Milhares de argentinos vão às ruas protestar contra duras medidas do presidente Alberto Fernández

Por Rayla Alves – Terça Livre

Os argentinos vêm sofrendo duros golpes com o governo de Alberto Fernández e Cristina Kirchner.

A pobreza que hoje atinge 40% da população, só vem crescendo, após as duras medidas impostas por meio do isolamento social.

Temendo ter o mesmo destino dos cidadãos venezuelanos, milhares de argentinos foram às ruas protestar contra o isolamento social no país, um dos mais longos da América Latina. O governo argentino decretou uma quarentena obrigatória em 20 de março, que segue vigente até os dias de hoje.

As manifestações ocorreram em diferentes pontos da Argentina e reuniu dezenas de cidadãos. Muitos estavam usando máscara nas ruas das principais cidades do país e também  perto de estradas.

Pelas redes sociais através as hashtags #13STodosALasCalles, #13SPorLaRepublica e #13SJuntosContraLaIMPUNIDAD, o protesto tratou-se mais de uma mobilização popular contra Fernández, com pessoas e veículos exibindo bandeiras nacionais.

Os argentinos gritavam “todos pela República”, “Todos pela liberdade”, “Fora, Cristina”. Os manifestantes também reclamam da libertação de 4,5 mil detentos, da reforma do Judiciário, do estado da economia, que vem sentindo os efeitos do isolamento, e do aumento do desemprego e da pobreza.

Mesmo seguindo os rigorosos protocolos da quarentena, a pandemia ainda não cedeu no país. Segundo informou a oposição, o governo não preparou um plano para a retomada pós-covid-19.

De acordo com a revista Oeste, recentemente, até a polícia se mobilizou contra o governo de esquerda. Os agentes pediram melhores condições salariais e dignas de trabalho. Em momento de tensão, os policiais cercaram a casa do presidente da República.

A Argentina atravessa uma dura crise econômica e está em recessão desde 2018. O desemprego atingiu 10,4% no primeiro trimestre e a cifra se agrava devido ao confinamento obrigatório, destaca a revista IstoÉ.

 
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