Ministério da Saúde quer criar código QR para identificar quem tomar vacina

Em São Paulo, governador João Doria está implantando sistema para compra de bilhetes e acesso ao sistema ferroviário via QR code. Na China, sistema serve para controle totalitário

Por Leonardo Trielli, Senso Incomum

Ministério da Saúde enviou ao STF e à AGU no dia 11, sexta-feira, o seu Plano Nacional de Vacinação, contendo todos os passos da campanha de imunização contra a peste chinesa.

Entre as medidas, chamou a atenção (até da CNN Brasil!) a criação de um sistema QR code para identificar com precisão o cidadão que já tomou a vacina contra o vírus chinês.

O Sistema Única de Saúde (SUS) brasileiro já faz a identificação individualizada e nominal de vacinação desde 2010.

Não se sabe, portanto, qual a justificativa para a criação de um sistema de código QR para esta finalidade.

O que já se sabe, no entanto, é que,  em “certos” países, códigos QR e sistemas de pagamento inteligentes (por aproximação) são comumente utilizados como meio de controle do cidadão. Até o pessoal da GloboNews ficou hor-ro-ri-za-do:

Em junho de 2019, em meio a protestos que aconteceram em Hong Kong, a jornalista Mary Hei notou longas e inéditas filas nas máquinas de bilhetes da estação de metrô mais próxima de onde ocorreram os protestos.

Inéditas pois cotidianamente os moradores locais utilizavam seus cartões de pagamento por aproximação. “Um manifestante disse que temia que os dados de seus cartões fossem rastreados e usados como prova de que estavam no protesto, caso a polícia decidisse apresentar queixa – como fizeram contra os principais líderes do protesto do Movimento Umbrella pró-democracia de 2014.”, escreveu em reportagem para o site Quartz.

Em tempo: o governador de São Paulo João Doria (o maior entusiasta de negócios da China) está implantando um inocente sistema de bilhetes de trem e metrô por código QR.

 

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