Nova qualificação para pouso cego visa a ajudar tráfego aéreo na China

Um funcionário da Administração de Aviação Civil (AAC) da China apontou que a melhoria das capacidades de pouso cego ajudarão as companhias aéreas a lidar com a fraca visibilidade devido à “espessa névoa e nevoeiro”, que seriam melhor chamados de poluição extrema.

A AAC ordenou no início de 2013 que todos os pilotos que operam voos entre Pequim e os dez principais aeroportos chineses devem ter capacidade classe 2 de pouso cego.

“Assim, a probabilidade de pouso seguro para voos na China melhoraria, apesar da visibilidade reduzida devido à espessa neblina e nevoeiro que encobre as principais cidades do país”, afirmou um artigo de 11 de dezembro do jornal Oriental Morning Post de Shanghai.

“Pouso cego” é a capacidade dos pilotos de pousar um avião quando a pista não pode ser vista claramente com os olhos, mas apenas com instrumentos de navegação. “Em condições de mau tempo, o pouso cego pode aumentar a probabilidade de uma aterrissagem segura”, disse um administrador da AAC.

Ele acrescentou que muitos passageiros se queixaram de que os voos operados por companhias aéreas domésticas foram forçados a pousar em outros aeroportos devido ao mau tempo, enquanto as companhias aéreas estrangeiras sempre puderam pousar seus voos nos aeroportos de destino. “Uma das razões é que os pilotos nacionais não são obrigados a ter qualificações classe 2 de pouso cego”, explicou ele.

O administrador disse: “Como a ocorrência de névoa e neblina espessas tem se tornado muito frequente na China, as capacidades classe 2 de pouso cego serão exigidas cada vez mais.”

De acordo com a ordem da AAC, todos os pilotos que operam voos dos 10 maiores aeroportos na China em direção à capital de Pequim devem ter certificação classe 2 para pouso cego a partir de 1º de janeiro de 2014. No registro da AAC, os aeroportos Pudong e Hongqiao, ambos em Shanghai, foram classificados como o 3º e 4º aeroportos da China em 2012.

A capacidade de pouso cego não está incluída no programa de avaliação para autorização de pilotos na regulação de aviação existente. As companhias aéreas têm corrido para oferecer sessões especiais de treinamento para seus pilotos, para prepará-los para pouso cego, assim que receberem a ordem da AAC.

Várias pessoas da indústria da aviação entrevistadas mencionaram que o sistema de pouso cego também abrange a atualização dos equipamentos de bordo nos aviões e de terra do aeroporto. Até agora, apenas três aeroportos na China – o Aeroporot Pudong de Shanghai, o Aeroporto da Capital de Pequim e o Aeroporto Baiyun de Guangzhou – estão equipados com sistemas classe 2 de pouco cego.

Além dos requisitos de precisão mais elevados e do maior custo, o sistema de pouso cego também exige um controle mais rígido sobre a interferência de rádio e manutenção periódica. A precisão do sistema classe 2 de pouso cego nos aeroportos terá de ser recalibrada a cada quatro meses usando um avião especial. Portanto, a implementação nacional dos critérios de pouso cego é difícil no contexto atual, embora as novas exigências entrem em vigor em 1º de janeiro de 2014.

 
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