Mais de 500 criminosos estão entre migrantes na fronteira dos EUA, diz Segurança Interna (Vídeo)

Os antecedentes dos migrantes foram questionados pelos moradores de Tijuana, alguns dos quais se referiram ao que está acontecendo com o termo "invasão"

Por Zachary Stieber, Epoch Times

Mais de 500 criminosos estão entre os migrantes que se encontram agora na fronteira com os Estados Unidos vindos da América Central, disseram autoridades do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos.

Milhares de migrantes inundaram Tijuana nos últimos dias e outros milhares devem chegar em breve, o que pode provocar confrontos com a população local da cidade fronteiriça.

Autoridades do Departamento de Segurança Interna disseram na segunda-feira (19) que entre os requerentes de asilo existem mais de 500 criminosos.

As autoridades também afirmaram que a maioria dos migrantes são homens em idade militar e mulheres e crianças são frequentemente empurradas para a frente para causar uma boa impressão no momento da cobertura da mídia. Autoridades notaram anteriormente que cerca de 75% da principal caravana era composta de homens.

“A maioria dos membros da caravana não são mulheres nem crianças”, disseram as autoridades em uma entrevista por telefone, referindo-se aos migrantes que já estão na fronteira, segundo a Fox News.

Polícia federal a postos do lado de fora do acampamento de migrantes em um complexo esportivo municipal em Tijuana, México, em 18 de novembro de 2018 (Charlotte Cuthbertson/Epoch Times)
Polícia federal a postos do lado de fora do acampamento de migrantes em um complexo esportivo municipal em Tijuana, México, em 18 de novembro de 2018 (Charlotte Cuthbertson/Epoch Times)

As autoridades disseram que havia 6 mil imigrantes em Tijuana na segunda-feira e que outros milhares devem chegar em breve. “Todas as opções legais estão sobre a mesa e estamos negociando com todos os nossos parceiros na América Central formas de lidar com a caravana”, disseram as autoridades.

Estima-se que as três caravanas possuam até 10 mil migrantes, mas alguns deles já entraram em Tijuana. Não está claro quantos são os que ainda não chegaram à cidade.

O DHS disse no início de novembro que estava confirmado que mais de 270 membros das caravanas tinham antecedentes criminais, incluindo membros bem conhecidos de uma quadrilha. “Entre eles estão autores de crimes violentos, incluindo agressão agravada por porte de arma mortal, assalto a mão armada, abuso sexual de crianças e abuso de uma mulher”, disse o departamento em 1º de novembro. Dois migrantes que foram presos por autoridades mexicanas no final de outubro foram identificados como fugitivos procurados por assassinato e tráfico de drogas e logo depois foram deportados.

Em 19 de novembro, agentes da Patrulha da Fronteira detiveram um estuprador condenado e um agressor sexual ligados a uma quadrilha.

Rodrigo Morgoza, morador de Tijuana, segura uma placa que diz "migrantes sim, ilegais não" durante um protesto contra a caravana de migrantes da América Central em Tijuana, México, em 18 de novembro de 2018 (Charlotte Cuthbertson/Epoch Times)
Rodrigo Morgoza, morador de Tijuana, segura uma placa que diz “migrantes sim, ilegais não” durante um protesto contra a caravana de migrantes da América Central em Tijuana, México, em 18 de novembro de 2018 (Charlotte Cuthbertson/Epoch Times)

“Invasão”

Os antecedentes dos migrantes foram questionados pelos moradores de Tijuana, alguns dos quais se referiram ao que está acontecendo com o termo “invasão”.

Juana Rodríguez, dona de casa, disse à agência AP que o governo deve realizar verificações de antecedentes dos migrantes para garantir que eles não tenham antecedentes criminais.

Elvia Villegas, de Tijuana, disse ao Epoch Times que as autoridades mexicanas deviam imitar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defender suas fronteiras. Ela também acredita que o México deve deportar os migrantes.

“Eles vêm ofender o povo de Tijuana e não vamos permitir isso. Eu sou de Tijuana, tenho filhos aqui em Tijuana e vou defender Tijuana”, disse ela.

Outro morador, Guadalupe Arangure, salientou que os migrantes já usaram a violência ao cruzar o México, com enfrentamentos que deixaram policiais feridos no México e na Guatemala.

“Não distorçam as coisas, isso é uma invasão”, disse ela. “A partir do momento em que se cruza fronteiras, uma vez que eles cruzaram essas fronteiras com violência, isso se tornou uma invasão.”

 
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