Moda e sustentabilidade de mãos dadas em São Paulot

Escultura feita de árvore de jatobá. (Ticiane Rossi/The Epoch Times)Loja em São Paulo vende produtos 100% brasileiros, em que o conceito de uso dos materiais renováveis reflete a cultura do povo e a biodiversidade da natureza do Brasil

Com o crescimento da preocupação mundial pela natureza, a sustentabilidade se faz presente em muitos empreendimentos. A união do caráter econômico, social e ambiental pode ser vista no Ateliê Especiarias, loja que vende joias, decoração e acessórios com materiais 100% brasileiros. São produtos de artesanato feitos por 67 associações e cooperativas de todo Brasil.

Amazônia, Cerrado, Deserto do Jalapão e Delta do Parnaíba são alguns dos lugares destas comunidades e associações. Estes trabalhadores transformam materiais provenientes da realidade de seus ecossistemas, agregam sua cultura e fazem produtos que levam seu conceito autêntico.

“O produto é único, a pessoa está levando um conceito, não há uma peça igual à outra”, disse Rodrigo, idealizador do conceito que une moda e sustentabilidade, em entrevista exclusiva para o Epoch Times. É um contraponto entre o consumidor consciente e o consumismo compulsivo da moda, que hoje trabalha com produção em massa.

Como tudo muda rapidamente, tem-se que comprar sempre, o que causa o consumismo impulsivo. O consumo consciente é diferente, é mais amplo, compra somente o que se necessita para viver. É estar consciente do que se está comprando, afirma Rodrigo. “Nosso grande desafio diário é unir o consumo consciente com a moda”, diz ele.

Em sua loja, Rodrigo trabalha com o conceito: Os produtos são feitos de materiais renováveis (mas limitados), artesanais, e, portanto, únicos. Descartar esses produtos na natureza não gera poluição, pois são biodegradáveis.

Já que são recursos limitados, deve-se considerar a necessidade de cuidar deles, afirma Rodrigo. Então, Rodrigo trabalha com muitas cooperativas e associações que fornecem os produtos diversificados e diferentes materiais, em quantidade para suprir a demanda do mercado.

Além disso, preserva-se a cultura das pessoas que fazem o artesanato.

Os produtos e suas origens

As pedras das joias provenientes dos Estados do Pará e da Região Sul do Brasil são quartzo, ônix, citrino, entre outras. Usam-se fibras de capim dourado, piaçava, buriti e tururi. Todas são fibras de plantas endêmicas dos ecossistemas em que se originam.

O capim dourado é da região do Jalapão, no Estado do Tocantins. A piaçava é da região do Alto Solimões, no Estado do Amazonas. O buriti é do Delta do Parnaíba, no Estado do Maranhão, e o tururi é da floresta amazônica. Da árvore do jatobá são feitas esculturas para decoração que utilizam muitas partes da planta, como as sementes, resíduos de madeira, e o interior do fruto banhado em ouro, as esculturas são uma amostra cultural da região do Brasil onde se produzem, o “sertão” brasileiro, no nordeste do país.
Os resíduos da pele de peixe, tilápia e corvina, inclusive são utilizados para fazer joias, e tingidos com corantes naturais, agregam ainda mais valor aos produtos, além de diferenciar uma peça da outra.

Rodrigo Bolton é formado em Tecnologia da Informação e Economia, cursou parte da graduação de Química, e tem pós-graduação em Master Business Administration. Ele administra as duas lojas especializadas Ateliê em São Paulo. Uma está localizada no mercado do Tucuruvi e tem pouco mais de 5 anos, e a outra está no mercado municipal de São Paulo e tem cerca de 11 meses.

Espelho emoldurado. (Ticiane Rossi/The Epoch Times)

Ateliê. (Ticiane Rossi/The Epoch Times)

Coração. (Ticiane Rossi/The Epoch Times)

Brincos. (Ticiane Rossi/The Epoch Times)

Pulseira. (Ticiane Rossi/The Epoch Times)

Ateliê. (Ticiane Rossi/The Epoch Times)

Quarzo verde. (Ticiane Rossi/The Epoch Times)

 
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