Neozelandês descreve suas provações numa prisão chinesa

O ex-prisioneiro Danny Cancian mostra cartazes detalhando as injustiças que sofreu numa prisão chinesa (YouTube)

Trabalho forçado, testes químicos e choques elétricos na boca são apenas alguns dos horrores que se pode esperar numa prisão chinesa, segundo o neozelandês Danny Cancian.

Os últimos quatro anos da vida de Cancian se passaram principalmente na prisão de Dongguan, que ele chamou de “inferno na Terra” num vídeo recente no YouTube. Ele exibe cartazes detalhando sua experiência na prisão. Num deles se lê, “O governo chinês não tem compaixão ou respeito pela vida.”

Um empresário de 46 anos que costumava negociar na China, um dia, conta Danny Cancian, foi atacado por cinco homens num restaurante. Um deles morreu de hemorragia cerebral enquanto Cancian lutava para se defender. Em 2011, ele pagou NZ$ 90 mil em compensação à família do falecido e foi condenado a cinco anos de prisão por homicídio. Ele foi libertado mais cedo por bom comportamento.

“Havia pessoas se enforcando toda semana” na prisão, disse ele numa entrevista a Fairfax da Nova Zelândia. “Eles tinham de levar das celas todas as roupas com cordas.”

Ele disse que a polícia controlava os 5.400 presos usando violência e ameaças. “Um policial chinês podia controlar mil prisioneiros, é ruim desta forma.”

Cancian disse que sofreu espancamentos, trabalho forçado, privação de sono e comida, spray de pimenta, choque elétrico na boca e solitária.

Os prisioneiros tinham de trabalhar seis dias por semana numa fábrica próxima. “Toda manhã às 5h, eles nos conduziam para a fábrica e às 9h nós voltávamos.” Eles tinham 10 minutos para beber água de arroz pelo almoço. O almoço era arroz e repolho cozido. O jantar estava longe de ser agradável. “Nojento, coisas horríveis e malcheirosas”, disse ele. “A prisão costumava comprar todos os porcos velhos mortos, animais mortos e coisas do tipo.”

Ele também testemunhou testes químicos em prisioneiros e por pouco não foi uma cobaia para vacina contra gripe. “[Eles] levavam-nos para sermos testados. Eu disse a eles, ‘De jeito nenhum, simplesmente me ponha na solitária, porque vocês não experimentarão drogas em mim.’”

Após sua libertação, Cancian foi informado que não teria permissão para voltar à China por cinco anos. “Eu disse a eles que podia muito bem ser 500 anos, porque eu nunca porei os pés na China novamente.”

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