Publicado em - Atualizado em 03/10/2017 às 9:54

Mudança na política de segurança: EUA reduzirá admissão de refugiados

A refugiada síria Baraa Haj Khalaf carrega a filha Shams pela alfândega do aeroporto de O 'Hare, em Chicago, após um voo vindo de Istambul, Turquia, em 7 de fevereiro de 2017 (Escott Olson/Getty Images)

A refugiada síria Baraa Haj Khalaf carrega a filha Shams pela alfândega do aeroporto de O 'Hare, em Chicago, após um voo vindo de Istambul, Turquia, em 7 de fevereiro de 2017 (Escott Olson/Getty Images)

O presidente dos EUA, Donald Trump, reduziu as admissões de refugiados para o ano fiscal de 2018 para 45 mil pessoas. Isso representa uma diminuição de 47% dos 85 mil refugiados que o ex-presidente Barack Obama admitiu no ano fiscal de 2016.

As 45 mil admissões de refugiados são divididas por regiões: 19 mil da África, 17 mil do Oriente Médio e do Sul da Ásia, 5.000 da Ásia Oriental, 2.000 da Europa e Ásia Central e 1.500 da América Latina e Caribe.

Funcionários do governo citam a segurança como o principal fator na redução. No entanto, um atraso significativo nos casos de asilo no país também é decisivo, disseram as autoridades no dia 27 de setembro em entrevista a repórteres.

“Temos centenas de milhares de pessoas que fazem esses pedidos de asilo em todo o país, e precisamos ser capazes de alocar recursos para começar a processar esses casos”, disse um funcionário.

Estabilização dos refugiados

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Mandel Ngan/AFP/Getty Images)

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Mandel Ngan/AFP/Getty Images)

Os refugiados são os imigrantes mais investigados que vêm para os Estados Unidos, mas há vulnerabilidades no programa, segundo declarou Lawrence Bartlett, diretor de admissão de refugiados no Departamento de Estado, em 20 de setembro.

“Temos que tentar eliminar essas vulnerabilidades. Assim, a revisão da pesquisa seria realmente o ponto-chave”, disse Barlett.

O FBI informou que cerca de 300 pessoas que entraram nos Estados Unidos como refugiados estão atualmente sob investigações antiterroristas, de acordo com o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS da sigla em inglês).

A maior parte do dinheiro dos contribuintes americanos utilizado no auxílio aos refugiados se destina a estabilizar os refugiados no país para onde fugiram antes de retornar ao seu local de origem. Esta é a opção preferida (e mais barata), de acordo com o Departamento de Estado e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Os Estados Unidos continuam sendo o maior doador de recursos no caso dos conflitos na Síria, tendo doado cerca de 7,4 bilhões de dólares desde o início da crise para ajudar a fornecer alimentos, cuidados médicos, abrigo, proteção, educação e outras necessidades para a população da Síria, de acordo com um funcionário do governo americano.

“Também somos o maior doador para os iraquianos deslocados, contribuímos com quase 1,7 bilhão de dólares desde o início do ano fiscal de 2014”, afirmou.

O presidente Donald Trump emitiu uma ordem executiva em 27 de janeiro chamada “Protegendo a Nação da Entrada de Terroristas Estrangeiros nos Estados Unidos”.

Além de uma suspensão de 90 dias para os vistos de algumas nações propensas ao terrorismo, Trump suspendeu temporariamente a admissão de refugiados por 120 dias até que o processo de triagem e verificação de antecedentes pudesse ser auditado e atualizado conforme necessário.

O início da suspensão de 120 dias foi adiada devido a uma ordem judicial, e agora expirará em 24 de outubro.

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