Publicado em - Atualizado em 19/10/2014 às 20:50

Muçulmanos protestam contra uso do nome ‘Estado Islâmico’ por terroristas

Os religiosos pedem que o grupo terrorista tire a palavra “Islâmico” do nome

O prefeito de Nice, Christian Estrosi (4º à esq.), o Prefeito dos Alpes Maritimes Adolphe Colrat (centro), e o membro do Parlamento Eric Ciotti participam de um encontro em homenagem ao montanhista-guia Herve Gourdel, que foi decapitado por jihadistas ligados ao grupo Estado Islâmico no Argélia, em 27 de setembro de 2014, em Nice, sudeste da França (Valery Hache/AFP/Getty Images)

O prefeito de Nice, Christian Estrosi (4º à esq.), o Prefeito dos Alpes Maritimes Adolphe Colrat (centro), e o membro do Parlamento Eric Ciotti participam de um encontro em homenagem ao montanhista-guia Herve Gourdel, que foi decapitado por jihadistas ligados ao grupo Estado Islâmico no Argélia, em 27 de setembro de 2014, em Nice, sudeste da França (Valery Hache/AFP/Getty Images)

Centenas de muçulmanos se reuniram diante da Grande Mesquita de Paris para expressar que repudiam o nome do grupo de jihadistas que se autodenominam “Estado Islâmico”. Na visão dos religiosos que moram na França, o grupo não é religioso, e sim terrorista.

O Conselho Francês da Fé Muçulmana convocou o protesto depois da decapitação do guia de montanhismo francês Hervé Gourdel morto pelo grupo jihadista argelino ligado ao EI. “Este não é um Estado – é uma organização terrorista”, disse Ahmet Ogras, vice-presidente da entidade.

O protesto pede que o EI use outro nome, pois ligar a fé islâmica a atos de terrorismo estigmatiza os muçulmanos. “Não se pode brincar com as palavras”, afirmou Ogras.

A proposta dos grupos muçulmanos nas mídias sociais é para que o EI troque de nome. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, descreveu os jihadistas como “Un-Islamic Nonstate” (Não Estado Anti-islâmico) tendo como siglas UINS/NEAI, que podem ganhar grande aceitação na comunidade internacional.

A França é o país com a maior comunidade muçulmana da Europa e mesmo assim tem participado dos ataques aéreos contra o grupo de terroristas no Iraque. A luta para que o EI mude de nome se tornou uma briga diplomática, o chanceler Laurent Fabius chegou até a solicitar que o governo francês não use mais o termo Estado Islâmico para se referir ao grupo, propondo o nome “Daesh”, um acrônimo usado na língua árabe que significa “esmagar”.

“Trata-se de um grupo terrorista, não de um Estado”, disse Fabius durante um discurso na Assembleia Nacional. “Eu os vou chamar de Fascínoras Daesh”.

Gospel Prime

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