Morte por ebola põe EUA em alerta aéreo

O primeiro paciente diagnosticado com ebola nos Estados Unidos morreu nesta quarta-feira (8).

Thomas Eric Duncan, de 42 anos, havia viajado da Libéria para o continente americano, onde começou a apresentar sintomas.

O número de mortos no mundo já chega a 3.865 e o de contaminados, a 8.033.

Os Estados Unidos anunciaram que vão ampliar o controle de passageiros em cinco dos principais aeroportos e o secretário de Estado, John Kerry, falou em “crise mundial urgente”.

Duncan havia ajudado no transporte de uma grávida infectada, antes de viajar para os Estados Unidos. No dia 25, começou a apresentar sintomas da doença e procurou o Hospital Presbiteriano de Dallas.

Depois de uma consulta, foi enviado de volta para casa com uma prescrição de antibióticos. O paciente estava no apartamento de sua namorada, com mais três pessoas. Todos conviveram com Duncan por três dias. Eles e outras 44 pessoas estão sob vigilância sanitária.

Um novo paciente com sintomas da doença foi internado no Presbiteriano – Michael Monnig, do escritório do xerife, teria participado do processo de desinfecção da casa de Duncan.

A morte ainda abre uma discussão sobre novos tratamentos – dois americanos sobreviveram à doença com o uso do ZMAPP, que está esgotado.
Duncan e um cinegrafista da NBC, em tratamento em Omaha, receberam outro remédio em teste, o Brincidofovir.

Em Omaha, o cinegrafista ainda receberá uma transfusão de sangue do primeiro sobrevivente, Kent Brantly, na tentativa de melhorar o quadro clínico.

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