Publicado em - Atualizado em 06/12/2017 às 11:37

Ministro da Defesa argentino confirma morte de tripulação do submarino ARA San Juan

"As condições de ambiente extremo em que este evento ocorreu e o tempo decorrido são incompatíveis com a vida humana"

É a primeira vez que o governo reconhece publicamente a morte dos marinheiros (Marinha da Argentina)

É a primeira vez que o governo reconhece publicamente a morte dos marinheiros (Marinha da Argentina)

Na segunda-feira (4), o ministro da Defesa da Argentina, Oscar Aguad, admitiu que os 44 tripulantes do submarino ARA San Juan morreram e confirmou que, meses atrás, a embarcação apresentou um problema semelhante, o que poderia ter originado a possível explosão que ocorreu antes de seu desaparecimento, no último 15 de novembro.

É a primeira vez que o governo reconhece publicamente a morte dos marinheiros

“Quer dizer que estão todos mortos?”, perguntou um jornalista, para o qual o ministro respondeu: “Exatamente”.

“Um relatório da Marinha” informou que “as condições de ambiente extremo em que este evento ocorreu e o tempo decorrido são incompatíveis com a vida humana”, disse o ministro no canal nacional Todo Noticias.

A decisão de suspender as buscas dá como certa a impossibilidade de haver sobreviventes.

Além disso, Aguad mencionou o que já é conhecido, que o ARA San Juan apresentou um “problema semelhante” em setembro, mas que, antes de começar sua última missão, foram feitos “todos os reparos”, e o capitão então informou que o submarino estava “em perfeitas condições de navegação”.

“Nos primeiros dias de setembro, o capitão fez uma vistoria do navio ponto por ponto. Nós todos assinamos, e ele disse que o submarino estava em perfeitas condições para navegar. Houve um único incidente semelhante ao que aconteceu, o que acreditamos que aconteceu desta vez também, e que foi relatado pelo capitão. Teria entrado água no snorkel, com a diferença de que naquela ocasião, a água não atingiu as baterias”, disse ele.

Mais tarde, o ministro acrescentou: “O capitão deixou um relatório escrito dizendo que era necessário prestar atenção nisso quando o submarino, no primeiro semestre de 2018, passaria por manutenção. E deixou um registro disso. Além de outras avarias menores. Essa foi considerada uma avaria menor. A água, neste caso, entrou em uma espécie de tambor e se acumulou lá. E o capitão informou isso como um incidente “.

O ministro insistiu que “o compromisso” do presidente da Argentina, Mauricio Macri, é continuar com as buscas até encontrar o submarino.

Por enquanto, a busca do submarino continua. Cinco unidades navais argentinas e o navio chileno “Cabo de Hornos” continuam varrendo o fundo do mar na área de rastreamento.

Também se juntará à equipe de busca o navio russo de exploração científica “Yantar”, e no próximo sábado será a vez do USN “Atlantis”.

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