Membro do conselho da Pfizer: CDC tem mensagens ‘confusas’ sobre reforço contra COVID-19

'Agora vemos evidências muito claras do declínio na eficácia da vacina ao longo do tempo'

Por Jack Phillips

Membro do conselho da Pfizer e ex-chefe da Food and Drug Administration, Scott Gottlieb, afirma que as mensagens dos funcionários federais de saúde sobre as doses de reforço para as vacinas contra a COVID-19 geralmente não são claras.

As “mensagens confusas” dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) sobre as doses de reforço da COVID-19 “pode acabar sendo uma das maiores oportunidades perdidas nesta pandemia”, afirmou Gottlieb à CBS no domingo.

“Agora vemos evidências muito claras do declínio da eficácia da vacina ao longo do tempo. Existem diferentes razões para isso, mas a tendência é inconfundível. E aparente isso vem desde o final do verão, agora está muito claro”, acrescentou Gottlieb, argumentando que os americanos elegíveis deveriam receber uma dose de reforço.

Gottlieb, como outras autoridades de saúde atuais e anteriores, não elaborou publicamente um cronograma para as doses de reforço da vacina. Alguns países como Israel exigiram injeções de reforço seis meses após a segunda dose da vacina para que uma pessoa possa ser classificada como “totalmente vacinada” e evite que seus passaportes de vacinação expirem.

Um painel consultivo do CDC, em setembro, anunciou que recomendaria uma terceira dose da vacina Pfizer contra a COVID-19 para pessoas com 65 anos ou mais, lares de idosos e indivíduos entre 18 e 64 anos com problemas de saúde subjacentes.

No entanto, a diretora do CDC, Rochelle Walensky – que admitiu ao Wall Street Journal que está “realmente com dificuldades” em sua comunicação ao público quanto a vacina contra a COVID-19 – foi contra a recomendação do painel um dia depois e autorizou doses de reforço para pessoas que potencialmente tenham alta exposição e ocupações de risco. O painel do CDC rejeitou essa recomendação.

“Esta pode ser uma grande oportunidade perdida de tentar chegar à frente dessa onda Delta”, afirmou Gottlieb no domingo. “Se você sair e começar a vacinar alguém agora pela primeira vez, pode levar cinco ou seis semanas para que eles obtenham imunidade total em muitas partes do país. Esta onda delta terminará em cinco ou seis semanas, então precisamos fazer o que pudermos agora”, acrescentou.

No domingo, o governador do Colorado, Jared Polis, expressou frustração quanto às mensagens sobre as doses de reforço do CDC e da FDA.

“Estou muito frustrado com as mensagens complicadas do CDC e da FDA”, afirmou à CBS. Na quinta-feira, ele assinou uma ordem executiva permitindo doses de reforço para todos os adultos no estado.

Na semana passada, o CDC confirmou que não há registro de pessoas naturalmente imunes transmitindo o vírus que causa a COVID-19, o que despertou a preocupação de especialistas em saúde pública sobre uma possível falta de transparência e sobre a escassez de dados divulgados pela agência.

A agência foi questionada durante o outono por um advogado em nome da Rede de Ação de Consentimento Informado para documentos “refletindo qualquer caso documentado de um indivíduo que: (1) nunca recebeu uma vacina contra a COVID-19; (2) foi infectado com a COVID-19 uma vez, se recuperou e, mais tarde, foi infectado novamente; e (3) transmitiu o SARS-CoV-2 a outra pessoa quando reinfectado”.

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