Mortes de civis aumentaram 14% no Afeganistão em 2013

Edifício atacado por insurgentes na capital de Cabul (F. Waezi/UNAMA)

Relatório da ONU lançado nesta quarta-feira (31) mostra que o número de civis afegãos mortos ou feridos no primeiro semestre de 2013 aumentou 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2013, 1.319 civis foram mortos e 2.533 feridos – um total de 3.852 civis atingidos.

Os números representam um aumento de 14% no registro de mortes e de 28% em lesões em comparação com o mesmo período em 2012. O aumento reverte a queda registrada no ano passado, e marca o retorno aos altos números de atrocidades em 2011.

O relatório semestral sobre proteção de civis no conflito armado foi produzido pela Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) e observa que a maioria das mortes está ligada ao aumento do uso, por rebeldes, de dispositivos explosivos improvisados.

“O impacto violento do conflito sobre civis afegãos marcado pela retomada do aumento de mortes e ferimentos em 2013 exige ainda maior empenho e mais esforços pelas partes em conflito para proteger os civis que estão sendo cada vez mais atingidos no fogo cruzado”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da UNAMA, Ján Kubiš.

O segundo maior perigo para os civis é o “combate terrestre” entre as forças de segurança afegãs e elementos antigoverno, uma ameaça crescente para as crianças, mulheres e homens segundo a UNAMA.

De acordo com a Missão da ONU, os danos a mulheres e crianças aumentaram em 38% no primeiro semestre de 2013, com 337 óbitos e 770 lesões entre 1º de janeiro e 30 de junho.

No mesmo período, afirma o relatório, elementos antigoverno causaram 74% de todas as mortes e lesões de civis e as forças pró-governo 9%, enquanto 12% não foram atribuídas a nenhuma parte e causadas por embates terrestres entre esses dois grupos. As demais 5% foram causadas principalmente por explosivos não detonados.

Esta matéria foi originalmente publicada pela ONU Brasil.

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