‘Mirtilos’ marcianos foram moldados por micróbios?

Semelhanças com os mármores de Moqui sugerem que já existiu vida em Marte
Hematitas de ‘Mirtilos’ nas planícies de Capri Chasma, parte de um gigantesco sistema marciano de desfiladeiros chamado de ‘Valles Marineris’. (NASA/JPL/University of Arizona)

Antigas esferas de óxido de ferro chamadas de mármores de Moqui pelos sulamericanos proporcionam uma compreensão melhor das estruturas semelhantes em Marte.Estes chamados ‘mirtilos’ – pequenas bolas de hematita cristalina – foram avistadas pela primeira vez em 2004, quando o veículo robotizado ‘Opportunity’ chegou ao planeta vermelho. Uma nova pesquisa conjunta, com EUA e Austrália, sugere que não somente a água é necessária a sua criação,  mas a vida também é necessária.

De volta a Terra, agregados de óxido de ferro semelhantes encontram-se em ‘Nvajo Sandstone’ que se formou durante o período Jurássico. Liderados por Karrie Weber, da Universidade do Nebraska, os pesquisadores descobriram que os micro-organismos eram essenciais para a mineralização destes mármores de Moqui.

À cerca de dois milhões de anos atrás, criaturas do gênero das bactérias adquiriram energia e carbono a partir da siderite mineral, que contém carbonato de ferro. Elas então teriam oxidado o ferro e produzido ácido, formando uma espessa carapaça de óxido de ferro ao redor de um núcleo arenoso, e transformando os carbonatos em carbono orgânico.

Usando um microscópico eletrônico e um espectrometro de massa iônica (nanoSIMS), os investigadores identificaram estruturas que se parecem com microrganismos nos mármores, assim como um luz de isótopo de carbono e outros químicos indicadores de vida.

“Por isso toda a informação que juntamos nos diz que essa vida microbial estava presente, ativa, e desempenhou um papel na biomineralização do ferro”.

Uma ‘curiosidade’ é que o novo veículo robotizado enviado para Marte encontra-se agora na cratera Gale, selecionada devido aos sinais que apresentava de água e, por isso a vida pode estar presente no passado. Cientistas esperam que mais ‘mirtilos’ possam ser descobertos, o que possibilitaria as análises de sua mineralogia e material orgânico.

Os resultados foram publicados na edição de agosto do jornal de Geologia.

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