Nova companhia de mineração de asteroide planeja lançar nave espacial até 2015

Interpretação artística do asteroide Cleópatra, um tipo de asteroide que uma futura missão poderia abordar para mais estudos sobre o sistema solar (NASA/JPL-Caltech)

Uma companhia da Virgínia, EUA, anunciou na terça-feira que planeja minerar asteroides próximos da Terra em busca de metais preciosos, água e outros materiais, tornando-a a segunda empresa a fazer tal anúncio nos últimos meses.

A empresa Deep Space Industries (DSI) afirmou que lançará sua frota de naves espaciais Firefly em 2015 para avaliar asteroides nas proximidades. A empresa começará a mineração de asteroides antes de 2025, segundo seu comunicado de imprensa.

“Esta é a primeira campanha comercial para explorar pequenos asteroides que passam perto da Terra”, disse Rick Tumlinson, o presidente da DSI, no comunicado. “Usando tecnologias de baixo custo, combinadas com o legado de nosso programa espacial e a inovação de jovens gênios da alta tecnologia na atualidade, faremos coisas que seriam impossíveis alguns anos atrás.”

Em abril passado, outra empresa de mineração de asteroides, a Planetary Resources, revelou que, de modo semelhante, prospectaria e mais tarde mineraria asteroides próximos da Terra. A Planetary Resources visa explorar as reservas minerais de platina dos asteroides.

As naves Fireflies pesam cerca de 25 kg cada e passarão de dois a seis meses no espaço, segundo a DSI. Em 2016, a empresa enviará uma nave maior de 70 kg, a Dragonfly, para trazer amostras de asteroides, retornando com 27 a 68 kg de materiais.

“Meu smartphone tem mais poder de computação do que eles tinham nas missões lunares Apollo”, disse Tumlinson. “Podemos fazer máquinas incríveis, menores, mais baratas e mais rápidas do que nunca. Imagine uma linha de produção de Fireflies, engatilhada e pronta para voar e examinar qualquer objeto que se aproxime da Terra.”

Potencialmente, asteroides têm recursos extremamente valiosos, incluindo platina, silicone, níquel e água que podem ser fracionados em hidrogênio e oxigênio para produzir combustível de foguetes, ou seja, os asteroides poderiam ser usados como áreas de reabastecimento.

“Mais de 900 novos asteroides que passam perto da Terra são descobertos a cada ano”, disse David Gump, o CEO da DSI, no comunicado. “Eles podem ser o que a Faixa de Ferro de Minnesota foi para a indústria automobilística de Detroit no século passado – um recurso fundamental localizado perto de onde era necessário. Neste caso, metais e combustíveis de asteroides podem expandir as indústrias espaciais deste século. Essa é nossa estratégia.”

Quando a Planetary Resources anunciou que minaria asteroides, ela afirmou que um asteroide de 500 metros rico em platina poderia conter mais desse elemento do que toda a platina extraída na história humana.

Em seu comunicado de imprensa, a DSI afirmou que os oficiais da NASA foram informados de seus planos, acrescentando que as expedições tripuladas a Marte poderiam ser menos caras e mais eficientes se usassem “propulsores derivados de asteroide”.

“As missões exigiriam menos lançamentos se o combustível para atingir Marte fosse adicionado no espaço a partir de produtos voláteis de asteroides”, afirmou o comunicado.

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