Publicado em - Atualizado em 14/07/2017 às 19:03

MPF decide recorrer para aumentar tempo de prisão para Lula

Procuradores elogiam Moro, mas pedem Lula preso mais tempo

Procurador da República Deltan Dallagnol (Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil)

Procurador da República Deltan Dallagnol (Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil)

A pena de 9 anos e 6 meses de cadeia para o ex-presidente Lula foi considerada curta demais pelos procuradores da força-tarefa da Lava Jato, que irão recorrer, conforme declararam na quarta-feira (12) à noite. Mesmo tendo feito elogios à sentença de Sérgio Moro, eles dizem que divergem de determinados pontos.

Poderá ser pleiteada a ampliação das penas aplicadas aos réus na ação em que Lula foi condenado por corrupção passiva, pelo recebimento de propina da empreiteira OAS. O ex-presidente também não poderá exercer cargos públicos durante o dobro do tempo da prisão, ou seja, 19 anos.

“As robustas provas levaram à condenação do ex-presidente a cumprir 9 anos e 6 meses de prisão e a pagar, a título de indenização, 16 milhões de reais corrigidos desde dezembro de 2009. (…) Como efeito da condenação criminal, nos termos da lei, da mesma forma que em casos similares, a Justiça decretou sua interdição para exercer qualquer cargo ou função pública pelo dobro do tempo da condenação, isto é, por 19 anos”, declara o comunicado.

O desempenho dos advogados de Lula também foi desaprovado pelos procuradores. Eles rebateram as acusações dos advogados, afirmando na nota que a força-tarefa procedeu de maneira totalmente “apartidária e técnica” e que se esforçou por “investigar e responsabilizar todas as pessoas envolvidas em atos de corrupção, além de devolver aos cofres públicos os valores desviados nesse gigantesco esquema criminoso”.

“Mais uma fez, fica manifesto que os constantes ataques da defesa do ex-presidente contra o julgador, os procuradores e os delegados, conforme constatou a respeitável decisão, são uma estratégia de diversionismo, isto é, uma tentativa de mudar o foco da discussão do mérito para um suposto antagonismo que é artificialmente criado unilateralmente pela defesa. Nenhuma das autoridades que atua no caso o faz com base em qualquer tipo de questão pessoal”, menciona o texto.

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