga toda a nação a acreditar nele e a manter esse culto maligno. Algo assim é raramente visto no mundo de hoje e temos de reconhecer o incomparável talento do Partido Comunista Chinês para esse tipo de opressão.

Os membros do Partido formam uma massa física que tem sido usada para preencher o corpo do Partido. Muitos entre eles são honestos e bons e podem até ser bem sucedidos em suas vidas públicas. Esses são homens que o Partido Comunista Chinês gosta de recrutar, uma vez que a reputação e competência deles podem ser usadas para servir ao Partido. Muitos outros, desejando se tornar oficiais e desfrutar de um alto padrão social, trabalham duro para se juntar ao Partido e ajudar seu ser perverso. Há também aqueles que escolhem se juntar ao Partido porque querem conseguir algo em suas vidas e percebem que, sob o domínio do comunismo, não irão conseguir, a não ser se juntando ao Partido. Alguns se juntam ao Partido porque querem alugar um apartamento ou simplesmente querem uma imagem melhor. Então, entre as dezenas de milhões de membros do Partido, há gente boa e gente ruim. Independente dos motivos, uma vez que uma pessoa jura sua fidelidade à bandeira do Partido, querendo ou não, isso significa que ela voluntariamente se devotou ao Partido. Ela passa então pelo processo de lavagem cerebral, participando dos estudos políticos semanais. Como resultado da doutrinação do Partido, um número significativo de membros não tem mais pensamentos próprios e são facilmente controlados pelo espectro perverso do Partido Comunista Chinês. Essas pessoas passam a funcionar dentro do Partido como as células de um corpo humano e trabalham sem cessar pela existência do Partido, mesmo que eles mesmos sejam parte da população escravizada pelo Partido. O mais triste é que, depois que a servidão da “natureza do Partido” é imposta, fica muito difícil sair dela. Uma vez que o lado humano da pessoa se manifeste, ela é eliminada ou perseguida. Não é permitido sair do Partido por conta própria mesmo que se queira, porque o Partido, com a política de entrar-sim e sair-não, considerará a pessoa uma traidora. É por isso que as pessoas geralmente revelam uma natureza dupla: na vida política, a natureza do Partido Comunista; e, na sua vida comum, a natureza humana.

Os altos membros do Partido são um grupo que detém o poder entre os membros do Partido. Embora eles tenham que escolher entre o bom e o mau e tomar suas próprias decisões em ocasiões, momentos e eventos específicos, eles, como um todo, têm que seguir a vontade do Partido. O mandamento exige que “todo o Partido obedeça ao Comitê Central”. Os altos membros do Partido são os líderes em diferentes níveis; eles são a espinha dorsal do Partido. Também eles são meramente ferramentas do Partido. Também eles foram enganados, usados e humilhados durante os últimos movimentos políticos. Um critério básico do Partido Comunista Chinês é testar se a pessoa está seguindo o guru certo e se é sincera em sua devoção.

Por que o povo permanece ignorante?

O Partido Comunista Chinês tem agido cruel e perversamente por mais de 60 anos de seu regime na China. Mas por que falta ao povo chinês um real entendimento da natureza perversa do Partido Comunista Chinês? É por que os chineses são estúpidos? Não. A nação chinesa é uma das mais inteligentes nações no mundo e se orgulha de ter uma cultura e herança tradicionais de cinco mil anos. Porém, o povo chinês ainda vive sob o regime do Partido Comunista Chinês, temeroso de expressar seu descontentamento. A chave está no controle mental praticado pelo Partido Comunista Chinês.

Se o povo chinês usufruísse de liberdade de expressão e pudesse debater abertamente os méritos e deméritos do Partido Comunista Chinês, podemos imaginar que o povo chinês há muito tempo teria visto a natureza perversa do Partido Comunista Chinês e se libertado da influência desse culto maligno. Infelizmente, o povo chinês perdeu sua liberdade de expressão e pensamento há mais de meio século com o advento do regime do Partido Comunista Chinês. O propósito por trás da perseguição aos direitistas entre os intelectuais em 1957 foi restringir a liberdade de expressão e controlar a mente das pessoas. Em uma sociedade tão carente de liberdades fundamentais, a maioria dos jovens que estudaram de coração os trabalhos de Marx e Engels durante a Revolução Cultural foram ironicamente rotulados de “grupo antipartido” e consequentemente perseguidos. Discutir os erros e acertos do Partido Comunista Chinês estava simplesmente fora de questão.

Não muitos chineses ousariam até mesmo pensar em chamar o Partido Comunista Chinês de um culto maligno. Entretanto, aqueles que viveram na China não teriam dificuldade em descobrir fortes evidências que sustentam essa afirmação, baseados em suas próprias experiências e nas de suas famílias e amigos.

O povo chinês não foi privado somente da liberdade de pensamento, as pessoas na China foram também doutrinadas com os ensinamentos e a cultura do Partido. Assim, tudo o que o povo pôde ouvir foram louvores ao Partido e suas mentes foram destituídas de qualquer pensamento, a não ser os que reforçassem o Partido Comunista Chinês. Tomemos o massacre da Praça Tiananmen como exemplo. Em 4 de junho de 1989, quando tiros foram disparados, muitas pessoas instintivamente correram para se esconder nos arbustos. Momentos depois, apesar dos riscos, eles saíram bravamente dos locais e cantaram juntos “A Internacional”. Esses chineses foram verdadeiramente corajosos, inocentes e respeitáveis, porém, por que eles cantaram “A Internacional”, o hino comunista, ao se confrontar com a matança comunista? A razão é muito simples. Educados na cultura do Partido, tudo o que essa pobre gente conhece é o comunismo. Aqueles que estavam na Praça Tiananmen não sabiam outra canção a não ser “A Internacional” e algumas outras que louvavam o Partido Comunista.

Qual é a saída?

O Partido Comunista Chinês está indo em direção à sua ruína total. Tristemente, antes de sua morte, o Partido ainda tenta atar seu destino ao da nação chinesa.

O moribundo Partido Comunista Chinês está visivelmente enfraquecido e seu controle sobre as mentes das pessoas está perdendo sua força. Com o advento das telecomunicações e da internet, o Partido Comunista Chinês tem encontrado dificuldades em controlar a informação e suprimir a expressão. Como os oficiais corruptos roubam cada vez mais e oprimem as pessoas, o povo está começando a acordar da ilusão sobre o Partido Comunista Chinês e muita gente começou a praticar a desobediência civil. O Partido Comunista Chinês não só falhou em atingir seu objetivo de aumentar o controle na sua perseguição ao Falun Gong, mas também tem se mostrado enfraquecido ao revelar sua crueldade absoluta. Este momento oportuno tem feito o povo reconsiderar o Partido Comunista Chinês, pavimentando o caminho para a nação chinesa se livrar das amarras ideológicas e se libertar completamente do controle do espectro maligno do comunismo.

Tendo vivido sob o regime perverso do Partido Comunista Chinês por mais de 60 anos, o povo chinês não precisa de uma revolução violenta; eles precisam redimir suas almas. Isso pode ser conseguido com autoconscientização, e o primeiro passo para isso é reconhecer a natureza maligna do Partido Comunista Chinês.

O dia virá em que as pessoas se desfarão das organizações do Partido que estão ligadas ao aparato do Estado, permitindo que os sistemas sociais, sustentados pelas forças centrais da sociedade, funcionem independentemente. Com o fim da organização tirânica do Partido, a eficiência do governo será melhorada e desenvolvida. E esse dia está bem próximo. Na verdade, no início dos anos de 1980, os reformadores dentro do Partido defenderam a ideia de “separar o Partido do governo”, em uma tentativa de excluir o Partido do governo. Os esforços de reforma a partir de dentro do Partido Comunista Chinês provaram ser inadequados e sem sucesso, porque a ideia da “liderança absoluta do Partido” não foi totalmente rejeitada.

A cultura do Partido é o clima necessário para a sobrevivência do culto maligno comunista. Remover o controle do Partido Comunista Chinês sobre as mentes das pessoas pode ser mais difícil do que acabar com o controle do Partido Comunista Chinês sobre as administrações estatais, mas essa mudança é a única forma de verdadeiramente extirpar o mal do comunismo. Isso somente pode ser conseguido por meio dos esforços do próprio povo chinês. Com suas mentes retificadas e com a natureza humana de volta ao seu estado original, o povo reconquistaria a sua moralidade e teria sucesso na transição para uma decente sociedade não comunista.

A cura para essa possessão perversa está no reconhecimento da natureza perversa e prejudicial do espectro, erradicando-o das mentes das pessoas e trazendo-as para a verdade, de forma que ele não tenha onde se esconder. O Partido Comunista enfatiza o controle ideológico, uma vez que ele não é nada mais do que ideologia. Essa ideologia se dissipará quando todos os chineses rejeitarem a falsidade do comunismo de suas mentes, extirparem ativamente a cultura do Partido e livrarem suas próprias mentes e vidas das influências do culto maligno do comunismo. As pessoas se salvando, o Partido Comunista Chinês se desintegrará.

As nações dominadas pelo comunismo estão associadas com pobreza, totalitarismo e perseguição. Sobraram muito poucas nações assim, o que inclui a China, Coreia do Norte, Vietnã e Cuba. Seus dias estão contados.

Com a sabedoria do povo chinês, inspirada pela glória histórica da nação chinesa e libertada da possessão maligna do comunismo, a China será uma nação promissora.

Conclusão

O Partido Comunista Chinês não acredita mais no comunismo, sua alma morreu, mas a sua sombra permanece. Ele herdou somente a “pele” do comunismo, mas ainda manifesta a natureza de um culto maligno mediante arrogância, presunção e orgulho e pela satisfação em promover destruição desenfreada. O Partido Comunista Chinês herdou do comunismo a negação da lei celestial e sua rejeição à natureza humana permaneceu imutável.

Hoje, o Partido Comunista Chinês continua a dominar a China com métodos de luta aperfeiçoados ao longo dos anos, usando seu sistema organizacional restrito combinado ao regime de “possessão do Partido”, bem como uma propaganda perversa que funciona como uma religião de Estado. As seis características do Partido Comunista colocam em evidência que o Partido Comunista Chinês de hoje se encaixa perfeitamente na definição de “culto maligno”; ele não faz o bem, somente o mal.

Como ele está perto da morte, o culto maligno do comunismo acelera sua corrupção e degeneração. O que é mais problemático é que ele insiste em fazer o que pode para levar a nação chinesa com ele para um abismo de corrupção e degeneração.

Os chineses precisam se ajudar, refletir e se livrar do Partido Comunista Chinês.

Notas:

[1] “O leopardo morreu, mas sua pele ainda permanece” é do antigo livro chinês de profecia “Poema da Flor de Ameixa”, de Shao Yong (1011-1077). O leopardo aqui se refere ao território geográfico da antiga União Soviética, que em sua forma de fato se assemelha a um leopardo correndo. Com a queda da antiga União Soviética, a essência do sistema comunista se desintegrou, deixando somente a “pele” (a forma), que o Partido Comunista Chinês herdou.

[2] Constituição da República Popular da China.

[3] O incidente da “Divisão AB” refere-se à operação de 1930 da “Divisão Antibolchevique”, quando Mao ordenou a matança de milhares de membros do Partido, soldados do Exército Vermelho e civis inocentes na província de Jiangxi, na tentativa de fortalecer seu poder nas regiões controladas pelo Partido Comunista Chinês.

[4] Do “Relatório sobre uma investigação do movimento camponês em Hunan”, de Mao Tsé-Tung, março de 1927.

[5] O Monte Tai (Taishan) é uma de cinco montanhas famosas na província de Shandong na China. Foi decretado patrimônio da humanidade pela ONU em 1987.

[6] O Movimento do Cercamento de Terra está relacionado ao lado sombrio das reformas econômicas na China. Semelhante à revolução industrial na Inglaterra (1760-1850), as terras agrícolas na China de hoje foram demarcadas para formar várias zonas econômicas em todos os níveis (distrito, cidade, província e estado). Como um dos resultados do cercamento de terra, os camponeses chineses foram perdendo suas terras. Nas cidades, os residentes de cidades e distritos antigos foram frequentemente forçados a se realocar para abrir espaço para o desenvolvimento comercial com compensações mínimas. Maiores informação podem ser obtidas em: http://www.uglychinese.org/enclosure.htm

[7] Lin Zhao, uma estudante da Universidade de Pequim, mestranda em jornalismo, foi classificada como direitista em 1957 por seu pensamento independente e críticas sinceras ao movimento comunista. Ela foi acusada de conspiração para derrubar a ditadura democrática popular e foi presa em 1960. Em 1962, ela foi sentenciada a 20 anos de prisão. Ela foi morta pelo Partido Comunista Chinês em 29 de abril de 1968 como contrarrevolucionária.

Zhang Zhixin foi uma intelectual torturada até a morte pelo Partido Comunista Chinês durante a Revolução Cultural, ela foi enviada para a prisão por ter ousado falar a verdade e porque criticou Mao por ter falhado no Grande Salto para Frente. Muitas vezes, os guardas da prisão tiraram suas roupas, amarraram suas mãos atrás das costas e jogaram-na nas celas da prisão masculina, deixando que os prisioneiros a violentassem. No fim, ela perdeu a razão. Antes de sua execução, temendo que ela gritasse slogans de protesto, os guardas da prisão pressionaram sua cabeça contra um tijolo e cortaram suas cordas vocais.

[8] A Revolução de Fevereiro refere-se à revolução burguesa russa de fevereiro de 1917, que removeu do Czar do trono.

[9] A Revolução de Outubro, também conhecida como a Revolução Bolchevique, liderada por Lênin, ocorreu em outubro de 1917. A revolução assassinou os revolucionários da classe capitalista que tinham destronado o Czar, estrangulando assim a revolução burguesa na Rússia.

[10] Ambos, o “Incidente Mari” e o “Massacre de 12 de abril”, referem-se aos ataques do Kuomintang ao Partido Comunista Chinês. O “Incidente Mari” aconteceu em 21 de maio de 1927 na cidade de Changsha, província de Hunan. O “Massacre de 12 de abril” ocorreu em 12 de abril de 1927 em Shanghai. Em ambos os casos, membros do Partido Comunista Chinês e pró-ativistas do Partido Comunista Chinês foram atacados, presos e mortos.

[11] Liu Di, um oficial político do 20º Exército Vermelho que foi acusado de ser membro da “Divisão AB”, liderou uma revolta em Futian, acusando Li Shaojiu de contrarrevolucionário. Ele tomou o controle da cidade de Futian e libertou mais de 100 presos acusados de ser da “Divisão AB” e gritou o slogan “Abaixo Mao Tsé-Tung”.

[12] Peng Dehuai (1898-1974) foi um general chinês e líder político comunista. Peng foi comandante chefe na guerra da Coreia, vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado, membro do Politburo e Ministro da Defesa (1954-1959). Ele foi removido de seus cargos oficiais depois de discordar das posturas esquerdistas de Mao no Plenário do Partido Comunista Chinês em Lushan em 1959.

[13] De “Li Lisan: A pessoa para quem foram feitas quatro cerimônias em sua memória”.

[14] Os quatro princípios são: o caminho socialista, a ditadura do proletariado, a liderança do Partido Comunista Chinês e o pensamento do marxismo-leninismo e de Mao Tsé-Tung.

Introdução – Índice

Capítulo 7: A história das matanças do Partido Comunista Chinês

Capítulo 9: A natureza inescrupulosa do Partido Comunista Chinês

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Editorial Epoch Times

 
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