Mais de 100 personalidades pedem aos colombianos que repudiem o socialismo nas próximas eleições

"Repudiem, especificamente, o socialismo, a corrupção e o crime organizado."

Por Alicia Marquez 

Mais de 100 personalidades hispânicas pedem que eleitores colombianos “repudiem o socialismo” antes das eleições presidenciais em seu país, que serão realizadas no próximo domingo, 29 de maio, e caso necessário, um segundo turno será em 19 de junho.

Entre as personalidades signatárias da Carta divulgada na terça-feira, estão o eurodeputado espanhol Hermann Tertsch, o deputado e candidato a presidente argentino Javier Milei, o senador chileno Felipe Kast, o economista venezuelano Daniel Di Martino, o ator e ativista mexicano Eduardo Verástegui, entre muitos outros.

“A Colômbia é a joia da coroa. Durante anos, o socialismo do século 21 procurou cravar suas presas nele, mas os colombianos o evitaram. Hoje, infelizmente, a ameaça de que o socialismo de Chávez tome a Colômbia está mais viva do que nunca”, diz a carta aberta.

As personalidades hispânicas destacaram que “a frustração com sua classe política levou os colombianos a olhar com bons olhos uma alternativa perigosa e vingativa, que poderia ser o suicídio”.

No entanto, consideraram que apesar do desencanto que existe e de sua “percepção de que a Colômbia é ruim, é fundamental que os colombianos entendam que sempre pode ser pior; e que, ao contrário do que alguns acreditam, hoje a Colômbia é um grande país”, com uma grande democracia e instituições sólidas, enfatizaram.

“Acreditamos que é urgente defender os princípios que engrandecem um país como a Colômbia. Pedimos que os eleitores repudiem (…) no primeiro e segundo turno das eleições presidenciais todas as ideias que buscam acabar com as liberdades econômicas e políticas do país”, acrescentaram.

“Repudiem, especificamente, o socialismo, a corrupção e o crime organizado.”

“A região não pode permitir que a Colômbia caia nas garras desse modelo que espalhou tanta miséria e crime pelo continente”, apontaram. E alertaram que “se a extrema esquerda tomar a Colômbia” se verá “como o crime organizado que controla a Venezuela hoje se expandirá”.

Nas eleições que começam em 29 de maio na Colômbia, seis candidatos concorrem para suceder o atual presidente, Iván Duque, no mandato presidencial de 2022-2026.

O favorito nas pesquisas é o esquerdista Gustavo Petro, embora não seja do primeiro turno. O Petro obteria, segundo a empresa de pesquisa, entre 38,8% e 46,5% da intenção de voto.

Os dois que disputariam o segundo turno, segundo as pesquisas, são o candidato de direita Federico “Fico” Gutiérrez, ex-prefeito de Medellín, ou o populista Rodolfo Hernández, o único que conseguiu subir de forma consistente nas últimas semanas.

As últimas pesquisas dão a Gutiérrez entre 20,6% e 31,5% da intenção de voto enquanto Hernández conseguiria entre 12,7 e 21,2%.

Cerca de 39.002.239 colombianos (20.111.908 mulheres e 18.890.331 homens) podem votar nos 12.263 centros instalados em todo o país pelo Registro Geral da Nação, dos quais 5.174 estarão nas áreas urbanas e 7.089 nas áreas rurais.

A lei estabelece que para ser eleito presidente é necessário obter mais da metade do total de votos e, caso nenhum dos candidatos o obtenha, três semanas depois – em 19 de junho – será realizado um segundo turno em que participarão os dois mais votados no primeiro.

Nos últimos anos, além dos signatários da recente carta aberta, vários analistas alertaram para a influência da ideologia socialista e comunista na América Latina, além de apontar a deterioração da imagem dos Estados Unidos para os países da região, que se voltam para a China.

Com informações da Agência EFE. 

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